quinta-feira, 31 de março de 2016

HEart na comunicação social | Diário Insular #12

O meu artigo de hoje - apesar de ter sido escrito antes dos atentados terroristas ao aeroporto de Bruxelas - transcreve a minha predileção por esse lugar tão caótico: O AEROPORTO.
Sendo um lugar multicultural, um espaço internacional, onde muitos cidadãos de muitos lugares se encontram, tornaram os atentados não somente um ataque a Bruxelas ou à Europa, mas a todos nós e ao progresso.
Não me tirem a liberdade de ser diferente e de amar a diferença:
(Diário Insular | 31 de Março de 2016)
 
 
 
 
(para ler melhor clique na imagem)

terça-feira, 29 de março de 2016

Jogo da Confiança

Melhorar os seus resultados 


Julga-se que os resultados alcançados diariamente são fruto da aprendizagem e do crescimento adquiridos no trabalho e na vida pessoal.
Será?
Segundo Stephen Covey, escritor americano, existem comportamentos a ter, que podem ampliar a capacidade de melhorar os seus resultados.

Alguns exemplos:

1) Assuma a responsabilidade pelos resultados. (Adote um paradigma orientado para os resultados e não para as atividades. Pergunta-chave: O que estou a fazer agora conduz-me aos resultados que pretendo ou estou só ocupado?)

2) Programe-se para ganhar. (Manifeste-se confiante em si e nos outros.Defina claramente o que são ganhos. Crie um clima emocional de elevada expetativa.)

3) Tenha "garra". (Abandone a "cultura de desistência" e a "mentalidade de vitimização". Mantenha a sua garra até quando tudo parece perdido.)

Com estes simples comportamentos oriente as suas capacidades para alcançar resultados mais precisos e úteis.



domingo, 27 de março de 2016

Santa Páscoa

Tudo faz sentido por causa deste dia.
Só assim vale a pena respirar, amar, viver.

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Ressurrexit sicut dixit!
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segunda-feira, 21 de março de 2016

começou a maior semana do ano

Este ano, quando percebi que um grupo de jovens, ditadores da extrema esquerda espanhola, achava que #podemos acabar com as celebrações da Semana Santa em Sevilha, fiz duas coisas 1) parti - me a rir; 2) organizei um carro com amigas, destino a Sevilha, só precisávamos de uma mochila, de sandes e de um terço - Nada melhor para chatear um #podemos!
Mas infelizmente não conseguimos celebrar a nossa liberdade religiosa,  em Espanha (talvez vamos a Fátima, que a Nossa Senhora é que chateia comunistas).



sexta-feira, 18 de março de 2016

HEart na comunicação social | Diário Insular #11

Viajar de avião nunca foi tão "pensativo".
Medos à parte aqui fica o meu artigo de hoje: 
(Diário Insular | 18 de Março de 2016)
(para ler melhor clique na imagem)

Porque hoje é Sexta-feira (IV)

Nesta sexta-feira trazemos uma receita de uma sobremesa que não é sobremesa.
Esta receita muito espanhola tem uma história: AQUI.
Crespillos
Combina com a Semana Santa ;)
 
 

quinta-feira, 17 de março de 2016

O que de Verdade importa!



Ficaste alguns dias a ganhar forma e tentar “ser” o que hoje és, ao lado dos testemunhos (d)o que de verdade importa, um mero rascunho... 

Um cocktail de inspiração, motivação e valentia foram os ingredientes principais de uma lista de ideias e de valores que dão sentido à vida. O que estou tentar descrever é o projeto liderado por 7 mulheres que tiveram a ideia exemplar de criar uma fundação cujos propósitos são promover a difusão dos valores humanos, éticos e morais universais para o público em geral, por meio de atividades culturais. Um projeto que começou em Madrid no ano de 2007 e que hoje conta com a sua presença em várias cidades. 

Este ano foi a 3ª edição em Lisboa, a 1ª que eu ouvi e vi mais de metade da praça do campo pequeno a rir e a bater palmas por pessoas excecionais. Conversas feitas num palco improvisado e acolhedor em que os oradores escolhidos contam a sua história de vida para tornar mais rica a nossa caminhada e ainda o mais importante: (re)pensar o que faço aqui, que caminho estou a seguir , com quem quero seguir e o que Deus quer de mim a cada milésimo de segundo. 

Agora lanço o desafio : O que de verdade importa, para si? 

(tentativa de resposta) -Todas as respostas são válidas.

