quarta-feira, 19 de abril de 2017

Marca n'Agenda 26 de Abril

É já no dia 26 de Abril, o concerto da Cuca Roseta, para celebrar os 18 anos do Apoio à Vida!



!Vale a pena ouvir a Cuca Roseta e apoiar a VIDA!

segunda-feira, 10 de abril de 2017

Parabéns Pi

Hoje a nossa PM está de parabéns!
Quando alguém faz anos não é somente um nome na agenda ou uma lembrança no Facebook ou aquela mensagem (im)pessoal standard.
O dia de aniversário é o dia para pensarmos naquela pessoa, agradecer o dom da sua vida e perceber a falta que nos faz.
O que seria do #BlogHEart sem a descontracção, a pertinência, a arte e a frescura da PM?
Parabéns querida Pi, obrigada pelo teu tempo!




O casamento não traz felicidade | Por Henrique Raposo

Henrique Raposo fala da grande maratona da vida: o Casamento, claro e pertinente: o que é o amor, o que é a entrega e o que é a paixão: vale a pena ler:


Não há casamento sem sacrifício pessoal. Os primeiros anos dos filhos, por exemplo, são anos de trincheira.O amor não é fofura, é ringue de boxe.

Pensar que o casamento é sinónimo automático de felicidade é talvez o grande erro da minha geração. O “feliz para sempre” é um equívoco, porque transforma o casamento numa sala de chuto de afectos, fofuras e sonhos. Pior: transforma o casamento real num prolongamento de um casamento idealizado ao longo do namoro. Ou seja, o “feliz para sempre” é a eternização da paixão adolescente. Um sarilho, pois o casamento é outra coisa, é uma aliança entre duas pessoas que se amam para lá dos afectos flutuantes.

Quem é casado sabe do que falo: há anos bons e há anos maus. Se pensarmos apenas na nossa emoção, no nosso prazer, na nossa realização pessoal, há momentos muito duros no casamento. Não há casamento sem sacrifício pessoal. Os primeiros anos dos filhos, por exemplo, são anos de trincheira.

A relação do casal e o próprio trabalho vão para o banco do pendura, ao volante ficam as fraldas, os banhos, as birras, as noites mal dormidas, a inexistência de férias ou viagens, etc. Mas são estas alturas sacrificiais que definem a força de um casamento. O amor não é fofura, é ringue de boxe.

Hoje procura-se a felicidade no sentido do prazer imediato e pessoal. E espera-se que o casamento seja um fornecedor desse prazer centrado no “eu”: os filmes e as séries da HBO que o casalinho vê no sofá, o sexo, as viagens que o casalinho anuncia no Facebook, os concertos e festivais de verão, etc. Sucede que o casamento não é esta passerelle.

Como diz Tiago Cavaco no livro “Felizes para Sempre e outros equívocos”, o casamento implica “abdicar de coisas que nos agradam”. O casamento não é sobre nós, é sobre os outros que nos rodeiam. Nós não casamos para sermos felizes, casamos para fazer os outros felizes. O casamento não é um espelho do nosso prazer, é um pilar de outras pessoas: é um pilar dos filhos que geramos e criamos, por exemplo. E, se é um pilar de infâncias, também é um pilar de velhices: um matrimónio também é um amparo dos sogros que se herdam.

Ora, ser este pilar implica um espírito de renúncia que é a negação perfeita da nossa cultura centrada numa felicidade entendida como prazer. É por isso que temos uma taxa de divórcio de 70%. É caso para perguntar: apenas 30% dos casados da minha geração compreendeu que o casamento é o início da vida adulta e não um prolongamento da adolescência?

Moral da história? É importante refazermos o conceito de felicidade. O casamento ensina-nos a procurar a felicidade nos outros, nos filhos que crescem, na ajuda que se dá aos sogros, na ajuda que se recebe dos sogros, nas provações que se superam em conjunto – as ânsias profissionais, o aperto na carteira, as querelas familiares, a unha do pé encravada, a quimio, aprender a lidar com o feitio do outro, etc. Se quiserem, o casamento comporta a felicidade tal como o maratonista a entende.

Quem já fez ou faz atletismo sabe do que estou a falar: correr longas distâncias não dá prazer; ver um filme, ler um livro, estar na praia, beber um vinho – tudo isto dá prazer. Mas correr 40 km não dá prazer, dá dor. Porém, quando acabamos uma corrida assim, sentimos algo que está para lá do prazer, sentimos uma força que vem do princípio do tempo, sentimo-nos abraçados por uma força que vem do tempo em que coisas ainda nem sequer tinham nome.

quinta-feira, 6 de abril de 2017

Isto também é acção cívica, participação, poder local, cidadania, rebeldia, bairrismo e democracia:

Um dos melhores jantares que tive em Lisboa foi no bairro de Carnide, pitoresco, familiar... Lisboa no seu melhor, agora juntar isso à liberdade e rebeldia dos bairristas dá-me um prazer enorme.

Hoje posso dizer: Je suis Carnide



terça-feira, 4 de abril de 2017

My body is not for sale | A prostituição é um trabalho? por Pedro Afonso

O psiquiatra Pedro Afonso falou-nos das consequências das medidas lunáticas ou ingénuos dos nossos insolentes políticos. Digamos, que ninguém melhor que um psiquiatra, para nos fazer reflectirmos sobre essas consequências:

