domingo, 20 de novembro de 2016

A propósito do dia de hoje*, a propósito das eleições, a propósito da democracia...



(*dia de Cristo Rei)

selfishness

Crash! by Werner Knaupp
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Há cerca de dois meses estava em casa de um grande amigo meu, um homem de fé, cristão (não católico) e, por curiosidade, perguntava-lhe acerca da fé e da religião dele, como encaravam Cristo, os Santos, católicos, judeus, etc. Às tantas, a meio da conversa confessei-lhe: “Já tive Fé, já soube o que é tê-la e ter esse conforto na Fé que tu tens. E pergunto-me muitas vezes como a perdi, não faço ideia” e ainda eu não tinha acabado responde-me ele: “Não sabes como a perdeste? Não é óbvio? Perdeste-a porque não a praticaste”
Meu, aquilo bateu-me. Poucas vezes nesta minha não tão curta vida ouvi tanta sabedoria numa coisa tão simples. Porque é assim em tudo, rigorosamente tudo.
Como perdemos a paixão pelos/as parceiros/as que escolhemos? Não praticamos essa paixão. Como lhes perdemos o amor? Não o praticamos. Como perdemos amizades? Não as praticamos.
No meio disto, há esta coisa muito new age do direito a sermos felizes, nada mais interessa, “eu quero ser feliz”, “eu tenho o direito a ser feliz”, eu, eu, eu, eu isto, eu aquilo e no meio, perdemos completamente a noção do que é importante e do que nos faz realmente felizes. Que não é mais que isto: praticar a paixão, praticar o amor, praticar as amizades, praticá-las sempre. Isto implica muito mais que o eu, eu, eu, eu.
Bem sei que falar é fácil e ainda por cima não sou exemplo de coisa nenhuma. Mas aquela afirmação deste meu amigo sobre a fé, fez mais pela minha visão do Mundo e pela noção do que é a felicidade verdadeira (que não é um estado, são momentos, a felicidade como estado não existe) do que os milhares, sim milhares, de livros que já li e que todas as experiências porque passei.
Por isso, não me venham com merdas, lembrem-se da epifania do Kevin Spacey em A Beleza Americana quando tem a miúda, amiga da filha, nua na cama. E deixem-se de merdas de ir à procura da felicidade noutro sítio diferente daquele em que vocês estão. Aí onde vocês estão exactamente agora, quando lêem isto, vocês praticam o que vos faz felizes, a paixão que já conheceram, o amor que já tiveram por quem anda por aí à vossa volta? Aposto que não. E nem dais conta e eu idem. Foda-se lá a burrice.

quinta-feira, 17 de novembro de 2016

E se o buraco no Japão tivesse acontecido em Lisboa...


Parece que no Japão havia um super, mega buraco na rua, daquelas cenas que se imagina só em filmes.... Mas o mais incrível, é que os Japoneses taparam o buraco em menos de 2 dias.



Vamos imaginar:  "E se o buraco no Japão tivesse acontecido em Lisboa..." (muahahahah)
Os primeiros 6 dias seriam para tratar da papelada na câmara municipal, os outros 6 dias seriam para escolher o empreiteiro, por fim passado 3 meses havia uma entidade, que pertence ao Estado, que emitia a autorização da obra. 
A obra começava, mas não demorava 2 dias, demorava 2 anos, depois haveria uma inauguração onde José Sócrates estaria presente, porque o seu Governo já previa este buraco!

Lisboa, a minha cidade, que tem autarcas apaixonados por betão.




Tradições que não falham

Bons costumes portugueses: somos óptimos a tratar bem os prisioneiros/criminosos/inimigos/Alemãs/subsidiários 
desde sempre
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 Prisioneiros alemães na I Guerra viviam nos Açores em melhores condições que a população local
 Angra do Heroísmo, na ilha Terceira, acolheu um dos principais “depósitos de concentrados” alemães de Portugal na I Guerra Mundial, onde, apesar da falta de liberdade, os prisioneiros chegavam a ter melhores condições que as da população local. 13 Novembro 2016 (Lusa)

quarta-feira, 16 de novembro de 2016

Conclusão:



 ... A Mónica não anda de metro, nem de transportes públicos, nem de transportes... Mónica em Lisboa anda a pé, mesmo assim não anda nas horas de ponta dos turistas.

Só Há uma coisa que não Muda!


