quarta-feira, 31 de outubro de 2012

All Hallow's Eve


Somos mulheres e homens do séc.XXI. Vivemos num mundo de sobre-informação, e por isso não há desculpas.

O que eu hoje vos proponho, é falar do Halloween. Da sua história, a verdadeira e não a que é apregoada nalguns livros e sites, e desmistificar alguns mitos. 


Porque somos pessoas interessadas, informadas, e com sentido crítico. Assim:




1. A festa do Halloween vem da celebração cristã do All Hallow's Eve(ning), Véspera de Todos os Santos.
Nestas festividades as populações encenavam a passagem do Purgatório para o Céu.
O Purgatório é o estado de purificação que prepara as almas para o Céu. Está associado à purgação dos pecados cometidos na Terra e das consequências desses actos, e por isso, associado também a um eventual sofrimento. Assim sendo, as encenações relativas a esta fase retratavam os mortos com dor e o conflito na Terra entre as escolhas boas e as tentações. Mas logo de seguida, celebrava-se a sua passagem para o Céu, e para o estado máximo de felicidade, festejando os santos, no Dia de Todos os Santos.

2. A festa Samhain vem da celebração pagã do fim do Verão, e acontecia entre 30 de Outubro e 7 de Novembro. Esta celebração do fim do Verão foi-se misturando, a pouco e pouco, com as celebrações druidas que coincidiam nas mesmas datas e que exaltavam a festa dos mortos: para o druidismo, os mortos estariam num lugar de perfeição, sem dor nem pena, e por essa razão, durante estas festividades, acreditava-se que a actividade mediúnica traria os espíritos dos mortos, para que estes se pudessem reencontrar com as suas famílias, trazendo-lhes paz, e levar consigo aqueles cuja hora 
teria chegado.

3. Assim como quem conta um conto acrescenta um ponto, a proximidade temporal destas festas gerou a confusão que hoje ainda perdura, inclusivé na fiável wikipédia.
O problema é que esta confusão não foi só a nível literário, mas também, e sobretudo, a nível prático.


Por essa razão, hoje temos um Halloween que não é mais do que uma amálgama non-sense de tradições de origens díspares. Uma festa dos mortos, de bruxas, zombies, vampiros, sustos, abóboras, teias de aranha absolutamente desprovida de sentido, mas que ao nosso espírito crítico não podia escapar.
Umas culturas foram absorvendo outras e o que temos hoje é um Carnaval de mau-gosto.


Aliás, "Dia das Bruxas" é um termo puramente latino, que não tem par na cultura anglo-saxónica. Ou seja, achamos que celebramos o mesmo em Portugal que nos EUA, quando na verdade até lhe damos nomes completamente opostos.

Nalgumas regiões do Mundo tem-se tentado um regresso às origens, celebrando o Halloween como se fosse um Carnaval de Todos os Santos, ou seja, as crianças também batem à porta a pedir guloseimas e o "Pão por Deus", mas mascaradas de Santos. O que até é bem engraçado e talvez torne as nossas crianças mais cultas do que as tornam os fatos de bruxas, demónios, vampiros e múmias ensanguentadas.


O que acham? Eu estou ansiosa para fazer isto com os meus filhos no próximo ano!! Ficam tãaao giros!

E esta Madre Teresa??



Santa Teresinha amorosa!
Reparem neste S. Francisco de telemóvel...
Lá se foram os votos de pobreza


                                                           








Não perguntes porquê, mas para quê...

Ontem fui ao hospital, não era nada de especial, mas precisei de ir ao hospital e fui ao hospital. 
O bom de precisar de ir ao hospital é que apercebemos daquilo que é óbvio, que os amigos são das coisas mais importantes desta vida, que esperam connosco pacientemente, mais de 4 horas, numa sala que se chama "espera", e ali fazem companhia, conseguindo a proeza de nos distrair, e de nos tirar daquele sitio... (podia escrever muito sobre a amizade com este exemplo!)
Mas essas 4 horas numa sala de espera improvisada nas obras do Santa Maria deu-me para muita coisa, essencialmente para perceber que o estado da saúde em Portugal é um reflexo de uma degradação moral. É desumana a forma como os doentes são tratados, não falo por mim, que não gosto de me queixar, mas falo por aquela senhora acamada, mais velha que a minha avó, com um olhar poderoso, nitidamente estava nos últimos dias da sua passagem por este desterro, ali numa cama, numa sala de espera rodeada de barulhos e de muita gente, mas  ali estava sozinha, e quando dirigiam-se a ela (enfermeiros e auxiliares), falavam de um modo tão brusco como a própria senhora tivesse a culpa de estar doente. Falo também por aquele rapaz, um pouco mais velho do que eu, que lia enquanto esperava, era toxicodependente, mas não parecia, de repente descobre que tem uma infecção nos pulmões, meteram-no numa maca, para ficar internado, e enquanto se discutia quem o levava para o piso de cima o rapaz começou a chorar, sem ninguém dar por isso as lágrimas caiam silenciosamente, como silenciosamente lhe tinha passado a vida. Outro caso de um senhor que já estava senil e acamado, que não largava a mão da mulher, aquela pobre senhora, que outro dia tinha casado com o jovem senhor, mas via-se igualmente apaixonada, pois estava persistentemente ali desde as 3h da tarde (eram já 23h) sem ninguém dar a atenção suficiente....
As camas acumulavam-se nos corredores, tudo porque as ambulâncias não trabalham numa forma humana, mas trabalham numa forma rentável!
Eu percebo que esta área tem um trato difícil, um trabalho com uma entrega especial, mas não podemos esquecer que são seres humanos e não números, e não senhas e não pulseiras, são pessoas, almas, pais, mães.... cada médico, cada enfermeiro  cada auxiliar mais do que formação académica deve ter uma forte formação humana (QUE FALTA FAZ!), não pode cair na rotina, não pode habituar-se ao sofrimento, tem de tratar cada doente como fosse o primeiro, ou melhor como fosse ele próprio.
A maior lição que tirei desta sala de espera, é que a existência do sofrimento não é em vão...
Depois de uma injecção, soro (+ remédio) fui embora, sem dores mas com uma grande dor!

terça-feira, 30 de outubro de 2012

Caro Franky, sabia que...

Carta de um sócio do Sporting ao novo treinador:

"Caro Frank, permita-me trata-lo assim é mais fácil para mim !!