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Já nos vamos habituando a assistir com regularidade a iniciativas legislativas, imbuídas de um certo “delírio de grandeza”, que prometem levar as massas a um caminho de felicidade e progresso. De tempos a tempos surge no palco mediático uma personagem política a proclamar, com o ardor próprio dos profetas, um pacote de medidas salvíficas destinadas a serem implementadas na sociedade. E foi o que aconteceu recentemente. De uma rajada, o Conselho Nacional do PS aprovou a legalização do suicídio assistido (eutanásia) e a criação de legislação para elevar a prostituição ao estatuto de “trabalho legal”.
Esta extraordinária hiperatividade legislativa, talvez sirva para para distrair o povo dos graves problemas que o país atravessa, mas não serve seguramente para melhorar a dignidade da vida humana. Os argumentos que suportam estas iniciativas legislativas estão repletos de eufemismos demagógicos: dignidade, liberdade individual, progressismo legislativo, etc. Mas se nos libertarmos desta “narcose demagógica”, percebemos que afinal estas medidas políticas, que nos tentam agora impingir, não servem o bem comum, nem tão-pouco irão ajudar a criar o tão desejado Paraíso terrestre.
Um dos argumentos usados para a legalização da prostituição assenta na opinião de que esta atividade deve ser considerada um trabalho; um “trabalho sexual”. Se julgarmos que a prostituição é uma atividade laboral, é legítimo que esta se legalize e que seja sujeita às regras do código do trabalho. Mas, convém sublinhar que, a prostituição não é um trabalho. A prostituição transforma o corpo de seres humanos em mercadoria transacionável, passando a ser objeto de aluguer de curta duração. A situação tem tanto de ridículo como de absurdo, já que um cliente insatisfeito com o serviço poderia usar o livro de reclamações, ou porventura pedir a devolução do dinheiro pago, alegando má qualidade do serviço.
A ideia de que a legalização da prostituição é uma forma de proteger a mulher e de lhe dar mais dignidade é falaciosa. A prostituição martiriza o corpo da mulher, corrompe a sua mente e rouba-lhe o futuro. Por razões profissionais, conheço algumas histórias de mulheres que passaram pela prostituição. Nunca escutei uma palavra que fosse no sentido de reclamar a legalização da atividade ­— essas encontram-se apenas nas cabeças de algumas luminárias políticas ­—, mas testemunhei vidas destruídas por um percurso que está muitas vezes associado ao consumo de drogas, aos abusos e maus-tratos, à perda da sanidade mental e à destruição da dignidade da pessoa humana. Por conseguinte, a legalização de uma atividade intrinsecamente má não vai fazer dela uma coisa boa ou respeitável. Do mesmo modo, a legalização do consumo das drogas não leva a que a sua utilização seja recomendável. Não serve de consolo para ninguém que um ser humano se autodestrua de forma higiénica e legal.
A iniciativa legislativa de elevar a prostituição ao estatuto de trabalho sexual revela ingenuidade política e uma grande falta de conhecimento das razões que levam as mulheres (e homens) à prostituição. Além disso, considerar a prostituição como uma via profissional seria um péssimo sinal para os mais jovens, já que são aqueles que estão mais expostos a este caminho, onde o corpo se transforma num mero instrumento de prazer sexual e nada de positivo se constrói. Os jovens ­— principalmente os provenientes de meios sociais mais desfavoráveis — ficariam mais vulneráveis aos abusos sexuais, e à manipulação por oportunistas perversos, já que passando a ser legal “vender serviços sexuais” a sua compreensão, sobre aquilo que é um comportamento ajustado, ficaria afetada por uma legislação imoral.
Vivemos uma época viciosa que, em nome da liberdade, consagra falsas virtudes. A prostituição não promove relações humanas saudáveis, fomenta uma visão distorcida da sexualidade humana, desumaniza as pessoas convertendo-as em objetos de uso, e alimenta uma cultura do descartável: “usar e deitar fora”. A legalização da prostituição é na verdade uma infâmia, configura uma desonra ao mesmo tempo que corrompe a civilização humana.

quarta-feira, 29 de março de 2017

Este tempo TEU!


----------------Tempo de AGIR----------------

(tocar para ouvir)



HEart na comunicação social | Diário Insular #16

A RAPARIGA DO SÓTÃO VOLTOU AO DIÁRIO INSULAR

No meu recomeço nas crónicas no jornal DI, inspirei-me no pensamento do Papa Bento XVI, quando numa das suas mensagens, expôs  o paradoxo da nova comunicação, dos seus meios e das suas tecnologias. 
Estes nos aproximam de quem está longe, mas também nos afastam de quem está mais perto:
Sim que coisa estranha é ser-se VIZINHOS na geração das tecnologias.

(Diário Insular | 29 de Março de 2017)


(para ler melhor clique na imagem)

terça-feira, 28 de março de 2017

O exercício de questionar

Nós portugueses temos o hábito de ler estudos, sobretudo os estudos dos nossos sociólogos da moda (confesso que uma prova do meu cansaço, é que para mim basta ouvir o nome da Maria Filomena Mónica, e fujo a 7 pés).
É importante não ficar apático perante as conclusões sociais dos dados científicos: questionar, esmiuçar e meter as ideologias à parte: as correntes utilitarista e a falta de crença na raça humana, eis as questões que devemos levantar e responder, quando se fala da crise da instituição do casamento, em território nacional: 
"O conhecimento não se reduz ao sociológico. E a ética, a filosofia ou a psicologia? Qual o sentido do casamento e da fidelidade na pessoa e na sociedade? Apenas capricho “conservador” dos tempos? Qual o lugar do casamento e da família na estabilidade emocional dos cônjuges e dos filhos? Qual o lugar da complementaridade dos sexos nesta equação? Qual, ainda, a influência do compromisso na construção do amor e do cuidado com a descendência? Que futuro queremos se já metade das crianças nascem fora do contexto de qualquer união, seja ela casamento ou outra? Que estabilidade queremos dar às famílias e às crianças?"
António Pimenta Brito, A crise do casamento em Portugal

sexta-feira, 24 de março de 2017

Marca n'Agenda: FAMÍLIAS NUMEROSAS

Como já sabemos: aqui, aqui e aqui: Chema Postigo foi para o Céu no dia 6 de Março.
Contudo Rosa quer manter os seus compromissos e virá com um dos seus filhos a Portugal. ---» Obrigada «---

Conferência no Planalto 31 Março 2017| 21.30



quinta-feira, 23 de março de 2017

Há mulheres e mulheres

Li este antigo episódio, que resume bem o que acredito: mais do que uma ida à casa de banho!!!!!

Quando vi a marcha das mulheres e a marcha pro-life, nos EUA, vi 1 país mas 2 realidades diferentes, não só 2 maneiras de pensar em confronto, mas também vi 2 maneiras de agir: ódio vs amor, ofensas vs compreensão, intolerância vs tolerância.


