quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017

terça-feira, 7 de fevereiro de 2017

Magna Cum Laude

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Hoje ao abrir a minha agenda, sim tenho uma agenda à moda antiga, percebi que faz 3 anos da entrega da minha tese de mestrado. Não foi nada de extraordinário, nada de especial, mas fui eu que fiz, e, digamos, eu não sou propriamente uma pessoa expedita, sou só dita! Um trabalho feito e sustentado com a saudade: é o que faz uma açoriana em Lisboa! Sim houve lágrimas, mas houve muita amizade... Ao reler os agradecimentos, não podia não partilhar aqui.... e voltar a encher o coração de muita gratidão, por cada amigo, por toda a família.

Aqui fica um pouco da minha soberba:






Desculpe, mas agora tenho que desligar! | Laurinda Alves




Nos primeiros anos importa saber dizer não, sem a tentação imediata e recorrente de compensar os filhos pelas ausências mais ou menos prolongadas, pelas separações ou divórcios. Todos os pais querem ser amados e respeitados pelos seus filhos, mas os filhos querem exactamente o mesmo: amor e respeito. Acontece que mais facilmente obtêm amor que respeito. Mesmo os bons pais – diria mesmo os melhores pais do mundo – têm alguma dificuldade em encontrar um ponto de equilíbrio relativamente ao respeito que devem aos seus filhos. Podem pensar que exagero, mas infelizmente a realidade prova o contrário. De que forma? Já veremos.

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017

(ouvindo no café #23)

Sabem aquele tipo que é assaltado e o assaltante obriga-o a pagar por o ter assaltado?
Foi assim que me senti, quando li isto:




domingo, 5 de fevereiro de 2017

Estilos de vida e Felicidade! Comportamentos.

Não há ser humano que não deseje a felicidade. Mas nem todos estão de acordo quanto ao significado exato dessa palavra, que tem sido analisada há séculos por escritores, filósofos, teólogos, cientistas.

Platão vinculava a felicidade com a justiça e a temperança. Para o dramaturgo russo Anton Chekhov, a felicidade “é uma recompensa que é dada àqueles que não a buscam”. Já o filósofo Baruch Spinoza considerava que “o amor de Deus é a felicidade e a bem-aventurança suprema do homem”.

O que sabemos é que certos comportamentos humanos podem ser indicativos de bem-estar interior. A ciência tem tentado entender, especialmente nos últimos anos, quais são os estilos de vida que facilitam essa condição. As pesquisas realizadas até agora só podem sugerir algumas correlações, mas, com base nelas, o site Business Insider destaca 9 comportamentos que ajudam o ser humano a alcançar a felicidade:






1. Cultive relacionamentos saudáveis
Um estudo da Universidade de Harvard monitorou centenas de homens durante mais de 70 anos e descobriu que os mais felizes (e saudáveis) eram os que tinham investido tempo de qualidade nos seus relacionamentos.

2. Dê mais valor ao tempo que ao dinheiro
Vários estudos apontam que as pessoas que se consideram felizes tendem a valorizar mais o tempo que o dinheiro.


3. …Mas dê ao dinheiro o seu peso certo
Os mesmos estudos mostraram que ter dinheiro suficiente para cobrir sem grandes tensões as despesas principais (alimentação, moradia, contas…) está intimamente ligado ao bem-estar interior.




4. Aproveite as coisas simples da vida!
Tendem a levar uma vida mais gratificante as pessoas que desaceleram para desfrutar de momentos prosaicos que tornam o dia mais agradável, como descansar uns minutos ao sol, contemplar as flores, sentar na grama…



5. Pratique atos de gentileza
Dar uma carona a um amigo, participar de trabalhos voluntários, ajudar os outros: pesquisas mostram que as pessoas generosas são mais felizes. Sim, a generosidade é um estilo de vida!

6. Cuide do seu corpo
Vários estudos têm demonstrado que o exercício e a alimentação saudável tendem a afastar a depressão.

7. Aprecie mais as experiências do que os bens materiais
Numerosas pesquisas confirmam que usar o próprio dinheiro para permitir-se experiências saudáveis e edificantes em vez de acumular coisas materiais gera uma vida mais feliz.

Adicionar legenda


8. Aprenda a viver o presente
As pessoas que vivem cada jornada com plena consciência e com uma saudável 
visão espiritual da vida desfrutam de maior bem-estar interior.



9. Passe tempo com os amigos
Vários estudos observaram forte ligação entre amizades saudáveis e felicidade. As pessoas com quem convivemos, especialmente se elas próprias são felizes, têm impacto dramático em nosso humor e bem-estar interior!




















Retirado na íntegra do Aleteia Brasil 







Dieta à luz artificial!


There isn't much we won't do for more sleep, but the latest research is suggesting something pretty unexpected. A study found that people who spent a weekend camping in the Rocky Mountains in Colorado fell asleep around two and a half hours earlier than they normally did at home, reaching close to ten hours of sleep a night. 


The reasoning for this is pretty simple, and it's something we've heard over and over again: technology. Living in the modern world means constant exposure to not just artificial light, but also our phones. When five colleagues aged 21 to 39 went on a six-day camping trip, they left all their gadgets behind. Instead, their days were dictated by sunlight (or lack thereof), and the light of their fires. Turns out, this totally fixed their internal clocks.