Queria desejar-lhe as boas vindas e ao mesmo tempo, dedicar meia dúzia de palavras, para o Senhor ficar com uma ideia que clube o contratou e para o qual acredito vai dar o seu melhor !!
Pois caro mister antes porém, sei quem o senhor foi com futebolista, sei que pertenceu a uma das melhores gerações do futebol Belga e a uma equipa e selecção de top Europeu !!
Sei quais eram as suas características enquanto jogador, sei inclusive que na época provavelmente só os holandeses se equiparavam na beleza do vosso futebol de ataque !! Uma delícia para os olhos !!


Quis os destino que o Frank se cruzasse com o meu Clube, conhecido é certo no panorama Europeu, mas de certeza absoluta (infelizmente) nem sempre pelas melhores razões, embora algumas sejam muito boas, como a formação e alguns jogos bem conseguidos na Europa com equipas de renome mundial !!
No entanto a grandeza do Sporting é muito maior do que aquilo que aparentemente transparece e que por muitos motivos, que não vale a pena (para agora) estar a explanar. não tem tido a expressão que merece e que essa mesma grandeza exige !!
Sabia que o Sporting tem um sócio eterno ?? Pois é verdade !! É o sócio nº 3 Francisco Stromp, que simboliza a Alma Sportinguista !!
Sabia que o Sporting teve provavelmente o melhor avançado centro do mundo?? Pois é verdade !! Chamava-se Fernando Peyroteo e tem a média incrível de 1,60 golos por jogo !!
Sabia que o Sporting teve o primeiro jogador seleccionado para uma selecção europeia ?? Pois é verdade !! Chamava-se Travassos e ficou conhecido por Zé da Europa, precisamente por esse feito !!
Sabia que o Sporting teve (entre muitos) os 3 melhores GR de todos os tempos (portugueses) ?? Pois é verdade !! Azevedo; Carlos Gomes e Damas e tudo indica que vai ter o 4º ou seja Rui Patrício !!


Sabia que o Sporting teve uma das melhores equipas Europeias de sempre ?? Pois é verdade !! Foram alcunhados os 5 violinos, pela sua frente de ataque constituída por: Albano; Jesus Correia; Vasques; Travassos e Peyroteo e em 10 campeonatos ganharam oito !!

Sabia que além de Ronaldo e Figo o Sporting há cerca de 20 anos é o fornecedor crónico da selecção portuguesa, com jogadores formados por si ?? Pois é verdade mais de metade dos seleccionáveis são formados pelo Sporting !!

Sabia que o Sporting é muito mais que um clube de futebol ?? Pois é o clube mais ecléctico de Portugal e o 3º da Europa, só suplantado pelo Barcelona e Real Madrid, não tendo um décimo do orçamento dos colossos espanhóis !!

Sabia que o Sporting tem mais de 3M de adeptos espalhados pelos quatro cantos do mundo ?? Pois é verdade !! Caro Frank e aqui reside o seu maior património, os adeptos do Sporting são provavelmente dos mais fiéis e apaixonados do mundo !

O Sporting é muito mais que uma simples simpatia caro Frank !! Os adeptos do Sporting (maioritariamente) fazem do Sportinguismo uma maneira muita própria de estar na vida, ser Sporting tem características muito próprias !! A ligação dos adeptos ao clube é feita de Esforço; Dedicação e Devoção, esperamos que nos ajude a encontrar a Glória !!


Sabemos que não está (infelizmente) nas suas mãos e muito mais é preciso que um bom técnico, mas fico na esperança que perceba em que clube está e quando falar com os jogadores transmita que vestir a camisola verde e branca com o símbolo do Leão junto ao coração é um privilégio mas também uma responsabilidade acrescida, porque em disputa está muito mais que um simples jogo de futebol !!"

Saudações Leoninas !!


Frank Vercauteren (sentado atrás de mim durante o jogo de ontem)

Sporting, um clube que personifica a luta do começar...e recomeçar! Na verdade, se fosse uma luta fácil isto não tinha piada nenhuma. Porque como diz o hino do clube, "muita fé no coração, o sportinguista é assim!"

Diogo Navarro

100%.
 

100% identificada com as obras de arte deste artista plástico.


100% a apetecer-me ir ver a nova exposição dele, "Um olhar sobre o Palácio", no Palácio da Ajuda, de 18 de Outubro a 16 de Novembro - terças a domingos das 10h às 17h30.
 

100% a juntar poupanças para um dia ter um destes em minha casa, e ser a minha menina dos olhos.

 
100% decidida quanto ao meu preferido.
 
 
 100% decidida quanto aos meus outros preferidos.




100% , já no próximo domingo.
 
 
Vai ser óptimo. Já está a ser.

Upside Down

Upside Down

dietadacate.blogspot.com

Tudo ao contrário.

A dormir muito tarde, a acordar demasiado cedo.
A subir e descer escadas bem mais vezes do que devia.
A comer mal: sandes ao almoço, lasanha ao lanche...a fome anda descontrolada.
Chocolate: sempre, a toda a hora! Nem pareço eu.
E se janto...não consigo dormir com tanto mal-estar.
Mas tenho que jantar, e por isso faço um esforço.
Tem que ser uma coisa leve. Tipo sopas e saladas?
Pois, coisas que nem consigo cheirar nesta fase do campeonato!
O que fazer, então? N-ã-o s-e-i.
Enjoada, com dores de cabeça, muito sono e sem vontade de fazer nada.
QUANDO HÁ TANTO PARA FAZER!!!!...

Pelo tempo que fiquei em casa o estudo também ficou atrasado.
Há que estudar a dobrar e teclar depressa para ter os apontamentos prontos em Dezembro.
E o que vestir???
As calças já começam a apertar...mas a barriguinha ainda não aceita tecidos elásticos coladinhos, que eu tanto gosto.
Está na fase barriga-gorda-proeminente-sem-forma-definida...
...e por isso urge fazer um makeover no roupeiro.

Saltos altos começam a ficar na prateleira.
Bem-vindas, botas, botins e galochas!
O cabelo também se porta mal.

Entretanto, anima-nos a Pipoca.
Que ainda não tem ano e meio e já conta até 3...
...E com ajuda, também chega ao 6!
Já identifica a letra B.
E diz que B é de banana, bom, bebé, batata.
Palavras que ela vai descobrindo e que têm o "b".
Já fala quase tudo...apanha os nomes de todos.
Diz "chaves", "babete", "não quer", "não sei",
e a expressão mais gira de todas quando faz uma asneira:
"Oh, não!", enquanto põe as mãos à volta da cabeça.
Imita a mãe a maquilhar-se e faz "tsss" para fingir que também põe perfume.
Faz mil gestos de italiana quando fala connosco naquela língua em que ela é muito eloquente, mas que nós não entendemos,
e ao telefone tem sempre assuntos super importantes para resolver.
Pelo menos parece, pelo ar, conversa e suspiros.
E anda gira nas horas!
Toda teatral, com uns dentinhos de roedor e umas expressões faciais lindas de morrer!
Diz "obrigada" sempre que é preciso.
E adora mandar um "santinha" quando alguém espirra.
Está na fase esponja e já sabe imensas canções.
Mas a preferida é a da barata diz que tem.