Entretanto se não acredita em mim:






terça-feira, 21 de março de 2017

Escolho viver | Marta d'Orey

Eu sei, eu sei que este texto já surgiu há muito tempo, vi em muitos perfis do Facebook de muitos amigos, muitos desses muitos amigos conhecem a Marta e não só partilharam o texto, como uma experiência de alegria e de fé.
Tenho ouvido tantas -como se diz na minha terra- tolices  sobre a vida e sobretudo sobre a morte, nestes debates fracturantes, por isso apeteceu-me (re)publicar o testemunho da Marta, que pelos vistos, só com 19 anos sabe muito sobre vida e sobre a morte.

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Marta d’Orey, 19 anos, estudante de publicidade e marketing no IADE. Moro no Estoril com dois pais à maneira e três irmãos menos maus. Quanto a mim, sou a balança desequilibrada do meio. Gosto: de areia quente e gelados para refrescar; de mar salgado e de ondas com caminho para passear numa prancha; de pastéis de nata com canela, queijo da ilha, da serra, e do rio, massa pizza e massapão, e chocolate de todos os tamanhos e feitios; do clique do botão de disparo de uma máquina quando o dedo manda contar histórias com imagens; de livros com cheiro a papel e palavras rabiscadas na ponta de um guardanapo.
Esta é a minha história. Não toda, mas um capítulo de mim: Em janeiro de 2016 fui para Londres fazer um ano sabático. Pus a mochila às costas porque quis enchê-la com bocadinhos de chão pra lá da porta de casa, aprender a crescer sozinha e correr pelo mundo sem me desorientar na falta de GPS. Tinha 6 meses traçados em planos. Ia conhecer pessoas, trabalhar, fazer um curso aqui e ali, ir a museus onde a arte cresce dentro de quem a olha, passear em ruas desenhadas em tijolo, beber chá e comer scones fora d’horas, fugir do céu cinzento da cidade e escalar as montanhas verdes que trepam Reino Unido acima. E, em julho, fazer uma mala mais cheia de mim, e voar até Lisboa com a certeza de ter feito casa num planisfério maior.
E voltei. Com a mesma mala a transbordar em excesso de peso, com o estômago confortado em scones e panquecas, e a lista de contactos preenchida com nomes novos. Voltei, mas deixei dias por viver com o regresso antecipado. Começou por ser só uma gripe. Depois vestiu-se de pneumonia com passe direto para um internamento de duas semanas. Comecei a perceber que alguma coisa não estava bem quando dei por mim a subir um lanço de escadas para acabar a arfar como se tivesse corrido a maratona; quando apanhava táxis em vez de andar de transportes ou mesmo quando não ia a lado algum porque o sofá era um destino mais agradável. Qual quer que fosse o nome da praga tinha o apelido de parasita porque veio para ficar.
Assim, tomei as medidas entre o certo e o errado, e o bom senso fez as malas para Portugal. Quando cá cheguei fui imediatamente internada, sem perceber bem o que se passava, e, verdade seja dita, pouco confiante de prolongar a estada para lá da primeira semana. Mas possibilidades de diagnóstico estavam contra mim e o leque de exames a fazer era infindável. Foram dias a especular suspeitas para deixar de as ter quando os resultados tornavam claro que o caminho era no sentido oposto.
E a primeira semana passou, e depois veio a segunda, a terceira e a quarta. E o nome não era mais do que “o problema”. Vários médicos o viram, vários opinaram, e poucos acertaram. Depois vinte e cinco dias riscados no calendário, saí pelas portas do hospital para encontrar uma vida totalmente diferente da que tinha deixado cá fora. Sem diagnóstico e qualquer tipo de certeza.
Era verão, mas eu tinha indicações apertadas que não me davam férias. Não podia ir à praia sozinha, mergulhar era a cuidado, o surf estava a aguardar vez, e os passeios tinham início num sinal de STOP. Cansava-me rápido, sim, mas em que parte é que o cansaço deixava de ser resposta natural do comum mortal ao estímulo físico e passava a ser a doença a falar? Onde não podia ir eu sabia, mas afinal qual podia ser o caminho? Ficar parada não era resposta.
Como nunca fui muito dada a máscaras, não me quis vestir de doença, e, por isso, brinquei aos “elásticos”. Com inteligência ora para não pisar a linha ora para não me esconder na sombra, aprendi a ser flexível quando readaptei as prioridades. Respondi à vida com jeito de cintura, e um “não” vinha sempre acompanhado de um ponto final, parágrafo, travessão. Se não podia fazer surf, podia apanhar ondas com o olhar; se não podia andar sozinha, podia estar rodeada de amigos; se não podia sair à noite, podia comer gelados ao fim do dia. Passou a ser um contrato com negociação inerente. Costumo dizer que tenho uma costela marroquina.
Entretanto, o diagnóstico continuava anónimo e, na ausência de respostas, fiz mais perguntas. Encontrei um médico que me soube falar com nexo, e me escreveu um nome que explicava a minha incompetência no que toca ao simples ato de respirar. Bronquiolite obliterante pós-infecciosa. Uma sequela da pneumonia que veio a reboque da Gripe A. Uma doença rara, difícil de apanhar em falso. Uma doença sem tratamento específico, porque os casos registados foram poucos e as estatísticas quase nulas. Uma doença que me reduziu a função respiratória a números ridículos (menos de 15%), e sugou o oxigénio que me alimentava os pulmões e os deixou rendidos ao esforço insuficiente da súplica ignorada. Uma doença que tornou o imprevisível visível num curto-circuito estremecido na escuridão apalpada às cegas, e trocou o certo garantido pelo incerto adquirido. Uma doença que me trocou as voltas e os pesos, no dia em que arrumou os livros na prateleira para dar lugar à botija de oxigênio embalada na mochila presa às costas. Uma doença que me apresentou a morte pelo nome sem me dar tempo para o “passou-bem” quando dispensei o “prazer em vê-la”. Uma doença que fez com que tivessem de me reanimar quando abrandou o ritmo do coração que me bate no peito.
A primeira resposta foi um transplante pulmonar, indicado para doentes com funções respiratórias tão comprometidas como a minha. A segunda, para fugir à primeira que não é de todo tão agradável como parece, foi um tratamento que, no meu caso, apesar de viável, não tinha qualquer expectativa de resultado fosse ele positivo ou negativo.
E, por isso, estou às cegas. À espera de dar tempo à semente para se fazer árvore, a deixar que os dias se vivam à vez e a vivê-los como se fossem os primeiros. Mas as minhas pegadas marcam-se firmes na areia deserta. O terreno é incerto, mas o caminho é feito com pés e cabeça.
Escolho escolher. Passei a saber onde posso ser agente, e onde tenho voz passiva. Aprendi que pouca é a opção que temos, para além da resposta que damos às questões que nos põem. Não decidimos se cá estamos, mas sim, como estamos. E se assim o é, eu escolho estar a 1000%. Escolho andar no hospital como se passeasse na serra de Sintra, e abrir a porta do quarto para quem se quiser juntar à festa do pijama. Escolho que a relação com os enfermeiros não tenha direito a título e se espelhe no ecrã de uma selfie enquadrada entre a palhaçada e o riso fácil. Escolho chamar “casa” às paredes brancas e “família” ao pessoal vestido de azul. Escolho brindar o pôr do Sol com amigos e conversas triviais, e abraçar a noite sem todas as certezas do mundo, mas com a sede nunca hidratada de beber mais amanhãs.
Porque tenho um metro e oitenta e sou maior do que isto; porque sou a Marta d’Orey, tenho 19 anos, sou estudante, sou a balança desequilibrada do meio, gosto do mar e de pastéis de nata, e acordo de manhã irritantemente bem-disposta para gritar ao mundo um segredo ao ouvido.... Sabem uma coisa? A vida é extraordinariamente maravilhosa. E sabem outra coisa? Não dura para sempre. E sabem que mais? É quando concebemos o fim que encontramos o nosso início.