"Our modern environment has really changed the timing of our internal clocks, but also the timing of when we sleep relative to our clock," Kenneth Wright, lead contact of the study and director of the sleep and chronobiology lab at the University of Colorado in Boulder, told The Guardian. "A weekend camping trip can reset the clock rapidly."

There were other benefits, as well. Monitors found that the campers were more active during the days and exposed to light levels thirteen times higher than they were at home. Plus, the perks of this new sleep cycle followed them back home, with their bodies continuing to prepare themselves for sleep two and a half hours earlier. 

Wright replicated the study in the summer, with a few tweaks, and found similar results. 

But if you're not an outdoorsy person, you don't need to force yourself camping in order to get extra shut-eye.

"We know we don’t have to go camping to achieve these benefits," Wright told The Guardian. "If our goal is to have people sleeping at reasonable times so they’re not asleep at work and school, there are things we can do in our daily lives. We would recommend getting more natural sunlight, and that could be starting the day with a walk outside, or bringing more light indoors if you can, or sitting by a window. As important, though, is to dim the lights at night."


Now, it's time for a nap.



Tirado de .:refinery29:.



Por mais escura que seja a noite…amanhã é outro dia

Uma história de esperança


Fundação Calouste Gulbenkian conta história de jovem açoriano em livro
"A história de Josselino “é simples”, refere Rui Drumond, do Centro de inclusão juvenil da Cáritas da ilha Terceira, pois é a história “infelizmente de tantos jovens a que a escola não soube ser a resposta e as dificuldades familiares e pessoais arrastou para o mundo do trabalho sem qualificações”.
“Esta é de facto uma história bonita porque acaba bem e o Josselino conseguiu depois de muitas dificuldades agarrar esta oportunidade com um percurso ascendente”, refere o responsável da Cáritas."

Miúdas que não sabem o que oferecer aos seus Miúdos:


Made in Portugal

sábado, 4 de fevereiro de 2017

Só a mim ninguém me paga

"Manuel Abrantes" ou António Peixoto, do "Câmara Corporativa", cúmplice de gente como Fernanda Câncio, João Galamba ou Pedro Anão e Silva, pago para insultar, atacar e perseguir todos os que não se vergavam ao poder de Sócrates e companhia.


sexta-feira, 3 de fevereiro de 2017

Estado d' educação

Das muitas discussões que a gerigonça nos encaminha, há uma que me é muito amada: a Educação. Não escrevi muito sobre o tema, na altura mais polémica, não foi por falta de argumentação, simplesmente não me apeteceu entrar na transvertida argumentação: Ricos vs Pobres, Betos vs Bairro, Colégios vs Escola Pública.... etc.. etc.. 

O preconceito já é velho, mais ou menos desde o século XVIII com o nosso caríssimo Marquês de Pombal,  quando expulsou "delicadamente" os Jesuítas...

Assim foi determinado o conceito "escola estado", perdão queria dizer "escola pública", como o melhor para "os pobres".



Mas vamos falar de outro assunto, a ideologização da escola do estado,  perdão queria dizer escola pública:

O Livro de Valter Hugo Mãe: "O nosso reino"  foi proposto como leitura, no Plano Ideologização de Leitura, perdão queria dizer no Plano Nacional de Leitura, para o 3º ciclo, sim aqueles meninos de 13 anos - super maduros - foram recomendados a ler  "O nosso reino" .
Atenção, nada contra o Valter Hugo Mãe (bro continuamos amigos, na boa!)

Mas o facto é que o livros não só tem vocabulário improprio, como possui apuradas passagens obscenas, perdão queria dizer passagens de "muito amor humano".

Assim deu-se a polémica, porque houve uns pais de uma escola do estado, perdão queria dizer escola pública, mas atenção é daquelas escolas, que apesar de serem públicas estão cheias de betos ricos, (sim o Liceu Pedro Nunes!) que se manifestaram, vejam lá em favor da liberdade de educação, (no meu ver estes pais esticaram completamente a corda, agora pedir liberdade de educação, mas afinal quem é que escolhe a escola? Volta Sebastião José de Carvalho e Mello, AKA Marquês de Pombal, ainda há aqui uma "espécie de Jesuítas" à solta! Agora falar de liberdade de educação ai.... calou....)

Claro que logo a seguir vieram os defensores da escola do estado, perdão queria dizer da escola pública, que são os defensores de todas as liberdades, menos da liberdade de educação, adjectivando de hipócritas estes pais: "já se sabe que os meninos com 13 anos dizem palavrões, falam de prostitutas e daquela tia que é uma pegazinha.... agora não podem ler o Valter Hugo Mãe? Hipócritas!"

Tenham juízo.

Por fim, quando eu achava que já tinha chegado ao meu ponto máximo de desconfiança, que não podia aumentar mais o meu medo em relação ao ensino em Portugal, veio a resposta, que me deixou extremamente assustada, malta eu não estou acostumada a ver filmes de terror: tanta "competência", tanta "dedicação" e  tanto "profissionalismo"  destes "reguladores" da escola do estado, perdão queria dizer da escola pública, pois afinal isto tudo não passou de um lapso, agora cá ideologização... Vejam lá foi um lapso informático!




