sexta-feira, 9 de setembro de 2016

Sejam bons padrinhos

Há muito tempo que penso que devia haver um curso de preparação para os padrinhos de casamento. Então se o há para os noivos porque não para os seus maiores ajudantes?!? 
Sobretudo porque na nossa geração há muita gente que percebe o conceito de "apadrinhar" como se fosse um crachá de BFF de um dos noivos. Tanto assim é, que já ninguém tem 2 padrinhos, mas 4, 5, 6 e às vezes mais de 10! Tem problema? Em si, não. Mas pode ser um dos sintomas de que os noivos (ou um dos noivos) tiveram dificuldade em excluir amigos dessa elite de padrinhos ou por terem, de facto, muitos e bons candidatos ao lugar, ou porque tiveram medo de ferir alguma susceptibilidade... E será que queremos mesmo um padrinho que se ofenda assim tão facilmente?!


Já lá vamos, comecemos pelo início:

❤️ O que é um padrinho?
Um padrinho/madrinha de casamento é primeiramente uma testemunha do casal. Não deveria sequer haver padrinhos do noivo e madrinhas da noiva - os padrinhos são do casamento, não das pessoas. Não raras vezes, pergunta-se à noiva "Quem são as tuas madrinhas?", como se elas fossem só dela! (Newsflash: Não são.) 
Os padrinhos são então testemunhas de que os noivos (os dois) lá chegaram de livre vontade, de que estão dispostos a amar-se e respeitar-se para sempre, e que estão comprometidos perante si mesmos e a Igreja. Claro que todos os restantes convidados também são testemunhas, afinal estão lá a consentir no sacramento que se realiza! Mas os padrinhos do casal assinam documentos na sacristia que os tornam os únicos que oficialmente podem ser considerados testemunhas. Estão a perceber? Se se precisar de saber alguma coisa daquele dia, será às testemunhas que se recorre. Isto é, a sua missão de testemunha não termina naquele dia ao assinar papelada... *wink wink*

❤️ Para que serve um padrinho?
Um padrinho será provavelmente um amigo, que se espera para a vida, mas a diferença para outros amigos é que tem um dever especial não só para com o amigo, mas também para com o cônjuge que o seu amigo escolheu. Um padrinho serve portanto para cuidar do casamento dos afilhados para sempre. Isso significa ouvir dos afilhados, perguntar como estão (na relação, não só pessoalmente), ajudar a reconciliar-se se for o caso. 
Não é para ser confidente de um deles, não é para levar o marido a sair quando as coisas não estejam fáceis em casa, não é para dar guarida à mulher quando discutem, não é para terem papas na língua. 
Em casos extremos, os padrinhos podem ter de ser os guardiões dos filhos do casal. De maneira que ter 16 padrinhos digamos que complica esta divisão dos filhos (a não ser que haja mesmo muuuitos filhos!)

❤ Então como deve ser escolhido um padrinho? 
Decorre do acima que um padrinho deve ser de confiança (aquela confiança de quem não se ofende por não ser escolhido, estão a ver?), deve ser assertivo e verdadeiro, deve conhecer ambos os membros do casal e conhecer a sua relação (mesmo que unilateralmente) e deve sobretudo ser a favor da sua união sacramental. Mais que isto, será da liberdade de cada um. 
Amigos há anos ou há 6 meses? Pode não ter qualquer relevância. 
Amigo solteiro ou casado? Indiferente. 
Divertido e extrovertido ou calmo e ponderado? Não tem importância. 
Desde que queira bem ao casal, que os queira ver chegar a uma "ditosa velhice", não importa os restantes traços de personalidade. 
Quanto à religião, não acho que seja imperativo a adesão ao catolicismo, no entanto, e visto que um padrinho deve concordar com o sacramento em geral e com os votos proferidos no dia em particular, não há dúvida de que conhecer e concordar com alguns princípios de Fé ajuda na tarefa de apadrinhar. Mas, na maioria das vezes, padrinhos que sejam informados do que se promete no casamento concordam com os princípios e valores subjacentes. O importante é serem informados e fazerem uma reflexão séria!