quinta-feira, 16 de março de 2017

Tratar cada filho como se fosse único

Como já noticiamos por AQUI e AQUI  Josemaria ou Chema Postigo, partiu e deixou a sua história a sua família, deixou o seu exemplo de esperança.
Hoje lembramos novamente Chema com um texto escrito pelo pai da nossa Ni - Raul Bessa Monteiro. Vale a pena ler:





"Com uma simplicidade impressionante, e sem qualquer preocupação publicitária, um casal da Catalunha esteve de visita a Lisboa, Porto e Braga no final de 2016, para orientar conferências relacionadas com o tema “A alegria de construir famílias felizes”.

Não fora o magnífico exemplo de felicidade na família dados por Rosa Pich e Josemaria Postigo, e esta visita passaria despercebida. Parece-me no entanto que o conteúdo da mensagem que trouxeram e as experiências que apresentaram merecem divulgação.

Os Postigos, Rosa e Josemaria, têm 15 filhos vivos de 18 que nasceram. Encontram na família o ambiente propício para a sua realização como pessoas, através da ajuda mútua e da comunhão de objetivos, tarefas e interesses.

Na conferência a que assisti, Rosa, ao bom estilo feminino apurado com a origem catalã, quase monopolizou a conversa; contou histórias, anedotas e incidentes divertidos, com um bom humor e um entusiasmo contagiantes. Descreveu com graça, referindo-se à luta diária de cada um para ultrapassar as dificuldades, que Pepa, a 12ª, tem por meta rir-se pelo menos uma vez de manhã e outra à tarde, que Tomas, o 14 º, só pode fazer birra uma vez por dia, e que, quando se esgota algum produto de mercearia, na sequência da compra que é feita on line e apenas uma vez por mês, “no passa nada” se tiverem que beber o leite sem chocolate durante três ou quatro dias.

Josemaria, mais sereno, explica que não são apenas questões práticas, são formas de fortalecer a vontade, estimular o auto controle, mostrar respeito pelos outros, em suma, de se aperfeiçoarem como pessoas. É educação na sua formulação mais genuína e mais natural.

Se Rosa conta todas estas coisas com um entusiasmo indescritível, Josemaria alerta que também têm problemas, falhas e contratempos que vão resolvendo com espírito desportivo, não desanimando.

Colocando a relação conjugal no topo das suas preocupações humanas, Rosa e Josemaria têm uma disponibilidade total para os filhos. Essa disponibilidade, que tem como objetivo tratar cada filho como se fosse único, não se manifesta apenas no plano afetivo. Com esforço e dedicação de tempo e recursos, a família Postigo organiza-se com simplicidade, procurando que cada um assuma responsabilidades e tarefas concretas desde as mais tenras idades, habituando-os a não terem tudo o que querem, mesmo quando os colegas têm e exibem, articulando entre todos aspetos de melhoria geral do contexto familiar, e com cada um metas de aperfeiçoamento pessoal.

Jantam habitualmente todos à mesa. A família e os amigos ou parentes que sempre aparecem, esgotam a lotação da grande mesa redonda da sala de jantar, servindo diariamente mais de 20 refeições; um pequeno restaurante no qual se fala, se discute, se opina, e se ganha o hábito de respeitar os outros e de saber escutar.

Os mais velhos ajudam a tratar dos mais pequenos e estes, a partir do momento em que fisicamente lhes é possível, fazem as suas camas todas as manhãs, forma de aprenderem a colaborar e a assumir responsabilidades, mantendo arrumados os quartos mobilados com vários beliches de quatro camas feitos à medida para cada quarto.

Dedicar tempo, mais de qualidade do que em quantidade, um ao outro e ambos aos filhos, exige ordem, organização, desprendimento, virtudes que todos absorvem por osmose.

Como são pontuais nas entrevistas de trabalho com os professores dos filhos, vão 157 vezes por ano aos colégios.

Poderia dizer muito mais coisas sobre o que aprendi com a família Postigo. No entanto a impressão mais profunda foi causada pela extraordinária tranquilidade e serenidade com que abordam os temas da família. Mesmo o facto de já terem morrido três filhas por doença cardíaca congénita e Lolita, a 15ª, viver em risco, esperando a oportunidade de uma cirurgia que não sabem se vai chegar a tempo.