Enfim, um doce!

Entretanto, vou regressar aos meus deveres domésticos e preparar-me para as aulas.
Sim, porque hoje também foi dia de alterar radicalmente planos na faculdade e queimar tachos outra vez.
Coming soon...fotografias dos casamentos de Verão!!

segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Receita: Strogonoff de frango

Esta é uma das receitas que fiz nas férias de verão e é uma das preferidas lá em casa.
É muito simples e rápida de fazer! (quantidades para +-5 pessoas)


Ingredientes:
  • 500g frango cortado aos pedaços
  • 1 lata de cogumelos cortados
  • 1 cebola grande picada
  • ketchup/ polpa de tomate
  • 1 pacote de natas*
  • azeite qb
  • sal qb
Preparação:
  1. Num tacho largo, alourar a cebola picada com um fio de azeite (estrugido).
  2. Juntar o frango e os cogumelos ao preparado anterior (sem o molho da lata) até ficarem cozidos [pode-se ir adicionando água para ajudar na cozedura e para prevenir que evapore demasiado].
  3. Adicionar ketchup a gosto (2 colheres de sopa, por exemplo) [fica muito bem se se adicionar também mostarda e/ou molho inglês).
  4. Juntar as natas*.
Este prato fica muito bem acompanhado de arroz branco e/ou batata palha.

__________________________________________
*Como alternativa às natas, pode-se fazer o chamado "molho branco", que é do género do bechamel e que fica óptimo!
Aquecer numa panela +- 1/2 litro de leite. Adicionar farinha/farinha maizena aos poucos e ir mexendo. Deixar engrossar até obter a consistência desejada (até ficar cremoso). Pode-se adicionar uma colher de sobremesa de manteiga. Se se formarem grumos, passar pela varinha mágica antes de misturar o molho branco com a carne.

Bom apetite! =D

Natural beauty...


 

 ...numa volta ao mundo em 2 minutos!


Sem título

Passo a vida a correr. Para o trabalho, para casa, para os eventos de cada semana. Não paro para pensar, para ter ideias, para me encontrar. Nem dou espaço para sentir falta disso. E depois deparo-me com a necessidade de encontrar a felicidade nas coisas pequenas e nas coisas grandes, de dar sentido e criar sentido naquilo que faço e nas decisões que tomo, e fico desnorteada sem saber para onde ir.

É isto.

Saudades é bom.
É sinal de que se gosta.
 
 

9 p.m.

Andavam à procura do carro pelas ruas de Lisboa. Encontros e desencontros labirínticos da Baixa. Finalmente começavam a subir a rua que lhes parecia familiar, e sim, já se via a matrícula do carro: 61-DJ-13. De repente, estalou a bomba e começou uma gritaria na rua. Não era certo de onde vinha mas à medida que se encaminhavam para o carro, iam-se aproximando da fonte. 'Já viste o que fizeste? Belo serviço!', 'Assim mais vale ficares quietinho, falta de jeito e de cuidado', 'Olha para o que fizeste! Vê bem. Já viste? Então vê outra vez', 'Que falta de paciência, mais vale não te ofereceres para ajudar em nada'. E continuava. A elas, passava-lhes tudo pela cabeça. De certeza que tinha acontecido alguma coisa grave, mesmo grave. A gritaria era tal que começavam a assomar à janela os primeiros vizinhos. Às tantas, pararam as duas. Chegavam ao pé da fonte de tudo aquilo. Olharam para o Senhor Tenor e para a causa da sua indignação. Havia morangos pelo chão e um miúdo com 3/4 anos a olhar para eles, em pânico. O irmão mais pequenino imitava-o. E o pai continuava. E pensaram em tudo: que a crise tinha destas coisas e que talvez os morangos pelo chão fossem um desperdício que justificava tudo aquilo, que o pai devia ter tido um dia cansativo (Domingo..), que, que, que. Que nada justificava. E ficaram as duas com uma enorme vontade de ter filhos, aqueles dois filhos. E enchê-los de beijinhos e mimos. E rirem dos morangos no chão. E dizer-lhes que aquilo não passava de um sonho mau.

domingo, 28 de outubro de 2012

Pai e Filho unidos pelo Futebol - Parte 2



Lembram-se do vídeo? Aqui está a 2ª parte...desta vez o miúdo já está muito mais à vontade e no fim até recebe um presente espectacular!!


Bom domingo!


Na noite em que muda a hora...

..estou sentada na cama a tentar escrever um texto. Quero escrever, mas..

Gosto muito de meditar na imagem do cãozinho, fiel, sentado junto do dono.. não diz nada, porque não sabe o que dizer, ainda assim está ali...é como eu, estou aqui.

Mas talvez isto do achar que não tenho assunto, não seja mais do que um refúgio no comodismo e na preguiça de não querer fazer o esforço. Às vezes nós Homens, seres humanos, de carne e osso, funcionamos assim..

O que nos salva é a alma, que tem ganas de voar mais alto e ver o Sol de frente, que nos eleva da mediocridade em que, sem ela, viveríamos. É ela que me faz estar aqui.

Por isso faço um esforço. Porque de facto, posso ter muito para contar. Não me posso queixar de que a minha vida tenha sido, nos últimos tempos, monótona, nada disso..

E sou uma mulher muito feliz,  felicidade que descansa na consciência de uma decisão meditada e acertada! Sim, é para a toda a vida, é para o que der e vier!

Por isso hoje escrevo este texto, como introdução, e dedico-o à minha inspiração, que se evaporou para outro lugar, algures...África, penso eu...

Volta inspiração, por favor








sábado, 27 de outubro de 2012

Penteados

Hoje fiquei com imensa vontade de postar alguns penteados giríssimos vindos de um canal do Youtube que subscrevo já há algum tempo.
  • Laço com o cabelo (o tutorial começa aos 2:12min)
  • Totó com o próprio cabelo.
  • Encaracolar o cabelo sem rolos ou secadores (2 maneiras).
  • Trança espinha de peixe.
  • Trança - cobra (Fica com um efeito mesmo giro!):

Lasanha Vegetariana da Prima Rita.