Nada se repete.......























nenhum segundo é igual ao segundo anterior






(pensamento)


QUE NADA
TE PERTURBE,
QUE NADA TE ESPANTE;
TUDO PASSA,
Só Deus
NÃO MUDA.



STA TERESA ÁVILA









Dúvidas do pôs-modernismo #6

(quando não entendes o sexo oposto é bom, porque é uma questão de ser contra a ideologia do genero)

Quando a Gillette oferece um boneco, como brinde, aos seus clientes, penso que um é sinal, bastante evidente, da indubitável imaturidade do sexo masculino...!

#EuSeiStarWarsNãoÉParaCrianças

Misericórdia.

Talvez seja o desafio mais difícil do ser humano, mas é aquele que o aproxime mais de Deus: a Misericórdia: um amor tão profundo, uma compaixão integra, sem egoísmo, generoso, sem receber nada em troca, grande e completo.
O mundo não acredita na Misericórdia, por isso mais do que nunca o mundo necessitou tanto da Misericordiosa.
Neste domingo, dia 20 dia do Cristo Rei, acaba o Jubileu do Ano Santo da Misericórdia, decretado pelo Papa Francisco. 
Faltam 4 dias, mas durante 4 dias ainda se pode fazer muitas coisas... fica aqui a sugestão:

As obras de Misericórdias são \\14// (\\7// Espirituais e \\7// Corporais) _______________________________________________________

Obras de misericórdia corporais:
1) Dar de comer a quem tem fome 
2) Dar de beber a quem tem sede
3) Vestir os nus
4) Dar pousada aos peregrinos
5) Visitar os enfermos
6) Visitar os presos
7) Enterrar os mortos
Obras de misericórdia espirituais: 
1) Dar bons conselhos 
2) Ensinar os ignorantes
3) Corrigir os que erram
4) Consolar os tristes 
5) Perdoar as injúrias
6) Sofrer com paciência as fraquezas do nosso próximo
7) Rezar a Deus por vivos e defuntos.
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(imagem tirada d'aqui)

terça-feira, 15 de novembro de 2016

“APRENDI QUE NÓS ESTAMOS AQUI PARA AMAR E SERVIR”



Dulce Frazão tem dezanove anos e uma história para contar. Está a começar o segundo ano da Licenciatura em Ciências da Comunicação, na Universidade Nova de Lisboa, tendo passado um ano da sua vida a fazer voluntariado no estrangeiro.
É alegre e decidida. Os olhos escuros e exóticos brilhavam quando se sentou na mesa do café. Durante a conversa, mostrou-se segura das suas palavras, soltando frequentemente sonoras gargalhadas enquanto revivia as experiências do último ano. A sua descontracção e expressividade não a impediram de manter, simultaneamente, uma atitude serena. Sentada à sua frente, interroguei-a sobre a viagem que realizara, com o objectivo de descobrir o impacto que tivera na sua vida.

Dulce, quando acabou o 12º ano decidiu ir um ano fazer voluntariado para o Peru e para os Camarões. O que a motivou a tomar esta decisão?

Bem, eu desde que era pequenina não sabia que curso ia escolher, nem que rumo a minha vida ia tomar. Por isso, achei que fazer esta viagem seria uma óptima maneira de me conhecer melhor.

Qual foi a reacção dos seus pais quando lhes disse que queria ir um ano para fora?
Os meus pais receberam demasiado bem (risos). Foram espectaculares!

Foi sozinha?
Sim. Completamente sozinha mas a confiar imenso nas associações que me iam receber no outro lado do mundo.

Que associações eram?
No Peru foi o instituto Condoray, que é um instituto para formação profissional da mulher. Nos Camarões estive com a APF, Association Pour La Promotion De La Femme, que organiza imensos cursos de empreendorismo. Estas associações são óptimas, pois apoiam muito as mulheres de lá, para que possam viver bem a sua vida e aprendam a geri-la.

Como confiava tanto em associações que não conhecia?
Não conhecia mas identificava-me com os valores e isso dava me muita segurança. Não iria com uma associação que nunca tivesse ouvido falar na minha vida sem recomendação nenhuma. Tinham sido recomendadas.