Uma família alegre, feliz, exemplar, mas normal; que enfrenta o dia-a-dia com fé, com coragem, com confiança. Rosa diz que tem um segredo. Josemaria afirma que esse segredo não é nada de especial, é apenas visão sobrenatural, generosidade e esforço por corresponder à responsabilidade de terem uma família numerosa.
Como se fosse pouco!"

Raul Bessa Monteiro
Professor da AESE Business School

quarta-feira, 15 de março de 2017

Marca n'Agenda: CURSO THOMAS MORE

[é de aproveitar]
O curso Thomas More está de volta: Filosofia, Política, Ideias, Debate, Fazer Pensar....

Mais informações clique AQUI


[literalmente] Assisted Suicide




"Em Janeiro desde ano estreou em Londres, um musical chamado : "Assisted Suicide: The Musical" (Suicídio Assistido- o musical ). O espectáculo tem vindo a receber elogios e ovações de pé, apesar do tema ser tão dramático. 
Por isso antes de assumir que é crítico da perspectiva pró-vida, saiba que a criador do musical - Liz Carr -é uma mulher que sofre de uma doença genética que a impede de se mexer, pois é uma doença que ataca os músculos, bem como provoca outras limitações. Mas apesar dessas suas limitações físicas, ela sente-se tão frustrada com a atitude agressiva da cultura promovendo o suicídio assistido, que decidiu escrever um musical para oferecer uma outra perspectiva.
Entrevistada pelo Wall Street Journal, Liz Carr ridicularizou todos os clichês que podemos encontrar em filmes e documentários típicos que promovem a agenda do suicídio assistido: "A música é sempre usada de maneira muito manipuladora. A música alimenta o nosso estado emocional. E pode dizer-lhe: 'Isto é uma tragédia e tem um caminho a optar: O objetivo é normalizar uma escolha que era impensável há uma geração, com o resultado que leva as a concluir:" Sabe, minha vida não vale a pena viver ".
Assim, em vez de organizar um debate, escrever um artigo, ou participar numa conferência, ela decidiu criar um musical onde expõe a hipocrisia e a tragédia do movimento a favor de suicídio assistido. Ela contraria a ideia de "morte com dignidade", porque nada tem a ver com dignidade."

terça-feira, 14 de março de 2017

Marca n'Agenda: Meeting Lx 2017 - 23 a 26 de Março, Campo Pequeno




São conferências, são exposições, e são encontros improváveis: o Meeting Lisboa nasceu há 5 anos e não parou desde aí. Já passou pelo CCB e este ano regressa ao Campo Pequeno, com o tema "Do amor ninguém foge".

De onde vem o tema? É o lema da APAC, uma associação brasileira de recuperação de prisioneiros sem prisões. Sim, leu bem, estes presos são livres e é assim que se sentem recuperados e voltam a tornar úteis para a sociedade, com taxas de reincidência baixíssimas quando comparadas com o sistema prisional.
Sobre a APAC, pode encontrar no Meeting uma exposição permanente e pode ouvir o seu fundador, o juiz Carlos Alexandre, dia 24 às 19h30, à conversa com Maria João Sousa Leitão (neonatologista) e Aura Miguel (jornalista da RR e presidente do Meeting).

Haverá ainda conferências sobre música, sobre política, sobre a fé. É ver o programa e aparecer - a entrada é livre.

Saiba mais em meetinglisboa.org


Métodos Naturais: é ecológico, é sem barreiras, é total, é livre e é natural. why not?

Mais uma vez a Associação Família e Sociedade apresenta o Curso de Métodos Naturais, mais uma vez o Blog HEart - sendo HEart e adepto desta incrível forma de amar- apoia e disponibiliza as informações.  Vale a pena perceber mais sobre o tema!




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A Associação Família e Sociedade vai realizar mais uma edição do Curso de Métodos Naturais de Planeamento Familiar, nos dias 25 de Março e 1 de Abril de 2017 (das 14h30 às 19h), em Lisboa - Colégio Planalto.
A inscrição inclui, para além do curso teórico: documentação, entrevista com monitor de PFN e aconselhamento durante 3 meses para reforço da aprendizagem.
Inscrição: 50 euros (Casal); 40 euros (Profissionais da área da saúde) (Se o factor económico for impeditivo para frequentar o curso, queira contactar-nos.)

Caso seja necessário alguma informação adicional poderão contactar a Associação preferencialmente por email: familiasociedade@sapo.pt ou pelo telefone 21 314 95 85.

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Planeamento familiar natural
O Planeamento familiar Natural torna o casal apto a reconhecer, pela auto-observação, em que momentos é fértil ou infértil, de modo a orientar as suas relações conjugais conforme deseja conseguir ou adiar a gravidez.
Estes métodos são totalmente inócuos pois não interferem no normal funcionamento do aparelho reprodutor da mulher ou do homem.
Estudos científicos atribuem uma eficácia teórica ao Método de Billings de 97.2% e de 99,6% ao Método Sintotérmico.
A sua eficácia pratica é elevada e tanto mais próxima da teórica se presente : motivação, aprendizagem, acompanhamento e aplicação adequada.


VANTAGENS
* Não são difíceis de aprender
* São seguros
* Não implicam despesas
* Fortalecem a relação do casal
* Estão ao alcance de todos
A Felicidade e Harmonia conjugal estão relacionadas com opções que o casal faz no campo da Regulação da Fertilidade

Vale a pena tentar!

Para saber mais, ligue-se a: AQUI, também pode ver AQUI,  a apresentação sobre Planeamento Familiar Natural. Mais informações também AQUI. Sobre o Método de Billings AQUI. Sobre o Método Sintotérmico AQUI.