Estava há imenso tempo para fazer a famosa lasanha vegetariana que fazemos imensas vezes em casa, da autoria da minha querida prima Rita. Ontem houve jantarada de tugas aqui em casa e lá fizemos a lasanha. Vá, admito que não ficou igualzinha à lá de casa, mas passou.

Ingredientes:
1 pacote de placas de lasanhaque não precisem de pre-cozedura.
1 pé de brócolos.
1 couve-flor média.
5 cenouras médias.
2 latas pequenas de tomate em polpa, de preferência já em lara (com cebola, alho,etc) ou uma grande..
2 pacotes de molho branco, ou 1 de 1 litro.
1 pacote de queijo parmesão com 200gr.

Passo-a-passo:

1. Lavar os bróculos,  a couve-flor, e as cenouras. Cortar as cenouras às rodelas, e os brócolos e a couve-flor em bocados, mas não muito pequeninos (se os bocados forem muito pequenos acabam por se desfazer).

2. Pôr água a ferver numa panela grande, com sal. Pôr os legumes aos bocados e dar uma fervura até que fiquem quase cozinhados- 'al dente' aqui para estes lados. Tive de procurar no Google quanto tempo demoram a cozer, e acho que a resposta foi 6 minutos; os meus 6 minutos foram um bocadito mais compridos.

3. Escorrer os legumes. Eu usei um escorredor da salada.

4. Num tacho grande (pode ser o mesmo que o que usaram para cozer os legumes) pôr o molho de tomate com um fio de azeite, e de seguida pôr os legumes escorridos. Mexer bem, para envolver bem.

5. Pôr sal e pimenta. Ponham, porque eu não pus.

6. Ligar o forno a uma temperatura média."Temperatura média", right...

7.Juntar quase todo o molho branco e metade do quejio parmesão ralado.

8. Untar um prato de forno. Espalhar um bocadinho de molho branco pela base. 

9. Placas de lasanha; camada de legumes; placas de lasanha; camada de legumes...Acaba com placas de lasanha.

10. Cobrir com o resto do molho branco e com o resto do queijo.

11.  Vai ao forno quente, meia hora. Baixa-se o lume a partir dos 10 minutos.

Enjoy!

Um relógio muito comum


Conheço tantas pessoas que usam este relógio, é muito típico dos latinos. E quando temos de marcar algo com pouco tempo, e já sabemos que aquela pessoa vai se atrasar, é então que em vez de dizermos que começa às 15h30 marcamos para as 15h15, e voilá ela chega mesmo atrasada, mas à hora certa, 15h30 e diz: "desculpa o meu atraso, o transito está impossível", resposta "sem problema, é que é mesmo sem problema"!

sexta-feira, 26 de outubro de 2012

Exposição Paulo Nozolino - Usura

Está patente no BES Arte e Finança, em pleno Marquês de Pombal (entrada gratuita) a exposição de Fotografias a preto e branco de Paulo Nozolino com o título "Usura".
Em cada fotografia a oportunidade do nosso pensamento voar para outros lugares, para outras realidades, a oportunidade para suscitar boas e más memórias da história de cada um e da história universal.
É curioso num lugar como "o marquês" agitado, com trânsito e obras, carros e pessoas, há uma oportunidade de paragem, de silêncio, de mudança. Garanto que não tenho comissão, aliás porque como já disse a entrada é gratuita, o que nos dias que correm (e sempre) dá muito jeito...
Estão à espera do quê para ir espreitar? Vale mesmo a pena...
 
Exposição *17 - PAULO NOZOLINO - USURA
Inaugurada a 20 de setembro, a exposição Usura é a primeira em que Paulo Nozolino reúne a quase totalidade dos trípticos que realizou até hoje – nove, de fotografias a preto e branco.
Comissariada por Sérgio Mah, a mostra, que estará patente até 4 de janeiro de 2013, distingue-se na trajetória artística do conhecido fotógrafo português pelas características das obras.
Praça Marquês de Pombal, 3
1250-161 Lisboa
Telef: 213508975
Segunda a Sexta das 9h00 às 19h00

Enviado desde mi blackberry*

E quando, depois de pormos alguma coisa na cabeça e sim, é por ali, é de certeza, vai correr bem, vale a pena arriscar, nos assalta uma vontade diferente? Uma vontade maior que nós. De desistir. Giro como de repente a capacidade de encontrar desculpas é o nosso maior talento e não param de aparecer novas, mais consistentes. Estamos confiantes para mudar os planos, até perceber que a parva da senhora Razão está a acenar-nos da ponte. Pensamos então que mais vale ficarmos quietos onde estávamos e levar para a frente aquilo a que nos tínhamos proposto inicialmente.

Dizem que o melhor é olhar para a luz ao fundo do túnel. Nunca me convenceu, porque normalmente é um comboio.

* (A 35 dias de voar para Madrid..)

Almoço!

E de repente estávamos a almoçar.... a R. escreveu uma frase no facebook, todas nós comentamos, e.... tínhamos um almoço marcado para o dia seguinte, as coisas boas da tecnologia!
Foi um encontro "meio" inesperado mas muito bom, estavam algumas do inHEart e a Maria do Blog da Maria 
.
O restaurante tinha que ser no centro de Lisboa, tinha de ser um sitio giro, tinha que ter pinta e não podia ser muito caro, foi então que surgiu: The great american disaster.
Uma hamburgueria americana, mas é sobretudo um voltar atrás no tempo, anos 70 em grande, na decoração, na roupa dos empregados e até no menu. O atendimento é que demorou um bocadinho, mas até isso ajudou a pôr a conversa em dia, no final foi mais ou menos 8€.

Valeu a pena, falamos de blogs, moda (claro), algumas falaram de filhos, outras de namorados e uma do noivo, foi sobretudo uma lufada de ar fresco no meio da semana, no meio do trabalho, no meio de tanta confusão. Um almoço com as amigas, não é somente um almoço, faz-nos bem e acreditem dá energia para o resto do dia.
Obrigada a todas, é para repetir.
(fotos pelo meu Samsung)

quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Quiche de Courgette e Tomate Seco.

Como sabem (or not) eu não como carne, (Não, fica para depois a explicação...), e como sabem (or not) estou a fazer Erasmus em Florença. Portanto tenho que me ir desenrrascando e ir arranjando algumas comidinhas saudáveis, rápidas, e que sejam nham nham. Ontem tive a minha primeira experiência a fazer quiche, mais precisamente quiche de courgette e tomate seco. Onde é que eu fui inventar esta? Não sei.