Quando chegou lá, ao aeroporto do Peru, o que é que sentiu? Como foi recebida?
No Peru fui acolhida por uma família portuguesa, uma semana antes de ir viver para a residência porque a minha mãe achou que ia ser um choque muito grande para mim (risos) Comecei a aprender a falar espanhol porque eu não sabia nada. Foi óptimo para poder descansar e adaptar-me.
Quando efectivamente fiz a aterragem não foi no aeroporto às 5 da manhã quando cheguei pela primeira vez ao Peru. Quando cheguei à aldeia, à residência de Condoray é que foi a minha verdadeira aterragem! (risos) Até lá, não estava muito bem consciencializada ainda do que me esperava. Foi impactante. Era tudo em espanhol, havia coisas que não percebia e a barreira da língua faz imensa diferença mas pronto, passado um mês já estava tudo bem.

Conseguiu adaptar-se à língua?
Sim é muito fácil quando se está a contactar com a língua o dia inteiro, sempre a ouvir. Eu perguntava tudo!

No Peru que tipo de voluntariado fazia?
De manhã trabalhava na residência. Fiquei na parte da cozinha. Lavava pratos, descascava batatas… Isso ajudava-me a manter os custos da estadia lá. Depois era o almoço e à tarde ia fazer promoção rural.
No início, quando comecei, ia às aldeias e tinha uns planos de actividades para os miúdos, simples e pouco estruturados. Só quando os comecei a conhecer melhor é que percebi quão preciosas eram essas horas que passava com eles para dar o máximo de mim e realizar atividades que eu considerasse boas para eles crescerem.  Se calhar não vamos mudar o mundo mas podemos fazer uma pequena diferença…

Normalmente eram crianças com poucos recursos económicos?
Sim eram pobres. Eu não sabia disto mas depois disseram-me que à medida que fiquei lá mais tempo, ia trocando para aldeias sempre mais pobres. Havia miúdos descalços, só com a mãe porque o pai os tinha abandonado, outros viviam com a avó… Algumas realidades eram um bocado duras. Sim, eram pobres. Todos. Alguns iam à escola e notava-se que os que eram mais interessados e gostavam de ler eram mais despachados naqueles jogos que nós fazíamos. Mas sabiam pouquíssimo de história e de geografia. Alguns nem sequer queriam saber. Tinham idades muito diferentes, dos 3 aos 12 anos.

Todos no mesmo grupo?
Sim.

E nos Camarões? Como era?
Nos Camarões era completamente diferente. Eu também participei num programa de voluntariado, se bem que não foi logo desde o início. Quando cheguei, sabia que a residência tinha sido instalada numa casa nova, que estavam a ter imensas obras e que eu ia ajudar no que fosse preciso.

Então ficou lá a viver?
Sim, fiquei a viver num centro para universitárias em Yaoundé. No início eu ajudava no que fosse preciso, desde catalogar a biblioteca toda e pôr os livros na base de dados a limpar.

O que é que notou em Yaoundé a nível social? Nota-se à distância as dificuldades que as pessoas passam?
Não é assim tão visível porque a maior parte dos miúdos vai a escola e vêm-se imensos, muito mais do que na Europa, todos fardados. É um costume óptimo. Nas aldeias é que se vem mais crianças na rua a brincar ou a ajudar os pais.
O povo camurenês é muito forte. Não são nada de se andar a queixar, de cabeça baixa. Podem ter um problema mas andam sempre de queixo erguido, com compostura, a rir e a fazer piadas sobre as desgraças da vida. É mesmo impressionante. Claro que eles sofrem e não escondem o sofrimento, na medida em que não fingem que não sofrem, mas também não andam a chorar pelos cantos.

Que aconselharia a alguém que estivesse a pensar embarcar numa aventura destas?
Aconselharia a ir com um plano definido e concreto do que quer fazer, de como quer ajudar e como é que quer ser útil. Mas mais importante que esse plano, é ir com uma atitude de completa disponibilidade. Isso é fantástico porque já que estamos noutro pais para ajudar, não temos nada que nos prenda para não aceitar tudo o que nos peçam.