Frequente o CURSO DE MÉTODOS NATURAIS DE PLANEAMENTO FAMILIAR.
Conteúdos do curso:
  • O que é a Regulação natural da fertilidade
  • Anatomia e fisiologia do aparelho reprodutor feminino e masculino
  • Indicadores de fertilidade
  • O Método Billings
  • O Método sintótermico
  • Sexualidade responsável
  • O papel do marido e da mulher

ASSOCIAÇÃO FAMÍLIA E SOCIEDADE
Facebook AQUI
Evento AQUI

IPSS - Instituição Particular de Solidariedade Social
Rua do Lumiar 78,  1750 - 116 Lisboa
Contactos:  21 314 95 85; familiasociedade@sapo.pt

aprendi uma nova palavra #5


con·fi·an·ça sf
1. Coragem proveniente da convicção no próprio valor.2. Fé que se deposita em alguém.3. Esperança firme.4. Atrevimento.5. Insolência.6. Familiaridade.

Mais ou menos isto: AQUI






segunda-feira, 13 de março de 2017

Centenário de Fátima 1917-2017

Daqui 2 meses vamos festejar a alegria, a grande Graça, que Portugal recebeu em 1917: O centenário das Aparições de Fátima.
Sabendo da importância de Fátima para Portugal e para o Mundo, o #BlogHEart vai tentar acompanhar com artigos, divulgações, iniciativas....



O #Desafio para hoje é o Estandartes de Fátima - porque não? AQUI



quinta-feira, 9 de março de 2017

Com o nosso dinheiro NÃO






Porque o fiz? Não podia explicar melhor que o Francisco Alvim, num artigo para o Observador no dia 28 de Fevereiro, por isso aqui fica - vale muito a pena ler - :

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Para muitos terá passado despercebido, mas tudo aconteceu esta semana: na segunda-feira, o Público noticiava que vários países se juntaram à campanha She Decides (“Ela Decide”) que pretende servir como um fundo para promover o aborto em todo o mundo e, em particular, nos países em vias de desenvolvimento.

A iniciativa foi lançada há precisamente um mês pela ministra do Comércio Externo holandesa, Lilianne Ploumen, e surgiu como resposta à recuperação da Mexico City Policy (“Política da Cidade do México”) imposta por Donald Trump nos Estados Unidos, que levou ao corte do financiamento concedido por este país a organizações não-governamentais internacionais que realizam abortos ou prestam aconselhamento sobre o tema.

Sem aviso prévio e evitando o debate na opinião pública, eis que a iniciativa holandesa recolheu quarta-feira mais um apoio: o de Portugal.

A fazer fé no comunicado enviado às redacções e entretanto divulgado, “o Governo português, através da Secretária de Estado dos Negócios Estrangeiros e da Cooperação, informou as autoridades holandesas do seu apoio à iniciativa global She Decides”.

Vejamos então com mais atenção o que pretende este Governo apoiar:
Em traços gerais, a She Decides apresenta-se como uma iniciativa global que quer que as mulheres em todo o mundo possam exercer o direito de decidir se querem ter filhos, quando os querem ter e com quem.

Estranhamente, a ideia de saúde sexual e o modelo de planeamento familiar propostos assentam exclusivamente no direito (dito) fundamental da mulher a matar os próprios filhos.

Esquece-se que, pelo menos na maioria dos casos – porque, infelizmente, sempre existirão excepções –, a mulher pode decidir se quer ou não ter relações sexuais, quando as quer ter e com quem. O resultado é simples: permite-se a desresponsabilização, com o intuito de evitar as consequências naturais decorrentes de uma decisão que já se encontra, à partida, na esfera da mulher. É querer decidir a posteriori o que se fez antes.

Ao invés, os esforços deveriam concentrar-se na preparação e adopção de medidas para apoiar os casos de maternidade precoce e vulnerável, bem como os abrangidos pelas excepções referidas em cima, como sejam as gravidezes resultantes de relações sexuais forçadas ou não consentidas. É aqui que o trabalho tem de ser feito.

De igual modo, a proposta negligencia em absoluto o elemento masculino, o que não deixa de ser revelador da agenda ideológica por detrás de tal narrativa. Não fará mais sentido investir na formação em modelos de paternidade responsável, envolvendo globalmente as populações e membros de ambos os sexos? Ou será que só as mulheres é que têm direitos? E os direitos das crianças?

Por outro lado, convém esclarecer que a promoção do aborto seguro apenas leva uma ideia de relativa segurança à mãe que decide matar o seu filho. Para o ser indefeso que morre, não só se trata de um procedimento pouco seguro e doloroso como significa um vil ataque ao seu direito – esse, sim, fundamental – à vida. E as consequências psíquicas e físicas para a mulher que aborta?

Quanto ao apoio do Estado português, importa perceber se se trata apenas de apoio moral ou se há dinheiro dos contribuintes envolvido nesta simpatia lusitana. É que, mais do que granjear apoios políticos, o fundo She Decides tenciona angariar avultadas quantias para suprir as necessidades de organizações afectadas pelo recuo do financiamento americano. Se for o caso, com quanto pretende o Estado português contribuir? E nesse cenário, como será feito o controlo da aplicação desse dinheiro?

Os nossos impostos não podem servir para matar inocentes lá fora, além dos que já morrem cá dentro com medidas idênticas. Nem pode isso ser imposto aos portugueses por um governo minoritário e sem mandato para o efeito, já que – com excepção do fim das taxas moderadoras para quem recorre a aborto em Portugal – o programa de governo do PS não continha uma única palavra sobre este tema.

Já sabemos que vários países apoiam a iniciativa. E sabemos que muitos deles o fazem com uma intenção clara: para retaliar perante a tomada de posição de Trump. Sendo esse o caso, e numa fase em que a situação geopolítica mundial atravessa um período tão interessante quanto difícil, quererá o Estado Português ficar associado a um protesto internacional contra um presidente democraticamente eleito? Há coisas em que não convém mesmo ser uma maria vai com as outras.

Ou será que estamos perante mais um caso de favor à cartilha ideológica imposta por uma certa esquerda que vive agora deslumbrada com o poder? Será este o preço a pagar a Catarina Martins pela conivência hipócrita do Bloco de Esquerda no caso da CGD e dos SMS de Centeno? Se assim for, é triste, mas é o irónico desgoverno que temos: ela decide; ele sujeita-se.