O que de verdade importa pode ter múltiplas respostas alicerçadas às várias perspetivas de cada um, face uma só realidade que é - a que vivemos todos dias e não sabemos o que nos espera. Tentando ser prática, seria reduzirmos a vida uma equação de grau simples em que o resultado é positivo. O positivo assume-se como as coisas benéficas para a sua vida. O ideal é sempre o obter resultados positivos e o infinito de boas verdades. Esta condição acontecer permanentemente seria bestial! Tudo corre bem e estamos sempre felizes. Quando as condições de vida nos levam para equações de 2º grau, 3º e por aí adiante e o resultado varia, entre o positivo e o negativo, aí a equação já começa a ter alguns defeitos e tudo se começa a complicar. Se pensarmos bem a matemática está presente em todos os dias da nossa vida. Consciente ou inconscientemente, todos somos influenciados e condicionados por várias condições, fórmulas e resultados. As condições são a realidade que cada um tem e perceciona à sua maneira p.ex. um momento de vida ou memória etc. Segundo esta mesma realidade, única, responde segundo as suas fórmulas de estrutura interna, que adquire ao longo da formação da personalidade, e daqui obtêm um resultado face as experiências que tem. 

(Complicado?) 

Parece! Evidente que a vida tornar-se-ia fácil (se) ainda reduzirmos, as coisas que nos acontecem a uma verdade maior, aquela que Deus quer e tem projetada para cada um de nós e o melhor - é mesmo a ausência de controlo no que nos espera e nos acontece. Pois as experiências-teste torna-nos resilientes à forma como lidamos a acontecimentos surpresa e fortalecem as nossas capacidades e intenções diárias. 



Como este texto não passa de um mero esboço de incentivo para se tornarem seguidores desta organização. Concluo com algumas ideias que podem responder ao desafio lançado. Como um dos oradores, Pedro Castro, da 3ª edição do congresso nacional de Lisboa, deste ano, disse, em momentos de tribulação : “A vida vai encarregar-se de endireitar as coisas. Ainda mais, a vida encarrega-se de nos redimirmos”. Perante os desafios mais complicados e difíceis de resolver, a vida traz sempre consigo vários presentes que nos ajudam a ultrapassar os obstáculos, sendo eles: o apoio dos amigos e da Família, sentir-se amado e querido pelos outros e a oportunidade de Recomeçar de novo. Uma das ideias iminentes é aceitar cada circunstância como uma oportunidade de crescer no amor, na caridade, na generosidade e na gratidão, de forma, a encontrar a paz e o equilíbrio, fazendo um caminho dentro do universo da felicidade. Amar muito as circunstâncias e ver cada uma delas como um ascensor para a realização humana e fonte de inspiração para os outros. Com referências deste exemplo de vida de Pedro Castro e de muitos mais oradores surgiu este grupo de conversas com especial foco na exploração da dimensão humana, que nos fazem pensar que todos temos uma missão específica na terra. A escolha passa por viver a vida como ela é, com mais ou menos sal, mas sempre com um sorriso nas dificuldades e um escape no que realmente gostamos de fazer, porque são os momentos em que vivemos connosco próprios e com os outros, que dão força para enfrentar o campo de batalha que é a vida que nos espera, Hoje! 



P.s. Não se esqueça de reduzir a sua vida a uma equação simples e a multiplicá-la pelo fator da Verdade Absoluta, obtendo o resultado positivo, à sua medida!!

quarta-feira, 16 de março de 2016

(não percebo nada desta crise dos suinicultores) A unica coisa que peço:

... salvem os presuntos, os chouriços e as morcelas
Sem isso não há Portugal!
 
 

(ouvindo no café #17)

"gostava de saber o que é que o Partido Comunista Português tem a dizer sobre isto aqui..."

A Assembleia, o IVA e o copo menstrual

 
A saga "legislar no que é importante" continua...
Quando vemos que o nosso parlamento legislou sobre o IVA nos copos menstruais é impossível não sentir um certo desconforto - é para rir ou para chorar? - perante um cenário de crise (...na pecuária), entre urgentes politicas publicas... foi mesmo sobre copos menstruais.
Imaginar os deputados a debaterem o tema, com aquela autoridade de quem está a salvar o planeta, homens e mulheres a votarem sobre tão pertinente legislação, batendo palmas a si próprios pelo seu feito.... e no outro dia percebem que afinal legislaram por uma medida que já existia.
Mais uma vez o PAN demonstra no parlamente uma falta de seriedade e uma tremenda imaturidade politica, querem mudar à força, mudar só por mudar, por pretensões revolucionárias e mudam o que está mudado...
Está na altura de 1) sentar e ler um pouco da história (nunca fez mal a ninguém); 2) estudar as politicas publicas do país; 3) perceber quais são as verdadeiras necessidades do povo.
Enquanto isso o PAN não vai deixar de ser uma espécie - daquele funcionário da monarquia, que estava encarregado de entreter o rei e a rainha, fazê-los rirem, conhecidos pelo  - bobo da corte.
 