Se tivesse que escolher uma experiência deste ano, qual é que seria a mais marcante para si?
Um projecto que fizemos durante dois meses, que se chamava “Mulheres Empreendedoras”. Eu e outras universitárias recebíamos uma formação relacionada principalmente com gestão da casa e assim, e depois cada uma, encontrava dez mães numa aldeia para ajudar com essa formação. Eu estive com uma mãe que era costureira, outra que trabalhava nos campos, outra que guardava porcos… Íamos ver se estava tudo bem e ajudávamos nas contas que fosse preciso. Foi o mais interessante porque eram conversas de meia hora de forma muito pessoal. Tinha que saber bem o que queria ensinar e dizer de uma forma simples e com exemplos muito concretos que se aplicassem à vida dessa pessoa. Quando saía de lá para apanhar os táxis colectivos e as carrinhas que houvesse para voltar para casa estava sempre demasiado feliz (risos), ficava mesmo contente no fim.

Uma experiência destas pode ser muito enriquecedora se se souber aproveitar bem. Como contribuiu este ano para a sua vida? Era uma pessoa diferente antes de ir?
Acho que era mais egoísta. Mas não posso dizer que esta experiência me mudou completamente e que tudo o que eu aprendi agora aplico a cem por cento. Não, é uma luta constante. Mas aprendi que literalmente nós estamos aqui para amar e servir. Não é possível estarmos cá e o tempo da nossa vida ser para sermos bem sucedidos, para pensar na nossa carreira, na nossa vidinha, nas nossas coisas…  Logicamente é impossível. Nós não podemos ser todos servidos, não dá.  Nós estamos aqui para amar e para nos darmos.

Se tivesse que definir esse ano numa palavra, ou em poucas frases quais seriam?
Dom. Foi um ano em que recebi muito. Foi uma dádiva. Agradeço imenso os sítios onde estive, era mesmo onde devia ter estado.

Foi um presente…
Sim, é que não foi outra coisa. Não posso dizer que foi um ano em que eu mudei a vida das outras pessoas e elas mudaram a minha porque as mudanças estão sempre a acontecer. Fez-me muita confusão perceber isso, que de um dia para o outro, nós podemos desaprender. Sair daquele “ oásis” foi uma chapada na minha humildade porque imensas coisas que eu tinha aprendido, desaprendi por não estar a aplicá-las todos os dias. Agora é reaprende-las a aplica-las, sendo que a missão não é tão concreta de voluntariado mas é um “dar “diferente: o dar da família, dos amigos, dos transportes públicos, é dar mas de outra maneira…

Como é que uma pessoa pode dar-se no dia – a - dia, no meio em que se encontra?
Eu acho que é nas coisas mais pequeninas. Estar atento às pessoas que estão ao nosso lado e às pessoas por quem passamos e que estão mais próximas. É muito importante ir às periferias e ajudar mas às vezes há pessoas que estão mesmo ao nosso lado e precisam de ajuda.

Darmo-nos também pode ter a ver com fazer aquilo que temos que fazer em cada momento?
Sim sim, é essa a ideia. Estar onde devo e estar no que faço. Estar nas precisas obrigações que temos que cumprir, dos estudos e nos sítios onde passo e com as pessoas com quem estou. E estar a 150 por cento. Onde eu estou tenho que estar.

Portanto, viver muito o presente?

Sim. Porque se não estamos a viver no presente, estamos a viver no futuro ou no passado, acabamos por estar fechados. E isso não é nada bom. Se somos precisos para estarmos aqui, é para estarmos a 150 porcento. Ou tudo ou nada não é? Não é para vivermos e fazermos meias coisas ou vivermos a meias, meia vida. Não, é viver uma vida inteira e só da para viver uma vida cheia se formos cheios em cada momento. 




Maria Calderón

sexta-feira, 11 de novembro de 2016

Marianne

Este post é sobre Leonard Cohen, por isso chama-se Marianne
Porque nós somos quem somos graças a quem amamos.



Para aqueles que não acreditam no amor até a fim, para aqueles que andam a marcar a agenda ocidental, para aqueles que dizem que é só um papel, para aqueles que não se comprometem, para aqueles que não amam... eis Leonard Cohen, um génio da alma humana, um visionário dos sentimentos, um jogo de escuridão e de luz:

"Chegámos a um tempo em que somos tão velhos que os nossos corpos se desfazem; penso que serei o próximo, dentro em pouco. Quero que saibas que estou tão próximo de ti que, se estenderes a mão, talvez possas tocar a minha. Sabes que sempre amei a tua beleza e sabedoria, mas não preciso de discorrer sobre isso porque já sabes de tudo perfeitamente. Quero apenas desejar-te boa viagem. Adeus, velha amiga. Todo o amor, encontramo-nos no caminho"
 (Marianne Ihlen tinha 81 anos, morreu no hospital de Diakonhjemmet, em Oslo, poucas semanas depois de lhe diagnosticarem uma leucemia)




Porque só ele sabia conjugar o verbo dançar: "Dance me to the wedding now, dace me on and on"  uma homenagem aos que acreditam.
