Em qualquer dos casos, Costa não fica bem na fotografia. E isto é tão mais grave quando estamos a falar daquela que devia ser a primeira preocupação de qualquer estado de direito democrático: a defesa da vida.


quarta-feira, 8 de março de 2017

Dia internacional da mulher | O MUNDO PRECISA DE TI


"El mundo será lo que ellas sean" decía la professora Burggraf y sirve para recordar que hombre y mujer tienen la misma dignidad e idéntico compromiso de construir la sociedad y la familia.

segunda-feira, 6 de março de 2017

Chema Postigo


Conhecíamos a família das “1.300 bolachas por mês” pelas notícias da imprensa mundial – e para nós só isso bastava para os chamarmos de heróis.
Rosa Pich e Josemaria (Chema) Postigo, casal de Barcelona, 18 filhos, muitos deles nascidos com uma cardiopatia congénita, 2 tinham morrido pequenos, no espaço de 4 meses, e a filha mais velha morreu inesperadamente em 2012, com 22 anos, na sequência de uma intervenção médica de rotina.
No Verão passado tivemos o privilégio de fazer umas férias formativas com famílias de vários países, e a Rosa e o Chema foram os nossos anfitriões – e vizinhos do lado. Já tinha passado uns dias, em pequena, naquele mesmo lugar, e tinha sido inesquecível. Desta vez, foram dias de sonho. A Rosa e o Chema especializaram-se em Orientação Familiar, seguindo os passos de gigante dados nesta área pelo pai de Rosa, Rafael Pich.
Mas a verdadeira orientação familiar que nos deram veio do dia-a-dia que partilharam connosco – a Rosa, sempre muito bonita, com uma alegria contagiante – as gargalhadas únicas - e uma capacidade incrível de tornar tudo mais simples e mais fácil. O Chema, que sempre parecia ter todo o tempo do mundo para nós. A voz calma, a serenidade, o sorriso pronto. As atividades tão bem planeadas – com logísticas complexas, com muitas famílias numerosas.
À porta da sua casa, no passeio, carrinhos, cadeiras de papa, camas e berços, para quem precisasse durante aqueles dias – bastava passar por lá e levar, apenas deixando um papel com a indicação de quem tinha levado o quê. Os filhos tão bem educados e tão felizes – se nos vissem a chegar das compras, prontamente ajudavam a trazer os sacos e a arrumar as coisas; nas nossas formações eram quem fazia o babysitting – sem que fosse preciso pedir, tudo funcionava porque os filhos antecipavam-se às necessidades, e isto vinha do exemplo da lógica amor-serviço destes Pais que, com uma sobrenaturalidade discreta, mas vivida, traziam o extraordinário ao quotidiano, amando a Vida e a Família incondicionalmente.
Estamos muito gratos à Virgem de Torreciudad por este encontro maravilhoso que mudou para sempre as nossas vidas – chegámos a Portugal absolutamente renovados.
Ficou a amizade, e mantivemos o contacto, trocando mails com frequência. A última vez que estivemos juntos foi na conferência dada pela Rosa e pelo Chema no colégio S. João de Brito para apresentar o livro de Rosa Como ser feliz com 1,2,3…filhos?.
Nestas duas semanas tudo aconteceu muito depressa e, apesar da incredulidade e da comoção inevitável, consola-nos saber que o Chema a partir de hoje está no Céu, reunido com 3 dos seus filhos. Nada do que for dito ou escrito será suficiente para descrever o legado desta Família.
Dizia-nos a Rosa que hoje em dia formamo-nos para tudo, tiramos a licenciatura, o mestrado, o doutoramento nas mais variadas áreas, para fazer mais e melhor. Assim também deve ser naquilo que é mais importante na vida: a Família. Podemos aprender como educar melhor os nossos filhos, e ainda mais importante, como amar mais o nosso marido/mulher. Porque este amor é a pedra angular da Família, e a Rosa e o Chema serão sempre um modelo do verdadeiro amor conjugal, que tudo crê, tudo espera, tudo suporta – e tudo alcança, porque o Céu é o limite!

Catarina e Miguel Nicolau Campos

6 de Março de 2017


Como ser Feliz | Rosa e Chema Postigo

Para comprar o livro: AQUI
Quando li o livro "como ser feliz com 1, 2, 3... filhos?" delicie-me com esta família de 18 filhos! Fiquei impressionada com tamanha generosidade, e, rapidamente fui conquistada pelos Postigo's.
De facto são imagem de uma batalha, uma contradição ao egoísmo, uma esperança no mundo actual.
Hoje soubemos a que o Chema - o pai - partiu, depois de uma rápida e fulminante doença, e, esta família, mais uma vez, voltou a ser um exemplo, de fé, de crença de entrega.
Obrigada!






Quer ter uma relação para a vida? Esqueça as flores | Nadim Habid


O professor Nadim Habid, no Jornal Económico, faz uma correlação entre relações familiares/negócios. 

A importância da normalidade, das pequenas coisas e da.... surpresa.
Vale a pena assistir à aula de 2 minutos.
--AQUI--


quinta-feira, 2 de março de 2017

[40] Prepare yourself

Os 40 dias começaram ontem.
Porquê Quaresma?
----aqui----
Recursos
----aqui----


5 conselhos de São Josemaria

"ajuntar-se?"

"Devem ir morar com o vosso namorado? Parece uma boa ideia porque querem conhecer mesmo bem a pessoa antes de lhe entregar a vossa vida. A maior parte dos namorados que vivem juntos e pensam casar vêem este esquema como uma boa maneira de experimentar, uma forma de terem a certeza de que são compatíveis antes de darem o nó. Afinal de contas, quem é que quer passar por um divórcio?"


quarta-feira, 1 de março de 2017

a ambição é o Céu



Depois desta pausa - no blog -  fiquei mas velha.
20/2 com 30+1: Não são só números, são dias... anos.

Quando faço anos gosto de pensar:
Enquanto criança onde é que eu me imaginava aos 31's? 
Para a littel Dita o que seria o seu futuro? 
Onde estaria agora?