 

sábado, 12 de março de 2016

aprendi uma nova palavra #4

espiralizar

(olha que esta vale a pena aprender!)


Marca n'agenda


8 1/2 o festival do cinema italiano. 
Este ano com as devidas homenagens ao realizador Ettore Scola e a "estreia ainda nos cinemas UCI uma nova cópia restaurada do filme ao qual o festival deve o nome: 8 1⁄2, de Federico Fellini, a 31 de Março que será acompanhada pela exposição ‘8 1/2: A Viagem de Fellini’, que reúne fotos de cena do filme da autoria de Gideon Bachmann. E para homenagear o grande Fellini nestes dois momentos, vai estar na Festa, Gianfranco Angelucci, amigo e colaborador do mestre durante mais de vinte anos."

sexta-feira, 11 de março de 2016

Porque hoje é Sexta-feira (VIII)

Nesta sexta-feira trazemos uma receita divertida e muito saborosa.
Pode ser um teste à sua paciência, contudo o resultado final vale a pena!
Tarte de legumes: não é uma tarte qualquer!
Aqui fica a dica da semana:

segunda-feira, 7 de março de 2016

Ainda sobre os Óscares 2016 #3

Para mim o grande vencedor da noite dos Óscares 2016, o prémio que vem atrasado, grande artista e musico, um fragmento do bom cinema, o meu preferido (sem esquecer Nino Rota), o senhor de quem se pode dizer que é um verdadeiro homem da 7º arte, sem pretensões comerciais, um apaixonado.
ENNIO MORRICONE
Prémio da melhor Banda Sonora, depois dos "Spaghetti Western",  "Missão", "Uma vez na América", "Cinema Paraíso", "O bom o mau e o vilão", entres muitas, mesmo muitas boas musicas, que tornaram imortais algumas cenas do cinema e os próprios filmes.
O Óscar veio tarde, esta é uma das muitas injustiças deste prémio. Parabéns e Obrigada porque ainda me dares esperança no cinema.
Aqui fica a entrega, com um discurso simples de um artista com 87 anos, que nunca deixou de trabalhar, vence pelo carinho que demonstra à sua mulher, passado tantos anos (desde 1956), mais um exemplo para Hollywood que aplaudiu em pé:


Ainda sobre os Óscares 2016 #2


Sou fã do cinema, tento sempre assistir em directo à entrega dos prémios mais badalados da 7ºarte, mesmo sabendo dos lobbys e das influências ideológicas, como por exemplo os filmes premiados são por natureza os mais comerciais. Mas gosto do ambiente, gosto de estar acompanhada, com pipocas e cerveja e muitas amigas, pela noite adentro a ver quem será o vencedor, gosto daquela espera: "And the winner is....." e gosto de torcer pelos meus preferidos.
Este ano não consegui acompanhar a cerimonia, o cansaço de uma viagem dominou a minha vontade - será que já são consequências dos 30's? Nãoooooo
Mesmo sem directo, no outro dia logo de manhã, não me contive a fazer zapping, para perceber se o Leonardo tinha ganho o Óscar ou não...
Mas a surpresa foi o melhor filme, Spotlight, um filme que fala sobre a investigação jornalística nos casos de pedofilia na Igreja dos EUA - penso que ganho o Óscar pela história em si, por ser uma ode à liberdade de expressão e ao trabalho dos jornalistas de investigação (espécie em vias de extinção). É um filme ligeiro e passageiro, daqui uns messes ninguém o vai recordar, não é brilhante, é extremamente comercial, mas mesmo assim não o posso deixar de comentar pelo facto do tema do filme ser um tema muito caro.
Não escondo o nojo que sinto por meia dúzia de padres, influenciados pela cultura nos anos 60, terem manchado tanto a fé de milhões, o que eles fizeram foi de uma dor incalculável para toda a Igreja.
Não escondo a repulsa por estes actos hedónicos, nem a tristeza de ver o sofrimento de muitos amigos sacerdotes, homens verdadeiramente bons que lutam pela sua santidade, terem sido traídos pelos seus irmãos.
Apesar de ser um motivo para reavivar a memoria e incentivar a luta contra estes crimes, fico com pena que o filme não tenha sido explicito no esforço que a Igreja fez quando descobriu os casos de pedofilia e percebeu que foram encobertos por membros do clero, esforço esse que esteve muito presente no magistério do Papa João Paulo II e como Bento XVI foi implacável:  "Quase 400 padres foram reduzidos ao estado laical pelo Papa Bento XVI em 2011 e 2012 (...) É um dado que choca e que mostra como a legislação canónica introduzida em 2010 por Bento XVI é apertada e rigorosa (...) Na entrevista durante o voo para Lisboa, em Maio de 2010, o Papa Ratzinger afirma: "A maior perseguição da Igreja não vem dos inimigos de fora, mas nasce do pecado da Igreja e a Igreja tem a profunda necessidade de reaprender a penitência, de aceitar a purificação, de aprender, por um lado, o perdão e, por outro, a necessidade de justiça. O perdão não substituiu a justiça." (...)".
 