Por fim, a obra prima do mestre: "Love is not a victory march" isto nunca foi  tão actual.



Existem homens que não morrem. Simplesmente ficam, mesmo partindo. 
Obrigada mestre.

Alguém que deve ser famoso disse uma vez: nunca desistas


Volto (desta vez espero que seja para ficar) nestes dias a vida deu-me muitas voltas, e o mundo ainda voltas maiores. 

O balde de água fria na política internacional, as minhas eleições regionais, os meus 15 dias no desemprego, quis arrumar a casa, na verdade queria arrumar a cabeça, mudei de quarto, mas os caixotes ficaram, vi as lembranças do passado (foi mesmo bom), lembrei-me daquilo que eu queria ser, estou longe de ser essa filosofia.
Não fico triste, fico sim com mais força, com mais vontade, voltei a ser ideologia, fiz as pazes com Thomas More, é que dividimos a mesma ilha da Utopia e por vezes discutimos sobre o que devia ser, mas nunca o que é.

Na vida o que, realmente, faz falta é uma cerveja à beira mar.
That's the motto: Relativiza os problemas, absolutiza a entrega, porque gosto de ser politicamente incorrecta.



quinta-feira, 27 de outubro de 2016

terça-feira, 25 de outubro de 2016

Um tema que gostamos muito: a Família!!!


"Não há famílias ideais, mas há o ideal da família que não se perde e nos atrai como o cimo do monte atrai os passos do montanhista"

Um filme muito especial 
[vale a pena ver]



quarta-feira, 19 de outubro de 2016

domingo, 16 de outubro de 2016

Visão interior de Oscar Kokoschka


Prepare-se para uma viagem com o ponto de partida em território austríaco. Iremos sobrevoar por períodos conturbados da história da Europa central. 
Escolhemos, mais uma vez, os quadros mais marcantes e os que reproduziram o expressionismo da época. Para viver intensamente cada quadro, puxe uma cadeira e sente-se confortavelmente. Reservamos, para si, alguns minutos de expressão de um tempo icónico.

A história que pintamos, hoje, é de um....
Pintor irrequieto. 
Reconhecido pela mistura de cores fortes e formas, associada ao traço extravagante.



#1 Nome


Oscar Kokoschka -1886-1980


#2 ADN

Oscar nasceu em Pochlarn, perto de Viena. A sua família passou por grandes dificuldades financeiras. O seu pai era ourives e sentiu de perto, a queda do mercado de artesanato destronado pela explosão de novos produtos industriais. Os sentimentos de inquietude e instabilidade vividos no seio familiar, exerceu no pintor um espírito de reivindicação e constante renovação, desde jovem. 

#3 Enigmas

A chave artística deste pintor, que viveu num período convulso da história da Europa, foi o Expressionismo. 

Familiarizado desde de infância com o estilo barroco - austríaco, da época, passou toda essa experiência para a sua obra. Os quadros de Kokoschaka são: retratos, paisagens, cenas alegóricas, cenas urbanas e também naturezas mortas. A veia do expressionismo de Oscar desvia-se da corrente do expressionismo alemão anterior à I Guerra Mundial. É um pintor cuja arte foge aos princípios vanguardistas históricos.

O seu registo pictórico é vincado com um lado romântico. Foi difícil posicionar a arte deste artista no século XX, mas excluir da modernidade seria um erro. Os seus quadros foram incluídos na Arte Degenerada por estarem dentro dos princípios do regime nazi. As obras expressam a tensão interior do personagem. Os primeiros quadros foram bastante polémicos para altura, pela expressão convulsa que transmitiam ao público. Deixando o público bastante irritado. Os poemas e peças teatrais da sua autoria eram tratados igualmente com a mesma violência. Mas é nesta caracterização desconcertante da expressão da realidade, que imprime o papel diferenciador do legado de Oscar Kokoschka. Pois, até à data nenhum pintor teria se destacado pela ousadia de fazer uma crónica através de imagens do seu tempo, quase como uma biografia interior do seu século. O que se torna bastante enriquecedor não só pelas emoções que transmite, nas obras, como também a transmissão de dados históricos de um tempo escuro da Europa.