Fim da história, e estes incompetentes, que estragam o nosso ensino, comprometendo as nossas gerações futuras, continuam no corno, perdão queria dizer no topo dos nossos órgãos administrativos. 
Revoltai-vos pais, os filhos são vossos, não são filhos (para não usar o vocabulário do livro em questão) do Estado!

Temo muito esse lápis azul, perdão queria dizer esse lápis cor-de-rosa e tenho sérias duvidas, que os reguladores do Plano Ideologização de Leitura, perdão queria dizer no Plano Nacional de Leitura, lêem os livros em questão ou somente lêem aquela critica publicada no final da "Revista Única" do Expresso.


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Imagens publicadas num Facebook, de uma mãe autoritária, que acredita na liberdade de educação:









Silêncio de Martin Scorsese (V)

Ontem fui ver o - mais que esperado - Silêncio. Acho que ainda estou a digerir o filme, de facto é impossível ficar indiferente, de facto é impossível não ficar incomodado, de facto é impossível não sentir nada em relação ao filme, talvez isso explique os tantos artigos de opinião.... 
Ontem fui ver o filme, mas hoje ainda estou a processar...            
~~~
 /// Loading na minha cabeça \\\




Mas sim, agora sim, posso escrever as minhas própria palavras, as minhas próprias conclusões. Só preciso de parar o Loading e de ter tempo.
Podem aguardar! Não será surpreendente, não será diferente daquilo que já lemos, que já sentimos, mas será a minha visão...

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2017

Silêncio de Martin Scorsese (IV)

Parece que hoje vou finalmente ver o filme de Martin Scorsese, o Silêncio, depois de muito barulho. Também foi hoje. que o Padre Gonçalo Portocarrero escreveu a sua crónica acerca do filme, e, como sempre, brilhante, histórico, incisivo, directo, um pouco ao estilo tomista, o Padre Gonçalo faz um retrato do que é essencial e do que é verdadeiramente fé (indissolúvel do Amor de Deus).




Os sete pecados capitais do romance de Shusaku Endo e do filme de Martin Scorcese, segundo a doutrina e a moral católicas, pecados que decorrem de contradições com princípios básicos da fé cristã.
O filme ‘Silêncio’ tem certamente muitas qualidades cinematográficas, mas também tem, pelo menos, sete pecados capitais. Não os clássicos, mas os que decorrem das contradições entre o seu argumento e alguns princípios básicos da fé cristã e da moral católica.
O argumento do filme, inspirado no homónimo romance de Shusaku Endo, poder-se-ia resumir numa frase: por caridade, seria justificável a apostasia, ou seja, a rejeição da fé. Nalguns casos, o martírio, que é a vitória da fé, deveria ceder ante o imperativo da caridade: não seria virtuosa a morte que arrastasse consigo a vida de seres inocentes. Num contexto de uma eventual perseguição, poderia ser até meritória a apostasia, como expressão de um amor desinteressado, porque o mártir poderia ser, em última análise, um orgulhoso que, para garantir a sua própria glória, permitiria a tortura e morte de fiéis inocentes. Pelo contrário, o cristão autêntico seria o que, por amor aos outros – não é a caridade a principal virtude cristã?! – se disporia até a renegar a sua fé, mesmo sabendo que, desse modo, pecaria gravemente e, portanto, comprometeria a sua salvação.

Este é, grosso modo, o argumento de ‘Silêncio’, o romance de Shasaku Endo que Martin Scorcese realizou como filme. Mas, esta tese é aceitável segundo os ensinamentos da fé cristã e da moral católica? Não parece, à conta dos sete pecados capitais deste ensurdecedor ‘Silêncio …
1. O primeiro pecado capital de ‘Silêncio’ é, precisamente, a contradição que estabelece entre a fé e a caridade cristã, insinuando que, nalgum caso, pudesse ser necessário negar a fé para salvaguardar a caridade, ou seja, apostatar por amor. Uma tal suposição contraria a noção de martírio cristão, que não é, como se pretende fazer crer, um acto de orgulhosa afirmação pessoal, mas um acto supremo de caridade cristã: “ninguém tem maior amor do que quem dá a vida pelos seus amigos” (Jo 15, 13). São Paulo ensina que a morte mais cruel, sofrida pela fé, mas sem amor, não só não é martírio como não teria, em termos cristãos, nenhum valor: “ainda que eu (…) entregue o meu corpo para ser queimado, se não tiver amor, de nada me aproveita” (1Cor 13, 3). O mártir não antepõe a sua salvação e glória eterna ao bem dos outros mas, imitando Cristo, oferece a sua vida pelos seus irmãos e pelo bem das suas almas. Mesmo sendo, em termos humanos, inglória a morte do mártir, a Igreja sempre considerou que o martírio nunca é um acto egoísta, nem em vão, porque o sangue dos mártires é sementeira de novos cristãos.