Ingredientes:
Massa quebrada.
Tomate seco- quantidade desejada. Quanto mais melhor!!
1courgette.
5 ovos.
1 pacote de queijo ralado, pode ser mozzarella ou outro mix qualquer. Eu cá usei "Mix Italiano".
1 iogurte natural. Ou natas. Mas escolham o iogurte que é melhor.
Azeite.

Passo-a-passo:
1. Lavar a courgette e cortar às rodelas. Cortar as rodelas ao meio. Voltar a cortar. Cortem como quiserem, é indiferente, mas este processo é mais giro.

2. Deitar um bocadinho de azeite numa frigideira pequena e saltear a courgette.

3. Com uma tesoura ir cortando o tomate seco em bocadinhos pequeninos e ir deitando na courgette, que continua a ser salteada.

4. Ligar já o forno, a uma temperatura média. (Isto aqui é com números, não faço ideia da temperatura a que fiz a quiche, mas "média" parece-me razoável.)

5. Pôr a massa quebrada no recipiente, e com um garfo fazer buraquitos na base.

6. Numa tigela misturar os ovos com o  iogurte natural.

7. Juntar o queijo ralado aos ovos/iogurte.

8. Juntar os "legumes" à aos ovos/iogurte/queijo.

9. Deitar conteúdo na massa quebrada.

10. Vai ao forno.

Ir vendo com um garfo se está cozinhada. Quando estiver, desligar o forno e deixar mais um bocadinho para a quiche ficar douradinha.

Nham nham nham.


Será que nem na Disney existe o Príncipe Encantado?


Gosto de imaginar como seriam os filmes depois do The End!

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Praça da Alegria

Sabíamos que era para aqueles lados. "Sim menina, suba por essa rua até encontrar um largo. Depois, vira à esquerda e sobe até lá acima". Perguntámos pela Praça da Alegria. Nunca perguntaria pela Clínica dos Arcos. Antes disso pensaria em mil outros nomes porque Clínica é o ultimo que vejo poder aplicar-se ao tipo de 'tratamento' que lá é praticado.

Lá fomos. Frente, esquerda, subir. E chegámos. O ambiente ficava mais pesado, as caras mais vazias. Algumas muito confiantes, outras na dúvida. Algumas precisavam de um bocadinho de atenção, dois dedos e meio de conversa. Outras pareciam já estar batidas naquilo. Durante a hora que lá estivémos, entraram mulheres com uma frequência média de 5 em 5 minutos.

Passaste tu, querida Maria. Levavas o teu namorado, os dois de mochila às costas. Uns miúdos. Não olhavas para ele, querias mostrar esse ar confiante que tanto te custava.
Passaste tu, Joana. Ias com a tua melhor amiga que te tentava distrair do que ia acontecer. Fazia-te rir e tu quase esquecias. Mas chegadas à porta, foi altura de apagar os cigarros, deixar de disfarçar e entrar.
Passaste tu, Teresa. Estavas de mão dada à tua mãe. Não falavam. Era a tua vontade ou a dela que prevalecia?
Chegaste tu, querida Inês. Vinhas de mota, meio envergonhada que alguém te visse. Fumaste uns 3 cigarros, aproximaste-te da porta, acendeste mais um e entraste. Alguém sabia que ali estavas? Ou era uma decisão tua, que nunca ninguém conheceria?
Chegaste tu, Mariana. Vinhas com o teu irmão. Já se notava a barriga. De todas as mulheres que passaram, era fácil ver que tu eras aquela que mais dificuldades tinha na vida. Falaste connosco. Olhavas para nós, sorrias. Depois deixavas que o teu olhar fugisse de novo para a porta onde à segundos atrás estavas decidida a entrar. Ali estava, aparentemente, a solução. Mas ias deixar que eles fizessem do teu bebe de 10 semanas o seu negócio? Olhaste para nós uma ultima vez. Não era fácil. Sorriste a meio tempo e entraste.

A lei do aborto foi permitida há 5 anos. 97% dos 80 mil abortos legais foram opção da mulher, ou seja, nada que ver com causas de saúde ou risco de vida. 60% das mulheres que abortaram têm entre 24 e 39 anos e cerca de metade o ensino secundário ou superior, contrariando o mito de que o aborto seria uma solução de último recurso para adolescentes pobres e desinformadas. 16% dos abortos são reincidências, ou seja, 13.500 vezes o aborto foi utilizado como método anticontraceptivo.

Passados 30 minutos voltámos a ver a Mariana. Vinha com um ar cansado, olhava para o chão pensativa. O irmão veio ter connosco. "Olha, ela desistiu. Mais vale não falarem com ela, porque está meio frustrada". Corremos na sua direção. Um abraço que valeu por tudo, antes de descerem para a Praça da Alegria.

terça-feira, 23 de outubro de 2012

Entrevista à Inês - 4 anos

O que é mais importante para ti Inês?

- O Jesus.

E mais alguma coisa?

- O Pai Natal (??? onde é que eu falhei na educação desta miúda???)

O que gostavas de ser quando fores grande?

- Professora

Professora de quê?

- Dos meninos pequeninos, daqueles de contar histórias

Qual é a tua comida preferida?

- Lasanha

O que é para ti a família?

- A família que eu gosto mais és tu, o pai, o vicente, a maria e o dário mais ou menos.

O Dário mais ou menos porquê?

- Porque ele se portou mal e fez uma asneira...

O que é que tu gostas mais de brincar?

- Fazer puzzles.

Gostas da escola?

- mais ou menos

Porquê?

- porque não quero dormir, é uma grande trabalheira.

Gostavas de fazer alguma pergunta à mãe?

- mãe tu disseste que me ias dar um verniz...

Fim da Entrevista - feita em directo dia 23.10.2012 às 22h37m - eu sei, eu sei, ela hoje EXCEPCIONALMENTE não conseguia dormir...

Truques para um armário arrumado

Por falar em arrumações pós-Verão pré-Inverno, devo dizer que gosto mesmo muito desse ritual. Gosto de ter o meu armário a parecer uma loja arrumada (embora com muito menos roupa que uma loja arrumada), ordenado por cores e por tipos de roupa, e sem coisas que eu já não uso. Gasta-se tempo, mas depois poupam-se vários minutos todos os dias. Além disso acho que, no caso das mulheres, a organização mental está relacionada com a organização material: casas arrumadas e carteiras arrumadas são o ponto de partida para melhores ideias e mais serenidade.
 