#4 Influências

O seu legado teve apoio de várias personalidades ligadas às artes e às ciências: arquiteto Adolf Loos, o escritor Karl Kraus e o filósofo Ludwing Wittgenstein.
Kokoschka acentuava o seu traço artístico pela transmissão  do que os seus sentidos transmitiam. Inspirou-se também nas ideias da obra de Comenius.
As suas pinturas nunca foram bem aceites pela bem-pensante burguesia vienense, por isso, viaja para Berlim com ajuda e apoio de Herwarth Wolden.

#5 Icone

Um pintor que viveu em tempos de guerra, como muitos seus contemporâneos. Por isso, as suas obras são espelhos de uma época negra e de muita instabilidade. Até à I Guerra Mundial os seus traços artísticos foram descritos pelo próprio pintor como pinturas negras, ou pintar a sujidade da alma. Com início da I Guerra Mundial é chamado para a frente Oriental, fica ferido e com uma neurose. É tratado em Dresden. Nesse período deu aulas, melhorou as suas técnicas, que fizeram aproximar-se da linha do expressionismo característico alemão.


#6 Inspirações

A habilidade do pintor austríaco era comum tanto ao usar a aguarela e o grafite, como com as canetas hidrocor e a tinta convencional. A sua principal característica foi:
~ mescla de cores fortes e formas;
~ traço extravagante , fortemente inspirado na obra de Hummer.


#7 Frase





Não ficará nenhum retrato do homem moderno, porque perdeu o rosto e está a voltar para a selva.







#9 Últimos anos

Viaja por toda Europa. Mas regressa à cidade que o viu nascer e onde se formou. Em Viena onde se compromete com a Câmara Socialista conhecida por Viena vermelha. Kokoschka foi contra ao nazismo tendo sido obrigado a fugir para Londres. Vende e dá muitas das suas obras a causas humanitárias e cria cartazes incentivando a caridade contra a fome. O lendário cartaz - Cristo ajuda as crianças famintas - pendurados nas estações de metro de Londres. Um cartaz lindíssimo e uma ideia de revolucionar os principios básicos no seio de uma sociedade corrompida. Nonagenário morre na Suiça, depois de sair de Londres.


#10 Obra

1 legado de quase 1 século absorvido por pintura decorativa e cores fortes. Ora veja:



Crianças a Brincar - 1909
Pablo Casals - 1954

Amesterdão -1925

Joseph de Montesquioi-Fazensac - 1910

Ovo vermelho -1940-1941
Caricaturas de Hitler e Mussolini

A Tempestade - 1913

O poder da Música -1920



sábado, 15 de outubro de 2016

sábado, 1 de outubro de 2016

Voltei Voltei


Voltamos, foram umas férias rápidas, de vez enquanto perguntavam-me: "quando começam a escrever de novo no blog?",  cá está a resposta: hoje, dia 1 de Outubro, eu gosto dos dias 1's, faz-me lembrar que tenho que recomeçar: hoje e agora.
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 Agora só falta mesmo arrumar a vida:

sexta-feira, 9 de setembro de 2016

Sejam bons padrinhos

Há muito tempo que penso que devia haver um curso de preparação para os padrinhos de casamento. Então se o há para os noivos porque não para os seus maiores ajudantes?!? 
Sobretudo porque na nossa geração há muita gente que percebe o conceito de "apadrinhar" como se fosse um crachá de BFF de um dos noivos. Tanto assim é, que já ninguém tem 2 padrinhos, mas 4, 5, 6 e às vezes mais de 10! Tem problema? Em si, não. Mas pode ser um dos sintomas de que os noivos (ou um dos noivos) tiveram dificuldade em excluir amigos dessa elite de padrinhos ou por terem, de facto, muitos e bons candidatos ao lugar, ou porque tiveram medo de ferir alguma susceptibilidade... E será que queremos mesmo um padrinho que se ofenda assim tão facilmente?!