Note-se que, antes de Cristo, o povo judeu já tinha esta convicção: a mãe dos sete irmãos macabeus exorta-os a permanecerem fiéis até à morte, pois seria desonrosa a sua apostasia, não só para eles, mas também para a sua família e para todo o povo de Deus. Quando as autoridades pedem à piedosa mãe que, pelo menos, evite a morte do último filho que lhe resta, aquela santa mãe que, “cheia de nobres sentimentos, juntava uma coragem varonil à ternura de mulher” (2Mac 7, 21), anima-o a permanecer fiel até à morte: “Não temas, portanto, este carrasco, mas sê digno dos teus irmãos e aceita a morte, para que, no dia da misericórdia, eu te encontre no meio deles” (2Mac 7, 29). A sua cedência seria sempre, mesmo naquele contexto tão doloroso, uma ignominiosa traição e, ao invés, a sua fidelidade até à morte, a melhor expressão da sua caridade, também para com os seus irmãos e a sua mãe, que por isso o anima a abraçar o martírio.

2. O segundo pecado capital de ‘Silêncio’ é a suposição de que um acto, em si mesmo mau, poderia não sê-lo num determinado contexto. Ou seja, mentir ou apostatar seriam justificáveis em legítima defesa, ante uma agressão injusta e brutal. É nesta contradição que radica o relativismo do argumento porque, segundo a moral cristã, uma acção intrinsecamente má não pode deixar de o ser, mesmo se for um meio para alcançar um bem maior. Não se pode matar um ser humano inocente, nem apostatar, mesmo que seja para salvar outras vidas.

3. O terceiro pecado capital radica na suposta independência entre os actos de um sujeito e a sua fé, ou seja, um crente poderia externamente apostatar, sem contudo negar a fé no seu interior. Mas não se pode restringir a afirmação da fé a uma mera atitude interior, porque é pelas obras que se conhece a verdadeira fé.

A cena final deste filme sugere, com efeito, que a apostasia poderia, na realidade, não ter afectado a verdadeira fé do apóstata, porque este, embora exteriormente tivesse publicamente repudiado a sua condição cristã, no seu íntimo continuaria a ser católico, mesmo vivendo em aberta contradição com a sua fé. Mas, seria cristã uma tal contradição entre as obras exteriores e as convicções íntimas?!

É óbvio que essa duplicidade, se consciente e voluntária, não é compatível com a fé cristã que, mais do que acreditar numas determinadas verdades, exige uma vivência de acordo com esses princípios, que o são precisamente porque têm correspondência com a prática. Portanto, não é católico quem diz que o é, mas quem procura viver como tal. Em caso de contradição entre a fé e as obras, é pelas obras que se há-de conhecer a fé e não o contrário: “de que aproveita, irmãos, que alguém diga que tem fé, se não tiver obras de fé? Acaso essa fé poderá salvá-lo? (…). Assim também a fé: se ela não tiver obras, está completamente morta. Mais ainda: poderá alguém alegar sensatamente: Tu tens a fé, e eu tenho as obras, mostra-me então a tua fé sem obras, que eu, pelas minhas obras, te mostrarei a minha fé. Tu crês que há um só Deus? Fazes bem. Também o crêem os demónios, mas enchem-se de terror. (…) Assim como o corpo sem alma está morto, assim também a fé sem obras está morta” (Tg 2, 14. 18-19. 26).

4. O quarto pecado capital tem que ver com o silêncio propriamente dito, que serve de título ao romance e ao filme correspondente. Na realidade, é quase blasfema a afirmação de que Deus se mantém silencioso quando os padres Ferreira e Rodrigues se enfrentam com um doloroso dilema, porque eles sabem muito bem qual a resposta de Deus a essa sua dúvida. Com efeito, Deus fala pela Sagrada Escritura, Deus fala pela sagrada tradição, Deus fala pelo magistério da sua Igreja, Deus fala pela oração, Deus fala pela obediência do religioso ao seu superior, Deus fala ainda pela voz da recta consciência. Mais do que silêncio de Deus, haveria que falar da surdez dos homens que não querem ouvir a sua voz, ou da sua fraqueza para cumprirem os seus mandatos.

Imputar, a um hipotético silêncio divino, a culpa pela apostasia do missionário é tão absurdo como seria despropositado que um assassino se desculpasse do crime que realizou, dizendo que não ouviu nenhuma voz do alto proibindo-o de matar …

5. O quinto pecado capital de ‘Silêncio’ é a sua tentativa de apresentar a religião católica como um produto ocidental que se opõe à tradição e cultura nipónica, como se os missionários, com o pretexto de evangelizar, no fundo fossem colonizadores, ou agentes de um certo imperialismo cultural. Neste sentido, a reacção das autoridades japonesas seria, em primeiro lugar, patriótica e, neste sentido, pelo menos compreensível, se não mesmo louvável.

Ora o Cristianismo não pertence, em regime de exclusividade, a nenhuma cultura ou tradição mas, como verdade que é, faz parte do património universal da humanidade. Seria absurdo considerar que a evangelização da Europa foi, na realidade, uma acção colonialista oriental, só porque os cultos pagãos europeus foram substituídos pela crença judaico-cristã, de origem asiática. Toda a verdade, nomeadamente a fé cristã, não é de nenhum povo em particular mas, como a ciência, é património de toda a humanidade: é por isso que a Igreja é católica, ou seja, universal.

Em cada país, a fé cristã adapta-se perfeitamente aos usos e costumes locais, desde que sejam moralmente lícitos. Diga-se de passagem que nesse processo, nem sempre fácil, de inculturação da fé, os jesuítas realizaram um trabalho admirável, nomeadamente no Extremo Oriente.