Apesar de não ser nada de mais, vou dar algumas dicas que costumo usar, esperando contribuir para mais armários bem arrumados!
 
1. Roupas de Verão e roupas de Inverno
 
É preciso fazer a distinção entre umas roupas e outras. Há roupas intemporais, e essas podem ficar sempre disponíveis; mas tudo o que não é dessa estação (ex: fatos-de-banho no Inverno) deve ser encaixotado, por uma questão de organização do espaço.
 
Atenção: não encaixotar roupa sem estar 100% limpa e engomada. Os sapatos deverão ser escovados (se for caso disso), engraixados e limpos, e de preferência guardados em caixas individuais.
 
2. Disposição da roupa dentro dos armários
 
Cada uma tem as suas manias e a sua própria organização pessoal. Deixo a minha: cada roupa em cada cabide (ex: 1 calças, 1 cabide; 1 camisa, 1 cabide). A imagem visual de toda a roupa na altura de escolher o que usar fica muito facilitada. Nas gavetas, arrumo os tops por categorias (básicos, dia-a-dia, noite).
 
3. Não desarrumar o que foi arrumado
 
Durante muito tempo, a minha rotina era algo do género: ritual de arrumação, um mês de desarrumação, novo ritual de arrumação, etc. Até que percebi que basta um pequeno truque para não ter que se fazer tantas vezes uma grande arrumação: deixar sempre tudo direito e arrumado. Não dobrar roupa e pôr em cima de outra com tamanho de dobragem diferente: vai esconder a roupa de baixo e dificultar a escolha ("onde é que estava o top que eu vi aqui no outro dia? Ia jurar que estava aqui..."). É chato sim, exige paciência sim, mas compensa, porque demora mais um minuto e fica tudo impecável.
 
4. Caixas para arrumação
 
Já não estamos na época em que as caixas para arrumar roupa eram feiosas e pouco práticas. Eu encontrei estas no IKEA e são as que uso: são muito práticas e bonitas, há de vários tamanhos e têm feixo (para impedir que entrem pós ou bicharocos). Têm para sapatos também, com plástico transparente para se ver o que está lá dentro.
 
5. Por fim... o que não me apetece usar
 
Todas nós temos aquela ovelha negra da roupa que é o top, ou a camisa, ou as calças, ou as botas, que vemos todos os dias lá no armário, à espera de ser usada, mas que nunca nos apetece usar! Das duas uma: ou já não nos serve, está velhota, ou outra justificação qualquer - e então, por que não dar a quem use?; ou então traduz-se apenas numa fase da vida, mas sabemos que eventualmente irá passar. Nesse caso, este é o meu truque: guardo a peça de roupa em questão durante um tempo, e depois volto a pô-la nas gavetas. E funciona mesmo, porque deixou de ser algo que eu via todos os dias!

Agora é a vossa vez: quais são os vossos truques pessoais de arrumação?
 
 

Dinoni.


Lembro-me de estar no carro com a minha Mãe ali ao pé do Hospital São Francisco Xavier e de começarem a passar imensas ambulâncias. Às vezes pode ser um bocadinho aflitivo ver uma ambulância a infringir todos os limites de velocidade, com luzes por todos os lados, tudo a desviar-se. A minha Mãe ensinou-me duas coisas importantes que sempre pensei querer ensinar aos meus filhos. A ambulância não quer dizer que tenha acontecido alguma coisa má; quem sabe não é uma mãe a caminho do hospital porque vai ter um bebé? Rezar sempre uma Avé-Maria, quer seja por esse bebé, ou pela pessoa que vai dentro da ambulância, em maior aflição.


segunda-feira, 22 de outubro de 2012

A grávida quer...

...tem e HUMMMMMMMMMM!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

Gosta muito!!!!!!


To do's list #10: Black lipstick conviction


Check.

Não Tenhas medo!

Hoje é o dia do Papa João Paulo II, o homem que mudou a geopolítica do mundo mas sobretudo foi o homem que mudou a minha alma!

Miolo

Pão. Apetece a qualquer hora do dia. Com o avanço da tecnologia, a indústria panificadora foi dando preferência à quantidade vs. qualidade. Apareceram os brioches, os pães sem côdea, as carcaças, os papo-secos e as vianinhas. Todos bons, mas nenhum muito bom. Ótimos no próprio dia, menos qualidade dois dias a seguir e torradas ao terceiro dia. Tinha saudades do pão à antiga. Em que não interessa a forma, mas o conteúdo. Com farinha, água e sal. Sem fermentos químicos e aditivos.

Foi assim que descobri a marca Miolo, recentemente lançada e que passou por um longo período de investigação para recuperar os métodos artesanais com que o pão era feito antigamente. O resultado? Todas as semanas saem mais de 20 variedades de pão do forno, diferentes do comum mortal dos pães por apresentarem frutos secos, cereais tostados e aquela consistência interior húmida que faz toda a diferença.

Comprei um no mercado do Príncipe Real no sábado - os pães Miolo estão lá todos os sábados. Um pão custa entre os 3 e os 4 euros. Para mim chega-me uma fatia por dia, e alimenta durante horas. Por isso, um por semana deverá chegar. Fã #1.

Eles andam aqui.

Hoje foi um dia bom para

Acordar antes de toda a gente.
Correr para ver o novo blog.
Pensar que é dia de jantar com elas.
Ir ver a quinta onde a T e o L vão casar. Sublime.
Imaginar a Teresa a entrar vestida de noiva. Ai.
Contar os dias que faltam. 229.
Guiar um carro com mudanças. Acelerar e abrir a janela. Saudades de andar de mota.
Correr os 45 minutos. Debaixo de chuva-molha-parvos. Encharcada.
Lavar ideias. Apareceram novas.
Comer bolachas. Fazer pão. RIP dear potential diet.
Descobrir musicas novas. Modo repeat. Que logo virou modo nem-mais-uma-vez.
Ter conversas sérias. Não conseguir ficar séria.
Experimentar roupa da bisavó. Estilo futurista. Adoro. Quero tudo.
Jantar com elas.
Non stop de conversa. Descendemos as três das galinhas, não dos macacos.
As tostas de sempre, as imperiais de sempre, as mesmas de sempre.
Ideias, passado e presente. O que aconteceu, como, onde, quando.
Sonharmos muito à frente. Chile em Agosto.
Ouvir uma última vez as músicas nem-mais-uma-vez e fechar os olhos.

Foi um bom dia.

domingo, 21 de outubro de 2012

Pedido de desculpas público.