Assim sendo, sem disfarces, nem ocultismos deixo aqui 3 bons comentários a Spotlight:
1 (quase) Jornalista; 1 Padre e 1 Blogger:
 
"(...) E o que fez ele? Começou pelo básico indispensável. Reconheceu a culpa e pediu perdão. Condição necessária, mas não suficiente, para enfrentar a tragédia. A seguir, ouviu as vítimas e investigou os Padres. Vendeu património para pagar indemnizações às vítimas e desenvolveu talvez o maior programa de prevenção destes crimes alguma vez levado a cabo por uma instituição não-estatal. Mas mesmo isso não era suficiente.
Era preciso mais, muito mais. Não só em Boston, como em todas as dioceses americanas, foi preciso enfrentar o problema de frente para que, como na música de Johnny Cash, as palavras de São Lucas nos recordem que “what’s done in the dark shall be brought to the light”. A conferência episcopal dos Estados Unidos encomendou uma enorme investigação independente que custou alguns milhões de dólares.
Os resultados foram arrasadores, mas investigar era a palavra de ordem tanto nos media como na Igreja. Tolerância zero para os criminosos, “background checks” obrigatórios para todos os que lidassem com menores, restrições no acesso aos seminários e processos canónicos sérios que corriam em paralelo com os processos civis e criminais. Gastaram-se mais de 3 mil milhões de dólares em indemnizações às vítimas e várias dioceses foram à falência. Mas ainda assim era preciso fazer mais.
João Paulo II foi pioneiro de reformas canónicas, sob o impulso do então cardeal Ratzinger, mas a mudança acelera drasticamente no pontificado de Bento XVI. Todos os processos diocesanos passam a ser obrigatoriamente comunicados e investigados pelo Vaticano para evitar que algumas dioceses escondessem o problema. Dos 3.400 processos que repentinamente chegaram a Roma, entre 2004 e 2011, 847 padres foram laicizados e 2.572 suspensos de funções.
O Papa Francisco aumenta ainda mais a pressão. Sean O’Malley, já cardeal de Boston, passa a liderar uma comissão constituída não só por especialistas, mas também por vítimas, a fim de propor reformas para serem implementadas em toda a Igreja. Só nos Estados Unidos, três bispos foram demitidos por más práticas em lidar com estes casos.
Será isto suficiente? Ainda não. Apesar de já haver um enorme decréscimo de casos em países como os Estados Unidos ou a Irlanda, em resultado das medidas drásticas adoptadas, todos os anos ainda se descobrem casos novos um pouco por todo o mundo.
Nada do que se possa fazer alguma vez compensará o que antes se deveria ter feito para se impedir um só destes crimes, mas, ainda assim, temos pelo menos que tentar.
Temos de pedir desculpa, temos de ouvir, e temos de falar sem medo para depois se denunciar estes crimes junto das autoridades civis e eclesiásticas. Só assim se combate este flagelo: com a coragem de pôr a vida dos inocentes à frente da reputação da própria Igreja, em linha com as palavras do Papa, “Eu prometo que seguiremos o caminho da verdade onde quer que ele nos leve. Padres e bispos terão de prestar contas quando abusarem ou falharem no proteger as crianças”. (PARA LER TUDO: AQUI)


"(...) Neste sentido, em boa hora o Vaticano, precisamente para que nenhum fiel caia na tentação de esgrimir o tópico da perseguição religiosa contra o filme agora premiado, fez questão de declarar que Spotlight não é, nem pode ser interpretado, como anticatólico.
Outro tanto, aliás, já tinha sido feito pela própria arquidiocese de Boston, num comunicado que, com grande humildade, reconhece a objectividade do filme, ao retratar a pretérita realidade daquela diocese, entretanto totalmente reformada pelo seu novo pastor, o cardeal Sean O´Malley, que, para indemnizar as vítimas daqueles abusos, vendeu a sede do arcebispado e desfez-se de todo o seu património. Não em vão foi escolhido pelo Papa para presidir à comissão eclesial que, a nível mundial, tem a seu cargo a protecção das vítimas dos casos de pedofilia que envolvam clérigos católicos, bem como a responsabilização destes últimos. (...)" (PARA LER TUDO: AQUI)