Não estou a gerir as minhas quintas com cavalos, entretanto até o meu hamster já morreu, não casei com o príncipe nem com nenhum herdeiro da família Onassis, mesmo assim ainda continuo a gostar de homens com óculos extravagantes e chapéus de Panamá. Não sou médica, não tenho filhos, nem o veleiro para dar a volta ao mundo quando me reformar, não fui viver 1 ano para África - só lá estive 3 Verões, conta? - Não tenho a minha casa ao pé do mar, nem sobrevivo da minha horta biológica, não fui presidente da câmara nas Flores, nem faço mergulho depois do pequeno almoço.... 

Mas, o facto de não ser aquilo que pensava ser, não invalida o ser feliz: estou realizada com o que construí nestes últimos dias... e anos.
Gosto deste exercício, porque faz-me pensar, faz-me pensar que nós em crianças não temos noção do futuro, misturamos a criatividade com a imaginação, não lembramos da crise, da falta de dinheiro, do IVA, do desemprego ou dos próprios limites da liberdade.... como é bom não ter noção de tudo isso.

Tenho imenso orgulho no que construí nestes últimos anos, não fiz aquilo que imaginava fazer, mas fiz coisas espectaculares, incríveis, que foram pequenas, simples, do quotidiano... e sobretudo sou feliz ao lado de gente muito boa. 
Dou graças, graças a Deus por tudo, cada dia, cada segundo, por não ser prefeito, por ter que lutar e pelas dificuldades. Mas agora peço-Lhe um coração grande, um coração feliz, um coração que saiba amar, um coração de criança, sem limites, para nunca desistir dos sonhos, mesmo os que são mais irreais como abrir a minha própria gráfica.

Como diria a minha grande amiga, que imigrou ontem: "Olhos na meta!"

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017

terça-feira, 7 de fevereiro de 2017

Magna Cum Laude

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Hoje ao abrir a minha agenda, sim tenho uma agenda à moda antiga, percebi que faz 3 anos da entrega da minha tese de mestrado. Não foi nada de extraordinário, nada de especial, mas fui eu que fiz, e, digamos, eu não sou propriamente uma pessoa expedita, sou só dita! Um trabalho feito e sustentado com a saudade: é o que faz uma açoriana em Lisboa! Sim houve lágrimas, mas houve muita amizade... Ao reler os agradecimentos, não podia não partilhar aqui.... e voltar a encher o coração de muita gratidão, por cada amigo, por toda a família.

Aqui fica um pouco da minha soberba:






Desculpe, mas agora tenho que desligar! | Laurinda Alves




Nos primeiros anos importa saber dizer não, sem a tentação imediata e recorrente de compensar os filhos pelas ausências mais ou menos prolongadas, pelas separações ou divórcios. Todos os pais querem ser amados e respeitados pelos seus filhos, mas os filhos querem exactamente o mesmo: amor e respeito. Acontece que mais facilmente obtêm amor que respeito. Mesmo os bons pais – diria mesmo os melhores pais do mundo – têm alguma dificuldade em encontrar um ponto de equilíbrio relativamente ao respeito que devem aos seus filhos. Podem pensar que exagero, mas infelizmente a realidade prova o contrário. De que forma? Já veremos.

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017

(ouvindo no café #23)

Sabem aquele tipo que é assaltado e o assaltante obriga-o a pagar por o ter assaltado?
Foi assim que me senti, quando li isto:




domingo, 5 de fevereiro de 2017

Estilos de vida e Felicidade! Comportamentos.

Não há ser humano que não deseje a felicidade. Mas nem todos estão de acordo quanto ao significado exato dessa palavra, que tem sido analisada há séculos por escritores, filósofos, teólogos, cientistas.

Platão vinculava a felicidade com a justiça e a temperança. Para o dramaturgo russo Anton Chekhov, a felicidade “é uma recompensa que é dada àqueles que não a buscam”. Já o filósofo Baruch Spinoza considerava que “o amor de Deus é a felicidade e a bem-aventurança suprema do homem”.

O que sabemos é que certos comportamentos humanos podem ser indicativos de bem-estar interior. A ciência tem tentado entender, especialmente nos últimos anos, quais são os estilos de vida que facilitam essa condição. As pesquisas realizadas até agora só podem sugerir algumas correlações, mas, com base nelas, o site Business Insider destaca 9 comportamentos que ajudam o ser humano a alcançar a felicidade:






1. Cultive relacionamentos saudáveis
Um estudo da Universidade de Harvard monitorou centenas de homens durante mais de 70 anos e descobriu que os mais felizes (e saudáveis) eram os que tinham investido tempo de qualidade nos seus relacionamentos.

2. Dê mais valor ao tempo que ao dinheiro
Vários estudos apontam que as pessoas que se consideram felizes tendem a valorizar mais o tempo que o dinheiro.


3. …Mas dê ao dinheiro o seu peso certo
Os mesmos estudos mostraram que ter dinheiro suficiente para cobrir sem grandes tensões as despesas principais (alimentação, moradia, contas…) está intimamente ligado ao bem-estar interior.




4. Aproveite as coisas simples da vida!
Tendem a levar uma vida mais gratificante as pessoas que desaceleram para desfrutar de momentos prosaicos que tornam o dia mais agradável, como descansar uns minutos ao sol, contemplar as flores, sentar na grama…



5. Pratique atos de gentileza
Dar uma carona a um amigo, participar de trabalhos voluntários, ajudar os outros: pesquisas mostram que as pessoas generosas são mais felizes. Sim, a generosidade é um estilo de vida!

6. Cuide do seu corpo
Vários estudos têm demonstrado que o exercício e a alimentação saudável tendem a afastar a depressão.

7. Aprecie mais as experiências do que os bens materiais
Numerosas pesquisas confirmam que usar o próprio dinheiro para permitir-se experiências saudáveis e edificantes em vez de acumular coisas materiais gera uma vida mais feliz.

Adicionar legenda


8. Aprenda a viver o presente
As pessoas que vivem cada jornada com plena consciência e com uma saudável 
visão espiritual da vida desfrutam de maior bem-estar interior.



9. Passe tempo com os amigos
Vários estudos observaram forte ligação entre amizades saudáveis e felicidade. As pessoas com quem convivemos, especialmente se elas próprias são felizes, têm impacto dramático em nosso humor e bem-estar interior!




















Retirado na íntegra do Aleteia Brasil