Já lá vamos, comecemos pelo início:

❤️ O que é um padrinho?
Um padrinho/madrinha de casamento é primeiramente uma testemunha do casal. Não deveria sequer haver padrinhos do noivo e madrinhas da noiva - os padrinhos são do casamento, não das pessoas. Não raras vezes, pergunta-se à noiva "Quem são as tuas madrinhas?", como se elas fossem só dela! (Newsflash: Não são.) 
Os padrinhos são então testemunhas de que os noivos (os dois) lá chegaram de livre vontade, de que estão dispostos a amar-se e respeitar-se para sempre, e que estão comprometidos perante si mesmos e a Igreja. Claro que todos os restantes convidados também são testemunhas, afinal estão lá a consentir no sacramento que se realiza! Mas os padrinhos do casal assinam documentos na sacristia que os tornam os únicos que oficialmente podem ser considerados testemunhas. Estão a perceber? Se se precisar de saber alguma coisa daquele dia, será às testemunhas que se recorre. Isto é, a sua missão de testemunha não termina naquele dia ao assinar papelada... *wink wink*

❤️ Para que serve um padrinho?
Um padrinho será provavelmente um amigo, que se espera para a vida, mas a diferença para outros amigos é que tem um dever especial não só para com o amigo, mas também para com o cônjuge que o seu amigo escolheu. Um padrinho serve portanto para cuidar do casamento dos afilhados para sempre. Isso significa ouvir dos afilhados, perguntar como estão (na relação, não só pessoalmente), ajudar a reconciliar-se se for o caso. 
Não é para ser confidente de um deles, não é para levar o marido a sair quando as coisas não estejam fáceis em casa, não é para dar guarida à mulher quando discutem, não é para terem papas na língua. 
Em casos extremos, os padrinhos podem ter de ser os guardiões dos filhos do casal. De maneira que ter 16 padrinhos digamos que complica esta divisão dos filhos (a não ser que haja mesmo muuuitos filhos!)

❤ Então como deve ser escolhido um padrinho? 
Decorre do acima que um padrinho deve ser de confiança (aquela confiança de quem não se ofende por não ser escolhido, estão a ver?), deve ser assertivo e verdadeiro, deve conhecer ambos os membros do casal e conhecer a sua relação (mesmo que unilateralmente) e deve sobretudo ser a favor da sua união sacramental. Mais que isto, será da liberdade de cada um. 
Amigos há anos ou há 6 meses? Pode não ter qualquer relevância. 
Amigo solteiro ou casado? Indiferente. 
Divertido e extrovertido ou calmo e ponderado? Não tem importância. 
Desde que queira bem ao casal, que os queira ver chegar a uma "ditosa velhice", não importa os restantes traços de personalidade. 
Quanto à religião, não acho que seja imperativo a adesão ao catolicismo, no entanto, e visto que um padrinho deve concordar com o sacramento em geral e com os votos proferidos no dia em particular, não há dúvida de que conhecer e concordar com alguns princípios de Fé ajuda na tarefa de apadrinhar. Mas, na maioria das vezes, padrinhos que sejam informados do que se promete no casamento concordam com os princípios e valores subjacentes. O importante é serem informados e fazerem uma reflexão séria!

Posto isto, acho importante referir que padrinhos convidados devem ponderar bem o convite e até podem (devem, em certos casos) recusar o convite caso não acreditem no casamento, nas motivações dos noivos ou no sacramento do matrimônio em particular. Já ouviram alguma vez isto acontecer? Eu também não! Mas já ouvi alguns padrinhos queixarem-se da noiva/o e até da relação do seu amigo/a... Isto diz muito da honestidade e da amizade que se diz ter.

A quem é ou vai ser padrinho ou madrinha de casamento: Estão dispostos a isto? Nem sempre será fácil, vão ter de dizer coisas desagradáveis, às vezes até arriscar toda a vossa amizade, mas é essa a vossa tarefa - para sempre. Boa sorte! 
❤
Malta casada, e os vossos padrinhos, são tudo isto e muito mais? O que tiveram em conta? Contem-nos tudo :) 

terça-feira, 6 de setembro de 2016

Rua das Escolas Gerais, Promete!!!!



Para inspirar...... Perve Galeria não toma meias medidas!

A seleção de Acervo, da Perve Galeria tem este ano, mais de 3.000 obras de artistas lusófonos e internacionais, em exposição!! Vão lá estar - Dali, Picasso, Man Ray e Cesariny entre outros.
Aproveite!!!


6 DE SETEMBRO @ 8 DE OUTUBRO!!
ENTRADA LIVRE