Para mim um dos melhores artigos sobre o tema
Do blogger Espanhol  , El foco y las sombras
 

Hay buen y mal periodismo, como hay buen y mal cine. Los Oscar han premiado Spotlight, un sólido film sobre la investigación periodística del Boston Globe, que denunció el encubrimiento de los abusos sexuales a menores cometidos por sacerdotes en la diócesis de Boston. Simultáneamente, los “anti-Oscar”, los premios Razzie, dedicados a ensalzar lo peor del año, han dedicado casi todos sus premios a 50 sombras de Grey. Ojalá Spotlight supere la taquilla de 50 sombras de Grey, que ha amasado 457 millones de euros, pero mi instinto me dice que no va a ser así.
También en el periodismo, el rigor y la objetividad no es lo que más vende, y, por desgracia, no es siempre lo que más influye. El Boston Globe prestó un buen servicio a la verdad y también a la Iglesia al rastrear los casos de abusos y denunciar el encubrimiento y mala gestión de la jerarquía, más preocupada de proteger el buen nombre de la institución que de atender a las víctimas y de hacer limpieza en sus filas.
Como periodista me satisface que una investigación concienzuda como la del diario de Boston, que en su día mereció el premio Pulitzer, sea celebrada. Pero, también como profesional, pienso que buena parte de lo que luego se convirtió en un diluvio informativo sobre el tema no está ni de lejos a la altura de los reportajes del Boston Globe. Es llamativo que una cobertura periodística tan amplia como la que ha tenido el tema, haya dejado impresiones tan confusas e inexactas en la opinión pública. Señalo algunas.
En primer lugar, la extensión del fenómeno. Es verdad que, después de la denuncia en EE.UU., saltaron a la opinión pública los casos ocurridos en otras Iglesias en Europa., sobre todo en Irlanda y Holanda. Pero, a base de generalizaciones, no pocos han transmitido la impresión de que el clero católico estaba infestado de depredadores sexuales. Sin embargo, por ceñirnos al país más afectado, EE.UU., el balance estadístico más preciso realizado por el John Jay College of Criminal Justice encontró que en el periodo 1950-2002, las denuncias afectaron al 4% de los sacerdotes activos, y que una minoría aun más pequeña (149 sacerdotes) acumulaba más de un cuarto de las denuncias (27%). Y en otros países, la proporción ha sido mucho menor. Esa minoría produjo un daño que habría que haber atajado y que ha perjudicado la credibilidad de la Iglesia y el buen nombre de la gran mayoría de sacerdotes sanos. ¿Ha sabido presentarlo así la mayor parte de la prensa?
La compresión del fenómeno ha quedado empañada muchas veces por el olvido del contexto histórico en que se produjeron los hechos, que en muchos casos se remontan a hace varias décadas. Hoy nos parece evidente que la “tolerancia cero” es la única política posible. Pero en los años setenta y ochenta, cuando se alcanzó el punto álgido de los escándalos, el clima era muy distinto. En plena revolución sexual, se trataba de liquidar los viejos tabúes. En el caso de los menores, las organizaciones homosexuales pedían la rebaja de la edad de consentimiento sexual. Parte de los Verdes alemanes y un partido específico en Holanda apoyaban la legalización de la pedofilia, contra “la hipocresía sexual burguesa”. Si algo se reprochaba a la Iglesia es que no relajara más las normas de comportamiento sexual y mucha prensa jaleaba a los clérigos que se mostraban más “liberales”. Lo curioso es que la erotizada cultura mediática reprocha ahora a la Iglesia el haber sido demasiado tolerante con una conducta sexual licenciosa. Quizá no vendría mal que los medios de hoy consultaran su propia hemeroteca para recordar lo que defendían en aquellos años.
La Iglesia y los otros
Por otra parte, el tratamiento periodístico y la continuidad en la información no han sido los mismos cuando han afectado a la Iglesia católica o a otras instituciones. En no pocos casos se ha dado la impresión de que los abusos sexuales a menores eran un problema específico del clero católico. En realidad, informes como los de Philip Jenkins, no católico, autor de Pedophiles and Priests, muestran que el problema de los abusos no es más grave en la Iglesia católica que en otros ámbitos. Para Jenkins, todo esto provoca que “la opinión pública se haya familiarizado con la figura del ‘cura pederasta’, mientras que los abusadores de otros ámbitos pasan desapercibidos (…) o son vistos como malhechores aislados”. Si preocupa la protección de los niños, hay que investigar y denunciar también los casos que se producen en el entorno familiar, en los círculos deportivos, en asociaciones juveniles, en escuelas laicas. Pero en el banquillo mediático de los acusados parece que ha habido poco sitio para estos otros responsables.
También se distorsiona la realidad cuando el encubrimiento de casos de este tipo se presenta como una práctica que solo se dio en la Iglesia católica. Cuando se han ido desatando las lenguas, se ha visto que la reacción en otras instituciones fue similar: como en la BBC con el caso Jimmy Savile, en la ONU frente a los abusos de cascos azules en África, o en equipos deportivos de universidades americanas
El legítimo afán de denunciar la injusticia y hacer luz en este tema no siempre ha sido acompañado de esas elementales reglas del oficio periodístico, que obligan a respetar la presunción de inocencia, a contrastar las fuentes, a escuchar al acusado. Esto ha llevado a veces a linchar mediáticamente a clérigos que luego han resultado inocentes, como el caso del obispo castrense de Australia, Mons. Max Davis, que acaba de ser absuelto en los tribunales después de años de persecución. Otras veces el sensacionalismo ha llevado a pintar escenarios dramáticos de abusos, que luego han sido desmentidos o matizados por informes documentados, como ocurrió en Irlanda en el caso de las lavanderías Magdalena o los niños muertos en el asilo de Tuam. Lo malo es que, cuando se descubre que eran exageraciones o falsedades, la respuesta de algunos informadores ha sido: de acuerdo, pueden haber sido mentiras, pero han sido mentiras positivas porque han servido para llamar la atención sobre un problema innegable.
En esos casos de informaciones que han resultado falsas, mi impresión es que muchas veces la prensa ha preferido mirar hacia otra parte y silenciar los propios errores o de los colegas. También aquí se ha impuesto no pocas veces la “omertà”. Hemos puesto en la picota a los obispos que ocultaron los casos de abusos, pero rara vez a los medios que han abusado de la confianza de los lectores con informaciones erróneas o falsas. Quizá también los periodistas estamos a veces más preocupados del buen nombre de la profesión que de servir a los lectores.
Es justo que celebremos el buen hacer periodístico que se nos cuenta en Spotlight. Pero no está de más que señalemos también las cincuenta sombras que han distorsionado la información sobre este tema. Por el bien del periodismo."