Porque parece que ando a dormir e depois acordo e escrevo, escrevo, escrevo. O que acontece é que escrevo em várias alturas do dia, há mais ou menos tempo, mas sempre em papel. E assim que posso venho passar tudo para aqui. E hoje foi um desses dias de textos acumulados e corridos porque este i-pad não facilita o uso de imagens. Sorry!

O tempo pára. Tudo à volta pára.

As horas, os minutos e os segundos. Olham-se os dois. E falam, falam, falam. O esquema é sempre o mesmo: pergunta - resposta, pergunta - resposta, pergunta - pergunta. Sim, às vezes as respostas são perguntas devolvidas. E voltam à conversa. E há realmente certezas, um quase tocar. De vez em quando, aquele que está sentado no banco corrido sorri. Outras vezes fica pensativo. Outras, baixa a cabeça desanimado. Ajeita-se no banco e pensa que não foi ali ouvir o que queria mas o que devia.

vale-lhe o amor daquele que está à sua frente. Mais do que qualquer tipo de noção humana: de justiça, de equilíbrio, de racionalidade, de faz-todo-o-sentido. E pede a João que o ensine a amar, como ele amou. E a Pedro a acreditar, como ele acreditou. E sabe que esse convite aos dois lhe tira o espaço. Que nunca foi seu. Mas isso ele também sabe.

Estradas paralelas

É aqui que me encontras, nesta estrada. E embora queiras que siga pelo teu caminho, eu já tenho o meu. Tu tens o teu. Afastas o teu caminho do meu. Não te censuro. Aceitar e andar. Aceito que já fomos tão parecidas, quase iguais. Fiz 23 sabes? Já sei, acho que sei, por onde quero ir. Aceito que o dia tem 24 horas, que há cinco dias de trabalho na semana, aceito que o Inverno está à porta. Aceito-te também a ti, o que não percebes, as censuras e as birras. É porque gostas não é? É pura preocupação? É porque antes passávamos essas 24 horas à conversa. É. É? Aceito que me digas que as pessoas à tua volta são difíceis e que por isso o amor tem os dias contados. Aceito. Mas não é o meu caminho.

Cartas de Guerra


Vou dizer.. Estava ansiosa por escrever um post neste novo formato de blog! Mas à parte isso, tenho aqui uma coisa gira para mostrar. António Lobo Antunes. Desconheço a sua vida e muitos dos seus escritos. Mas conheço a sua forma diferente (bota diferente nisso) de escrever, se expressar, viver. E ontem deitei-me ao som de uma das suas cartas para a mulher, quando cumpria o serviço militar em África (ela cá, de barrigão):

"Domingo de Páscoa - 11 de Abril de 1971

Meu amor,
Não te escrevi ontem porque passei o dia fora daqui por causa de um desastre de viaturas, a cerca de 30km de Gago Coutinho. Mas hoje, domingo de Páscoa, estou de novo a escrever-te para te dizer que cada vez gosto mais de ti. Devem faltar agora dois meses para nascer o herdeiro ou a herdeira. Talvez não fosse má ideia uma rapariga, embora os rapazes sejam mais engraçados a partir de certa idade, sobretudo no princípio da adolescência quando se transformam em jovens machos. Não julgues que não penso nele, ou nela. Penso muitas vezes. (...) Quando soube pelo telefone que ele (ou ela) vinha a caminho senti uma alegria enorme.


Olha, eu adoro-te. Tenho tantas tantas tantas saudades tuas. Gosto tudo de ti, sempre. Vou gostar sempre de ti. Vou amar-te sempre, mesmo quando formos velhos. Mesmo quando formos velhos. Mesmo quando formos velhos. Tenho-me lembrado do Algarve, foram os melhores dias da minha vida os que aí passei contigo. Havemos de lá voltar, se quiseres. O luxo de tudo aquilo para mim, proletário de bairro catita até à ponta das unhas, de andar ridículo, que visto casacos de fotógrafo ao Domingo, com saudades de sandes de queijo. Tenho um bocado de vergonha disso ao teu lado, que és tão elegante de gestos, de movimentos e de atitudes, que tens um ar tão aristocrático, tão senhoril. Pareces uma rainha, um andor, um bicho gracioso. Mesmo de manhã, ao acordar, quando a vista das pessoas que acabaram de dormir tanto me desagrada, mesmo isso tu suportas com panache. 

Muitos beijos do teu marido saloio do Benfica.

António

P.S. Quando eu aí for já tens um bébe a cheirar a bébe, com pés e mãos e unhas! "

Espero que as cartas de guerra um dia voltem a estar in. Comigo nunca vão deixar de estar.

Eu admito!


Dos trabalhos de casa mais aborrecidos de se fazer é trocar a roupa do guarda fato, tirar a roupa de verão, arrumar nas caixas e levar para a dispensa, não é um processo chato por si só, é um ritual que significa adeus ao bom tempo, adeus aos mergulhos no mar, adeus às alpargatas e um olá, por vezes doloroso, aos casacos, às meias de lã e às constipações....
Mas já está, tudo arrumadinho, porque esta semana eu admiti..... chegou o tempo de Inevrno!

Queridas mudei o Blog :)


sábado, 20 de outubro de 2012

O drama do desemprego

Não são só as contas para pagar, mas também.
É a sanidade mental, o dia a dia vazio, e o sentimento de impotência constantes. O sentir-se inútil, incapaz, velho demais, novo demais, demasiado qualificado ou com poucas habilitações.
O desemprego é um drama, é dramático em todos os sentidos, e não venha Sr. Passos Coelho dizer-nos que é "uma oportunidade de mudar de vida"... Porque esse seu discurso não faz nenhum sentido, então quando continua e diz "tem de representar uma escolha livre, uma mobilidade da própria sociedade" o que é que o Sr. quer exactamente dizer com isto? Que há muitas pessoas a escolherem ficar desempregadas nos tempos que correm? Salvo raras excepções de mães que decidem (e podem) dedicar-se aos filhos, pessoas (raras) que querem apostar no seu próprio negócio, ou pessoas ("forçadas") a emigrar, não estou a ver Sr. Passos Coelho, onde cabe essa escolha livre do desemprego.
Graças a Deus cá em casa não nos bateu à porta (por enquanto, pelo menos), mas já bateu à porta de familiares e amigos, e acompanhamos situações dramáticas, algumas mais flagrantes do ponto de vista financeiro, outras preocupantes do ponto de vista mental.
A saúde mental corre sério perigo, neste contexto, em que há muito tempo livre, poucas oportunidades de se sentir útil, e uma mão cheia de contas a pagar.
 