6. O sexto pecado capital de ‘Silêncio’ é o que decorre da metodologia adoptada para o tratamento cinematográfico, mesmo que ficcionado, de uma determinada realidade histórica. Com efeito, a dificílima evangelização do Japão é uma das páginas mais heroicas da história da Igreja Católica e da Companhia de Jesus: ao referi-la pela perspectiva da apostasia de uns poucos, ofende-se a memória dos muitos que foram verdadeiros heróis. A apostasia de alguns foi a excepção à regra do martírio de tantos: recordem-se, por exemplo, São Paulo Miki e os seus companheiros mártires.

É verdade que o Padre Cristóvão Ferreira apostatou e não foi o único, mas contar a evangelização do Japão por esse prisma é tão incongruente como seria injusto expor a acção heroica dos 40 conjurados que restauraram a independência nacional, em 1640, pelo prisma do traidor Miguel de Vasconcelos …

7. O sétimo pecado capital de ‘Silêncio’ é confundir apostasia com apóstatas, transferindo o perdão e compreensão de que os apóstatas, como quaisquer outros pecadores, carecem, para a própria apostasia, que é deste jeito moralmente justificada. Ora a Igreja sempre ensinou a amar os pecadores e a detestar o pecado, de modo semelhante a como o médico luta contra a doença, mas acolhe e protege os doentes. A tolerância é para o pecador, não para o pecado e, mesmo aquele, só pode ser perdoado e acolhido de novo se verdadeiramente arrependido.

A Igreja sempre venerou os mártires, mas nunca os confundiu com os apóstatas, que também nunca excluiu, muito embora requeresse, para o seu perdão e readmissão na comunhão eclesial, o seu arrependimento e penitência, que devia ser pública quando a apostasia também o era. Assim aconteceu com os primeiros cristãos que fraquejaram ante as perseguições romanas, os lapsi, sobre os quais S. Cipriano de Cartago escreveu um tratado.

Ao contrário dos muçulmanos, que ainda hoje aplicam a pena capital aos renegados, a Igreja Católica, sem nunca legitimar a apostasia, sempre perdoou e acolheu de novo os apóstatas arrependidos. Simão Pedro negou por três vezes o Mestre, chorou amargamente o seu pecado, de que o Senhor o perdoou e depois foi mártir e o primeiro papa da Igreja Católica! Porque Deus é amor, perdoa sempre o pecador arrependido, não uma vez, nem três ou sete, mas, como em ‘Silêncio’ se mostra de forma tão comovente, setenta vezes sete! (cf. Mt 18, 22).

São Paulo Miki

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017

Aviso vermelho


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Hoje, quando cheguei a casa, trazia a notícia que está próximo da ilha uma tempestade, de facto já se sente o vento, estamos de alerta vermelho, a polícia marítima pediu para não nós aproximarmos da costa, mas a Terceira é uma ilha relativamente redonda, estar no centro da cidade, no meu trabalho, é estar ao pé do mar.
Comentava isto com a minha mãe, pois tinha sido tema no trabalho, talvez para desanuviar as conversas gastas sobre o Trump, eis quando a minha mãe me manda estender 2/3 peças de roupa, "podes por lá fora na varanda?"
Eu voltei a repetir: "esta noite vai estar uma tempestade em alerta vermelho", e a mãe responde: "então encosta as calças à parede..." Que indiferença, não sei se é o habito, se isto faz parte do nosso ser ilhéu ou se já temos tanto convívio com ciclones, tempestades e tremores de terra que não deixamos de fazer a vida normal.... gostei! Digo que até vou gostar mais de ter a roupa - seca não - mas arejada, para amanhã!

Algumas fotos dos meus lugares especiais, o mau tempo na minha ilha pelo António Araújo:
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Morte assistida (?)

José Ribeiro e Castro, comentando as notícias, escreveu no seu FB um testemunho sobre a "morte assistida", ele que acompanhou por perto a incrível história do seu irmão Fernando, doente oncológico, fundador da Associação das Famílias numerosas e mentor do dia Nacional do Irmão, a história de um homem generoso que, pelo visto, teve uma "morte assistida":

Isto da "morte assistida" é uma hipocrisia e uma mentira pegada. Uma fraude deliberada de linguagem.
Morte assistida é o que se passa todos os dias nos hospitais, com os doentes que são cuidados clinicamente até ao último momento. Morte assistida é o que se passa naquelas famílias que assistem e acompanham, com carinho, os seus familiares nos últimos dias e momentos de vida. O meu irmão morreu, há pouco, assistido, no hospital. A minha avó paterna morreu, assistida, em casa, quando eu era criança. É a primeira morte de que me lembro. O meu avô materno morreu, assistido, no hospital. O meu avô paterno morreu, assistido e acarinhado, em casa de meus pais. A minha mãe, a minha avó materna e o meu pai morreram todos subitamente, pelo que não foram assistidos. O médico e a família apenas puderam constatar os óbitos.