Ainda sobre os Óscares 2016 #1

Leonardo ganho o Óscar, mas deve muito a este senhor:
 
 

Nóstanásia


"Entre falecer com dignidade ou sobreviver sem ela, a escolha devia ser óbvia."
(não perca o  artigo completo: AQUI)

domingo, 6 de março de 2016

Porque hoje é domingo #4



Por acaso tive a sorte, ou melhor, a graça de conhecer de perto o trabalho das Missionárias da Caridade, reconhecidas por serem as Irmãs da Madre Teresa de Calcutá.
De um pobreza extrema, uma piedade incrível e uma generosidade única no mundo, ninguém duvida (nem ateus, nem comunistas...), da importância deste trabalho solidário e desprendido.
Tenho muitos amigos que colaboram nas suas obras de caridade, inclusive já trabalharam com estas santas mulheres na Índia. 
Já vi por perto esta obra em acção: a maneira como cuidam dos velhos, dos mais pobres dos pobres, como vivem a sobriedade e como estão sempre alegres perante as adversidades.

O ocidente parece não ver, mas eu estou chocada e triste com esta violência gratuita e desmedida no Iémen, A morte de 4 irmãs, e de 12 colaboradores, o sequestre do sacerdote que estava a rezar na capela, é um o ódio incrível contra os cristãos.
Mulheres em que a única arma é o Rosário, mulheres que não faziam outra coisa se não ajudar os necessitados e cuidar daqueles que já ninguém cuida.

Foi um ataque à nossa fé e um ataque ao Amor e um ataque à Caridade.
Que estas mártires sejam um exemplo de fé e que desperte a nossa consciência, há quem dê o sangue pela doutrina, enquanto muitos estão a negociar conceitos, há quem dê a vida pelo Evangelho enquanto muitos estão a tentar interpretá-lo às suas maneiras, há quem dê tudo por Amor, enquanto muitos não conseguem perdoar ninharias que mexeram no seu orgulhozinho.
Pense nisso.
Bom domingo a todos!