Há uns tempos deu na televisão uma "super senhora" que tratava do marido e da mãe acamados, ainda tinha uma horta e alguns problemas de saúde. Quando a entrevistadora lhe perguntou se não deprimia, ela disse que não tinha tempo para deprimir :)
 
Termos o nosso tempo estruturado, organizado, ajuda-nos no nosso equilibrio mental, ajuda-nos a manter a mente sã, e embora não seja sempre verdade que quem tem trabalho é equilibrado, corre mais riscos de deprimir quem se vê em situações dramáticas de desemprego contínuo e sem grandes perspectivas de trabalho no futuro.
 
 
Ora diga lá outra vez Sr. Passos Coelho, que "estar desempregado não pode ser um sinal negativo", mas por favor explique-nos os aspectos positivos desta condição, é que nós sinceramente, não os estamos a ver...

sexta-feira, 19 de outubro de 2012

Baby Boom by HEart



Já tem 12 semanas.

A primeira vez que ouvimos o seu coração bater , forte e acelerado, foi às 5 semanas.

Sim, 5 semanas, e o nosso bebé milimétrico e lindo já fazia questão de dizer da maneira como podia que estava cheio de VIDA.

VIDA, esse milagre perante o qual me curvo e agradeço a Deus vezes sem fim.

VIDA, a continuidade do nosso amor no Casamento, o resultado do nosso Amor.

Não podia ser mais bonito, mais comovente, e tão maior que nós e que a nossa compreensão.

8 semanas e já andava a brincar com os dedinhos das mãos - viu-se tão bem!

12 semanas e 2 dias, anteontem, e, vejam só!, andava de perna cruzada a abanar o pezinho.

É o segundo (na verdade, terceiro),  mas é como se fôssemos pais de primeira viagem.
Já sabemos mais, desfrutamos mais e...maravilhamo-nos cada vez mais!

A minha infindável felicidade contrasta com a profunda dor que sinto ao saber que a lei portuguesa permite que se matem estes bebés, nestas idades.
Que todos os dias são violentamente sugados por um aspirador cirúrgico, salinizados ou torturados até que morram naquele que supostamente devia ser o sítio mais seguro do mundo: o ventre da Mãe.*

Não compreendo, não joga com o mundo civilizado em que acho que vivo.

E por isso a responsabilidade de amar é maior. 

Estou grávida.

Não, não estou "à espera de bebé".

Nem "vem aí bebé".

Termos muito utilizados na nossa linguagem, mas profundamente errados porque criam a ideia de que os bebés são uma ideia de futuro, de que "daquilo" virá um bebé. Mentira.

O bebé está aqui, dentro de mim, agora.
Mais perto do qualquer outra pessoa, tão presente quanto eu.
O nosso bebé não fica "à espera" nem de mãe nem de pai. Nós também já cá estamos.
Para ti, por ti, bebé.



quinta-feira, 18 de outubro de 2012

Hola, ¿qué tal?

Ando a escrever menos aqui.. Porque tenho conhecido várias pessoas que passam pelo nosso blog e ao sabê-lo, encolho-me na cadeira. Nunca fui pessoa de expor demasiados sentimentos e ideias. Só o fazia com quem escolhia. E penso neste espaço como uma segunda casa, de amigos conhecidos. Quando percebo que mais pessoas passam por aqui, apetece-me ir apagar uns quantos posts, reformular alguns deles e esconder-me atrás de outros. Torná-los politicamente certinhos. Mas perdia a piada, porque passavam a ser apenas ideias racionalizáveis que não me comprometessem. Não liguem, são esquisitices. Gosto tanto de te saber, a ti, por aqui. Traz a tua chávena de café cheia, bem-vindo! 

Para o autor do quadro das espanholas.
Hola, ¿qué tal? Vi o teu quadro pela primeira vez quando passeava por Sevilha no ano passado. Não te sei dizer exatamente o pormenor que me chamou à atenção, acho que foram vários. Trouxe uma cópia e desde aí que quero fazer a minha versão do teu quadro. Gostava de te conhecer porque tens feito parte dos meus dias. Aqui em Portugal andam dias chuvosos, cinzentos. Dias de frio, que pedem lareiras acesas, mantas e conversas pela noite dentro. E cafés com leite, claro. São estes os dias que escolhi para começar a pintar o teu quadro. Agarro na parafernália de pintura, mochilão, e sigo para o centro da cidade. Porque se escolho pintar num lugar sem movimento, as tuas espanholas perdem as formas, o ritmo. Ficam mulheres sem graça e sem cor.

Num desses dias, decidi parar a meio do desenho. Começar a observar as pessoas que passavam, todas tão diferentes umas das outras. Vidas, projetos, sonhos tão diferentes uns dos outros. E pensei que também tu deverias estar a pintar numa praça, em qualquer cidade europeia. A agarrar esses momentos improvisados, em que, como neste quadro, cinco espanholas cheias de garra atravessam a praça e se encontram com uma criança. O tempo pára, tudo à volta pára.

O que vai na cabeça de cada uma delas? Deixas isso para cada um, segundo a sua criatividade, descobrir. Sabes o que eu acho? Que aquela espanhola do meio olha para a miúda e pensa que ela tem ainda toda uma vida pela frente. E quer ir ter com ela e dizer-lhe que não, nunca racionalize a sua vida, porque perde a capacidade de vivê-la. Que não desperdice oportunidades. Que não deixe fugir as pessoas de quem mais gosta. Que conheça pessoas diferentes e que nunca queira ser igual a ninguém. Que tenha referências sim, mas que não deixe de se recriar todos os dias. Que dê as suas gargalhadas, alto e bom som, sem vergonha. Que seja mesmo feliz. E que os seus sonhos terão uma boa dose de verdade, por serem a organização das ideias que passam pela sua cabeça durante o dia.

A vida não pode ser racionalizável, pois não? Talvez deva ser em parte, ou não existiriam ventos favoráveis. Mas deve haver espaço para os improvisos, para os “e agora?”. Porque já dizia não-sei-quem que nunca saberemos o quão forte somos, até ao momento em que, ser forte, é a única hipótese que temos.
E eu acho que já te conheci um dia. E que te vi numa praça a pintar e me chamaste à atenção por seres diferente. Porque procuravas não racionalizar os teus desenhos e a tua vida enquanto a vivias. E porque tens essa capacidade de ver coisas diferentes naquilo em que, outros, veriam apenas cinco espanholas.