Não se pode despenalizar a morte assistida, porque a morte assistida não está penalizada. A assistência na morte é um dever de todos os próximos dos moribundos: médicos, familiares, outros profissionais de saúde, cuidadores em geral. Não só é legal, como é devida.
Este debate não é sobre morte assistida. Este debate é sobre eutanásia, isto é, sobre morte provocada.
Também eu, se não morrer de morte súbita, ou violenta, ou de acidente, terei certamente uma morte assistida: ou em estabelecimento de saúde ou social, ou em minha casa com a família. Não temos que nos preocupar com isso. Já é assim.
José Ribeiro e Castro




Geringonças sociais


Cuidado... donas de casa simpáticas, velhinhas inocentes... Cuidado mães de famílias cansadas e alguns senhores nus de preconceito.... Tenham cuidado, porque quando se abre a televisão, naquele serãozinho para descansar a cabeça, não pensar em mais nada, para viver aquele romance que nem sempre se tem nas próprias vidas, não é assim tão inocente.
Alguns filósofos chamam a Engenheiria Social o poder que as novelas têm para transformar, mudar e revolucionar os lares e as famílias e consequentemente a sociedade. Neste caso eu atrevo-me a chamar geringonça social - combina mais com os nossos ideológicos do poder.... 
Amanhã dia 1 de Fevereiro, dia essencial no debate sobre a Eutanásia, na AR, tem na sua véspera, portanto hoje, a seguinte cena da novela da SIC: uma senhora viúva, a tentar convencer, o irmão do falecido, porque optaram pela eutanásia... de repente há ali uma transfiguração da dignidade humana, em frases feitas, matar passou a ser bom (que p-e-r-i-g-o). Mas eu percebi que não era o cunhado, que aquela senhora estava a tentar convencer, era a mim, era a uma sociedade, era a todos nós.

Caso para dizer.... as novelas invadem tanto a nossa liberdade, que nem respeitam o dia de reflexão. 

PS: Cinco Bastonários da ordem dos médicos, o actual, José Manuel Silva, e os seus antecessores, assinaram uma carta contra a Eutanásia.Talvez seja mais prudente ouvir estes médicos, representantes dos médicos, do que as novelas. Just saying.

(ouvindo no café #22)


Quando o Racionalismo Dogmático vence, tem-se nos braços a "morte assistida" em vez da "morte provocada", da mesma forma que se tem a "interrupção voluntária da gravidez" em vez da "interrupção voluntária da Vida". Tudo por causa de um Orçamento qualquer.
por, Gabriel Maria 

terça-feira, 31 de janeiro de 2017

STOP Eutanásia

O PAN é aquele partido que luta pelo fim do abate dos animais nos canis, mas defende a Eutanásia. Isto tudo na mesma semana. 
Não deixes que eles decidem por ti.... Ninguém pode escrutinar a vida, ninguém pode decidir quem deve viver.
|||AMANHÃ LEVANTA A TUA VOZ|||





segunda-feira, 30 de janeiro de 2017

Silêncio de Martin Scorsese (III)

Ainda não vi o filme (parece que chegará no próximo fim-de-semana ao Centro Cultural de Angra do Heroísmo). Depois destes opinion maker AQUI e AQUI não queria deixar o artigo do habitué César das Neves.

De facto foi um silêncio bem barulhento:
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Martin Scorsese fez um filme muito barulhento chamado Silêncio. Adaptação do romance homónimo de Shusaku Endo (1966), relata a história maravilhosa dos mártires Ichizo, Mokichi, padre Garupe e uma multidão de missionários e fiéis do Japão em meados do século XVII, numa das mais impiedosas e esmagadoras perseguições da história da Igreja. Scorsese, que fez Jesus descer da cruz em A Última Tentação de Cristo (1988), é fascinado com o fenómeno da apostasia e centra a atenção no drama de dois padres que abandonaram a fé sob tortura. O filme constitui uma bela obra cinematográfica e uma profunda reflexão sobre as questões da fé, perseguição religiosa e apostasia, mas tem três problemas principais.
O primeiro é histórico. O protagonista, padre português Sebastião Rodrigues, é fictício, mas o enredo baseia-se na vida verdadeira de Cristóvão Ferreira, superior interino da província japonesa da Companhia de Jesus que apostatou sob tortura a 18 de Outubro de 1633. A sua renúncia gerou na época grande consternação em toda a Igreja e várias missões para o converter, como a relatada no filme. A fiabilidade da descrição é grande, mas omite que existiram "três tentativas específicas de contactar Ferreira e persuadi-lo a renunciar à sua apostasia" (Cieslik, Hubert [1973] "The Case of Christovão Ferreira". Monumenta Nipponica vol. 29, n.º 1, p. 44): o padre Marcello Mastrilli S.J. martirizado a 17 de Outubro de 1637, o japonês Pedro Kibe S.J., martirizado em Julho de 1639, e o padre Antonio Rubino S.J. e quatro companheiros, martirizados em Março de 1643. Apenas num segundo grupo de dez companheiros de Rubino, chegados ao Japão em 1643 e presos ao desembarque, terão existido abjurações. Também teria sido digno mencionar que o próprio Ferreira renunciou à apostasia e morreu mártir em 1650, segundo relatos que a crítica histórica considera aceitáveis (op. cit. p. 46-48).