A agenda da Ideologia do Género e o Happy Meal


Os ocidentais são tão livres, mas tão livres que nem estão condicionados pelo seu corpo, o género já não os define, eles são o que em liberdade querem ser.. isto não é incrível é mesmo estúpido.
Haja paciência para a agenda do género, na minha terra diriam "gente tola e touros, paredes altas!" (vejam AQUI).
Mas será que estamos assim tão tolos?
Há um conjunto de intelectuais que olham para o branco e gritam que é preto, porque a ideologia política assim o diz.
Homens que não pensam, não se questionam, não procuram a verdade, procuram comprovar factos das suas filosofias, ovelhas das teorias "modernas", mas que infelizmente fazem agenda.
Quando deixamos de pensar é nisto que dá.... tudo tolos. Uma jornalista, uma secretária do estado e um restaurante:


Vamos lá ver uma coisa, que é muito simples e muito natural, um menino é um menino e gosta de brincar com coisas de menino, isto não é uma imposição cultural é a vida no seu melhor!
Parem de berrar que o branco é preto, podem fazer agenda de género, podem criar leis e até podem meter um urinol na casa de banho das senhoras, mas isso não vai mudar a natureza: os meninos vão brincar com carrinhos e vão gostar de futebol, as meninas continuaram obcecadas com o cor-de-rosa e as mulheres irão fazer xixi sentadas.
O pior é que a estupidez está a ter proporções inacreditáveis, e a ideologia não é somente uns rasgos modernos de certos filósofos de algibeira, é que estes tipos estão metidos nas politicas publicas. Sem nos aperceberemos, típico das ditaduras modernas, eles estão a fazer das nossas crianças experiências de laboratório, estão a mudar o seu habitat natural por capricho: 
"Agora todas as meninas vão ter que brincar com camiões, porque as mulheres não são diferentes dos homens, porque a condição de mãe pode ser inferior, deixem as bonecas, queimem os Nenucos, abaixo as Barbies. Agora os meninos vão brincar aos póneis, porque  é necessário que tenham espaço suficiente para expressar a sua sensibilidade ou até mesmo a sua homossexualidade" Enquanto isso o Miguel criou um exercito de póneis que vai salvar o mundo dos malvados vilões e a Maria estava a embalar o camião na sua mantinha!!!! 
Protegem os vossos filhos, porque a estupidez veio para ficar. 
E por favor dêem trabalho à Drª Catarina Marcelino, mas trabalho a sério, pode ser que a sôdotôra se distraia com coisas, realmente, importantes na sociedade portuguesas e não se o Happy Meal traz o Transformers em cor-de-rosa...


sexta-feira, 4 de março de 2016

Porque hoje é Sexta-feira (VII)

A receita desta sexta-feira é sopa, mas não é de sopa, é a forma como poderá servir uma sopa.
Combina com sopa de tomate, com sopa de pimentos, com sompa de cenoura....
Até os seus filhos vão querer comer a sopa toda aqui:
 
 

quinta-feira, 3 de março de 2016

Já não há comunistas como antigamente #3

(imagem roubada: AQUI)

Já não há comunistas como antigamente #2

 

(imagem roubada: AQUI)

Isto sou eu a comer pipocas e a ver o BE a autodestruir-se

Enquanto estive fora houve algumas polemicas e outras polemicazinhas, afinal de contas estamos em Portugal! Contudo não queria deixar de apreciar nestas bandas...
O cartaz - insultuoso, intolerante e estupido - do Bloco de Esquerda mostra sobretudo a frustração deste partido.
Eu sei que fico logo com uma dor no estomago ao ver a intolerância dos tolerantes, mas desta vez até estou paciente com estes jovens revolucionários, porque tenho pena, porque compreendo que eles estejam a sofre, porque para um partido vazio, mimado que sobrevive da reacção, que se alimenta da contradição, da violência política deve ser difícil fazer parte do governe, dói ter que aceitar uma esquerda moderada e um Banif, por isso toca a disparar para as instituições reacionárias, mesmo que isso signifique uma afronta à fé e à liberdade da maioria dos portugueses.
Despóticos na razão, o BE está a mostrar a sua intolerância ideológica e a sua idiotice, Catarina continua assim que eu vou comendo pipocas, porque com esses comportamentos não precisas de adversários.


 
 
 
"Jesus Cristo, como aliás todos nós, tem um só pai e uma única mãe, não dois pais sem nenhuma mãe, nem duas mães sem nenhum pai. Isto não é religião, nem ideologia; é genética e biologia"
"Segundo uma deputada do Bloco, esta iniciativa não pretende ofender a Igreja nem a religião, tratando-se apenas de mostrar às pessoas que sempre existiram famílias diferentes e que essa não é uma realidade nova, nem recente. Claro que a deputada tem tanta razão como teria quem, afixando cartazes com a imagem dela, neles escrevesse a frase ‘Em Portugal há políticos corruptos’ e depois, em jeito de desculpa, dissesse que não pretendia ofender a deputada, nem o Bloco de Esquerda, mas apenas mostrar às pessoas que sempre existiu corrupção entre os políticos e que, portanto essa não é uma realidade nova, nem recente…"
" a natureza essencialmente anticristã do Bloco de Esquerda e da sua política. Sem diabolizar este partido político, nem muito menos os seus militantes – alguns, honra lhes seja feita, até se demarcaram desta campanha – é óbvio que, depois deste incidente, nenhum cristão coerente poderá ser seu membro, ou nele votar, sem prejuízo da sua integridade, ou da sua inteligência. De facto, esta campanha contra a Igreja católica, as demais confissões cristãs e, em geral, a liberdade religiosa, pôs a nu a ideologia anticristã do Bloco, senão mesmo a sua natureza antidemocrática e tendencialmente totalitária.
Por outro lado, não será exagerado afirmar, graças a esta campanha e não só, que os católicos portugueses fazem, de algum modo, parte da Igreja que sofre perseguição. Que grande honra, para nós, fazer parte do grupo dos milhões de católicos que são perseguidos pelos regimes totalitários comunistas, como os da China e da Coreia do Norte, e pelo fundamentalismo islâmico ou laicista! Obrigadinho, ó Bloco!
Esta ofensiva do Bloco de Esquerda contra os católicos e contra a liberdade religiosa, de pensamento e de expressão, não é sequer original. Por ora, é mais imbecil do que violenta, mais trocista do que mortífera, mais laroca do que sangrenta, mas promete ressuscitar, em futuros episódios, o pior legado do anticlericalismo português.
Não obstante os nossos brandos costumes, é bom recordar que os jesuítas foram expulsos de Portugal no século XVIII, pelo Marquês de Pombal; que, no século XIX, não só eles mas também todas as outras ordens religiosas foram extintas pelo liberalismo jacobino; e que, no século XX, voltaram a ser perseguidos todos os religiosos, bem como todos os bispos e padres do clero secular, pela primeira república. No século XXI, será que o Bloco de Esquerda dará continuidade a esta ignominiosa tradição?!
Avé, Bloco, morituri te salutant!"

quarta-feira, 2 de março de 2016

Quo Vadis?

A noite de anos acabou aqui, no Coração de Roma e do Mundo
 
Voltei!
Voltei mais velha, voltei mais rica, voltei mais feliz, voltei mais gorda!
Foi sem duvida uma grande oportunidade passar uma viragem de uma década numa cidade maravilhosa, incrivelmente bonita: R O M A!
Papa, fé, arte, pizzas, massa e gelados o aniversário não podia ser melhor. Neste Ano Santo do Jubileu da Misericórdia - manda a tradição nos Anos Santos irmos a Roma, tal como os meus antepassados foram eu também fui!
 
...e de repente ali estava ele, o Caravaggio
 
Como é bom celebrar com aqueles mais amamos ao lado de um Caravaggio, é impossível não ficarmos emocionadas ao ver a "Vocação de São Mateus" (imagem#2), a sensibilidade de Caravaggio é para mim uma das formas mais vigoroso de Deus mostrar a sua Misericórdia, utilizou-se daquele instrumento inútil e arrogante para revelar o melhor da Arte Sacra.
Em Roma a arte não é só arte, é vida, é fé, é amor e é muita paixão.
Como é bom poder estar ao lado de Francisco, o nosso Papa, ver a sua humildade, contagiar-se pela sua esperança, enquanto ele gritava na audiência: "O Amor de Deus é maior do que qualquer pecado!"
Nenhum chef de cozinha atinge a combinação de uma Pizza al Metro, de melanzana, acompanhado com uma Birra Moretti, enquanto comemos sentadas nas laterais da Cidade do Vaticano.
Bolo de anos: o melhor gelado do mundo, a trufa de chocolate do Tre Scalini, saboreado na Piazza Navonna ao lado de uma mais bela escultura de Bernini!



Esta luz, a Tua Luz



Em cada esquina um pormenor
 
Roma como eu gosto de ti.
Tudo em ti transpira paixão, não existe meios termos, tudo é vivido com intensidade, não existe hipocrisia e é isso que eu desejo para a minha nova década.
Tudo em ti é especial, os pormenores nas paredes mais gastas e mais velhas da Europa, a cor, o cheiro e a luz.
Berço de artistas, coração da minha fé. Roma!
 
 
 
 
 
Tenores da Córsega cantam ao Papa
um hino à Nossa Senhora 
video
 
 
 

Grandes resultados são consequência de criar grandes Hábitos





"No jogo da vida, um campeão não nasce por acaso: Faz-se com o exercício dos hábitos diários"