O segundo problema é moral. O filme baseia-se num falso dilema ético, a torturante escolha do padre entre abandonar a fé ou entregar os seus fiéis à tortura. O sacerdote recomenda repetidamente a apostasia para os crentes se livrarem do suplício e a voz do próprio Jesus apoia a falácia dos perseguidores e sugere a renúncia. A conclusão parece ser que os apóstatas são-no por generosidade e os mártires insensíveis e fanáticos. Mas a verdadeira escolha, como a vêem os crentes, coloca-se entre o tormento da fossa e o horror ainda maior de uma vida sem fé, sem esperança, sem Cristo. Foi por fervorosa dedicação à salvação dos cristãos japoneses que os mártires sofreram, e os apóstatas cederam, não por amor ao próximo, mas por fraqueza. Deus, na sua infinita misericórdia, perdoa sempre que lhe pedimos, como o filme comoventemente manifesta, mas não confunde o bem com o mal.

O terceiro problema é de consistência lógica. O tema do filme é supostamente o silêncio de Deus; mas Ele não só aparece ao padre Rodrigues, mas fala explicitamente mais de uma vez. Além disso, é estranho que o protagonista, recriminando tantas vezes o Senhor por não lhe responder, descure as formas habituais de Deus falar aos seus fiéis: a Bíblia, palavra de Deus, praticamente ausente do filme, e o testemunho dos irmãos, que neste caso clama com toda a força a presença divina.

No entanto, os inquisidores fazem um diagnóstico correcto da fraqueza do padre Rodrigues, o seu orgulho. A fé humilde dos camponeses japoneses vence a fúria dos perseguidores de uma forma que a arrogância intelectual do sacerdote não é capaz. Rodrigues sente que o sofrimento lhe dá direito a uma revelação particular, sem entender que esse mesmo sofrimento, unido à paixão de Cristo, constitui a maior revelação divina.

Ao contrário do que o inquisidor japonês afirma, a fé não foi derrotada pelo solo hostil do Japão. O argumento de Ferreira a favor dessa tese baseia-se num trocadilho anacrónico, que só funciona em inglês, entre filho (son) e sol (sun). Cristo não precisa de tradução e a fé nipónica, semeada por São Francisco Xavier, resistiu às mais terríveis perseguições e permanece hoje bem presente. O filme explica porquê.

O verdadeiro problema não é o silêncio de Deus, mas o ruído que reina no nosso interior. O cardeal Robert Sarah acaba de publicar um livro ainda não traduzido sobre o tema: A Força do Silêncio contra a Ditadura do Barulho (Fayard, Paris, Out/2016). Como prefeito da Congregação para o Culto Divino e Disciplina dos Sacramentos, o prelado guineense pode ser considerado o responsável máximo pela oração de toda a Igreja. Cumprindo a sua missão, este volume constitui uma belíssima terapia para os males da sociedade contemporânea: "O silêncio não é uma ausência. Pelo contrário, ele é a manifestação de uma presença, a mais intensa de todas as presenças. O descrédito criado sobre o silêncio na sociedade moderna é o sintoma de uma doença grave e inquietante. As verdadeiras questões da vida colocam-se no silêncio." (p. 36).


João Cesár das Neves, 

Pro-Life

Incrível a grande marcha Pro-Life nos EUA (claro, mais uma vez, os nossos meios de comunicação, não mostraram as imagens de uma das maiores manifestações do ocidente)
Milhares na rua - pretos, brancos, amarelos, muçulmanos, cristãos, ateus, mexicanos e americanos - 1 só objectivo: a Vida!
 


I´m not pro-Trump, but I´m pro-Life. 
#letsmakeamericaprolifeagain #aquiloqueosmedianaomostraram


Lembrei-me do que ouvi ontem:
"Beati qui persecutionem patiuntur propter iustitiam, quoniam ipsorum est regnum caelorum"


domingo, 29 de janeiro de 2017

Always on!

Simon Sinek fala do impacto do social media nas presentes e futuras gerações!

Depois de o ouvir, fica a sugestão:
Encontre uma APP que não é instantânea! E que está dentro de si! 


Proposta da semana: Tome um café com um amigo no trabalho/em casa, onde quer que seja e esqueça o telemóvel , foque-se a 100%, em que está ao seu lado!





 











Próxima exposição, apresenta-se com singularidade!





Um pouco de introspecção politica para começar bem a semana:

O mistério do #SalárioMínimo. Outras perspectivas. Não será um problema de #Impostos? Quem dá, verdadeiramente, voz aos #TrabalhadoresPrecários


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"Não existe um salário mínimo nacional. Existem dois: o salário mínimo que os trabalhadores recebem e o salário mínimo que as empresas pagam. Esses salários estão muito longe de coincidirem, e numa economia com problemas crónicos de produtividade é fundamental sublinhar essa tremenda divergência. Por opção do governo e imposição dos seus parceiros parlamentares, o salário mínimo para os trabalhadores subiu para os 557 euros. Mas o salário mínimo para as empresas – aquilo que uma empresa paga por cada mês de trabalho efectivo do seu funcionário – subiu para os 877,3 euros.

As contas são fáceis de fazer. Em primeiro lugar, há que somar aos 557 euros a famosa TSU das empresas, que se situa nos 23,75%. Dá quase 690 euros mensais. Depois há que multiplicar esse valor pelos 14 meses de salário anual. São 9650 euros. De seguida, na perspectiva da empresa, esse valor tem de ser dividido por 11, porque qualquer trabalhador português que tenha a sorte de estar no quadro recebe mais três meses de salário por ano do que aqueles que trabalha. Resultado: por cada mês de trabalho efectivo de um funcionário a ganhar o salário mínimo, uma empresa paga exactamente 877,275 euros. Este número deveria ser tão merecedor de atenção quanto os 557 euros de que toda a gente fala. São 320 euros de diferença que explicam muita coisa: os problemas que as empresas mais frágeis enfrentam perante subidas consecutivas do salário mínimo; a necessidade de encarar o aumento da produtividade como prioridade do país; e o facto de a precariedade, essa grande bandeira de esquerda, estar a ser diariamente promovida e patrocinada pelos mesmos partidos que garantem combatê-la com afinco.

Esta, aliás, é a maior mentira do sistema político português: é pura e simplesmente ridícula a ideia de que o PCP e o Bloco Esquerda são os partidos que estão ao lado dos mais fracos. PCP e Bloco são partidos dos trabalhadores, de gente que está no quadro das empresas, que ganha 14 salários por ano, e que tem poder de mobilização e de reivindicação. Os precários a recibo verde e os desempregados são alvos da sua comiseração, mas não da sua acção. Bem pelo contrário. Medidas como a subida em quatro anos do salário mínimo do trabalhador até aos 600 euros (salário mínimo da empresa: 945 euros), apenas agrava a hipótese de algum dia virem a ter um emprego estável, estimulando o círculo vicioso da prestação de serviços e do falso recibo verde. A razão é óbvia. Há em Portugal milhares de empresas que podem dispor de 600 euros mensais para pagar a um trabalhador, mas que não têm 900. E com o salário mínimo artificialmente fixado nesse valor, só há duas hipóteses: ou não se dá emprego, ou pagam-se 600 euros por trabalho a tempo inteiro camuflado de prestação de serviços.

Esta tem sido a história da economia portuguesa ao longo das últimas décadas. Esta tem sido a história de pequenas empresas que todos conhecemos, e que não são geridas por opressores das massas trabalhadoras mas por gente que se esfalfa mês após mês para conseguir pagar as contas. Eu sei isto. Mário Centeno sabe isto – aliás, escreveu-o num livrinho chamado O Trabalho, Uma visão de mercado. Desconfio que até PCP e Bloco saibam isso. Mas, lá no fundo, no fundo, não querem saber, porque o seu mercado é outro. Não o dos precários e dos desempregados. Antes o mercado da classe média com emprego para a vida. Um emprego que pode ser mal pago, com certeza, mas que está lá – e raramente falta."



sexta-feira, 27 de janeiro de 2017

Don’t euthanize me

Nasceu um blog, que é mais uma plataforma multidisciplinar, criado por cidadãos portugueses preocupados, com a necessidade de esclarecer a cerca do tema que a gerigonça nos quer impor: a eutanásia.
Esta plataforma fala-nos dos números, conta-nos histórias que são consequências reais, transmite a opinião de médicos e doentes.

Num país em que o governo não apoia suficientemente os cuidados paliativos, torna-se "óbvio" que a resposta mais fácil é a eutanásia, mas será a mais digna e a mais humana?

Assim o blog HEart vem prestar o apoio:

STOP eutanásia



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Enquanto passeava pelos textos do blog encontrei uma história que me deixou-me inquieta.
Christine Nagel, uma cidadã idosa, que teve de tatuar um apelo que em tempos era senso comum: para que os médicos não a matem caso chegue ao hospital inconsciente.
Sim chegamos a este ponto de medo e de insegurança, a medicina para tratar tornou-se selectiva, pela idade e sei lá mais o quê...
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Depois de em Junho de 2016 ter entrado em vigor legislação federal no Canadá que cria um novo quadro regulamentar para assistência médica na morte, o suicídio assistido passou a ser legal naquele país. Foi então que a canadiana Christine Nagel, uma avó de 81 anos que vive em Calgary, se fez fotografar exibindo uma tatuagem no braço com a frase “Don’t euthanize me”, “Não me apliquem a eutanásia”. Em declarações à imprensa local, Nagel diz tratar-se de um "sério alerta" para evitar que a medicina "se furte ao cuidado dos doentes, deficientes e idosos".

Na mesma linha, em Dezembro passado, a Associação Americana de Psiquiatria (APA) tomou posição contra a eutanásia, sustentando que "um psiquiatra não deve prescrever ou realizar qualquer intervenção que conduza à morte uma pessoa não-terminal. Isto implica considerar não-ético para um psiquiatra ajudar uma pessoa não-terminal a cometer suicídio, quer fornecendo os meios, quer por injecção letal directa, como é actualmente praticado na Holanda e na Bélgica". A APA teme que o Canadá e vários estados dos EUA estejam a caminhar naquela direcção. Vários pacientes psiquiátricos estão a ser ajudados a cometer suicídio por organizações activistas como a Final Exit.
Fonte: Aleteia.org