Posto isto, acho importante referir que padrinhos convidados devem ponderar bem o convite e até podem (devem, em certos casos) recusar o convite caso não acreditem no casamento, nas motivações dos noivos ou no sacramento do matrimônio em particular. Já ouviram alguma vez isto acontecer? Eu também não! Mas já ouvi alguns padrinhos queixarem-se da noiva/o e até da relação do seu amigo/a... Isto diz muito da honestidade e da amizade que se diz ter.

A quem é ou vai ser padrinho ou madrinha de casamento: Estão dispostos a isto? Nem sempre será fácil, vão ter de dizer coisas desagradáveis, às vezes até arriscar toda a vossa amizade, mas é essa a vossa tarefa - para sempre. Boa sorte! 
❤
Malta casada, e os vossos padrinhos, são tudo isto e muito mais? O que tiveram em conta? Contem-nos tudo :) 

terça-feira, 6 de setembro de 2016

Rua das Escolas Gerais, Promete!!!!



Para inspirar...... Perve Galeria não toma meias medidas!


A seleção de Acervo, da Perve Galeria tem este ano, mais de 3.000 obras de artistas lusófonos e internacionais, em exposição!! Vão lá estar - Dali, Picasso, Man Ray e Cesariny entre outros. O observador já avisou (a notícia aqui) , eu vou tentar ir!! O que acha de fazer o mesmo? 
Já agora, se for, passeie pelas ruas de alfama e aproveite o sol que desmaia nos fins-de-tarde de Setembro.... Que são maravilhosos  


6 DE SETEMBRO @ 8 DE OUTUBRO!!
ENTRADA LIVRE  




terça-feira, 30 de agosto de 2016

Tudo vale a pena quando a alma não é pequena




Antes de mais convém fazer um pequeno parêntesis ou uma breve declaração de interesses, fazendo assim jus à minha veia de jurista que escreve, escreve, escreve...
[Sempre achei que tinha jeito para escrever (presunção e água benta cada um toma a quer!!). Fui assistindo de longe às publicações deste querido Blog e acabava sempre a pensar: ler isto faz tão bem! Um dia caí no erro (ou não) de comentar com a D. do meu coração (como sempre lhe chamo) que gostava de colaborar no Blog mas tinha uma falta de coragem enorme pois não sabia se o meu "estilo" seria aceitável e interessante o suficiente. Claro que a D. fez aquilo que sempre faz: reagiu com imensa alegria e passado um segundo tinha no e-mail um convite a participar no Blog SEM QUALQUER RESERVA. Passaram dias e até meses e o artigo nunca saía, tanto que convite passou o seu “prazo de validade”. As últimas conversas com a D. no whatsapp foram do género: D. não está esquecido! Vou de férias para o sossego dos montes e vales de Bragança e vou escrever. Até hoje: nada! Nota para a posteridade: “Amanha! Algumas vezes é prudência; muitas vezes é o adverbio dos vencidos!! (ups!)
Hoje o síndrome do “um dia…” está demasiado enraizado (contra mim falo!). Um dia começo a correr (está na “moda”, que me desculpem os corredores natos), um dia vou à Índia (forever alone, na tentativa – falhada ou não – de arranjar uma solução para o Coração), um dia sigo os meus “to do´s” à risca, um dia ligo-te querida L. porque sempre que te reencontro ou sei de ti prometo a mim própria que te vou ligar, sem falta!! Um dia dá-me um vipe e vou fazer o caminho de Santiago de Compostela, um dia faço-Te mais companhia,um dia escrevo um artigo para um blog maravilhoso.... Tenho a impressão que desde pequeninos somos habituados a esta premissa “um dia…” Um dia quando fores grande o que queres ser? Um dia que tenhas filhos como se vão chamar? Um dia que tenhas o teu salário milionário que vais querer fazer? E temos a resposta na ponta da língua para tudo. E hoje pergunto-me: então e o agora? Como dizia um Santo, muito humano: "hoje, agora”, ou então agora ou nunca! Prefiro as duas!
Hoje foi o dia, como dizia o outro. E de facto às vezes precisamos daquele incentivozinho para fazer alguma coisa (como a voz da mãe que sempre diz: filha coração ao largo, vai). No meu caso foi um encontro mais ou menos fortuito com um projeto chamado "Zizzi Art Gallery" (sigam AQUI e AQUI) - se lerem até ao fim prometo que vão ficar a saber o que é.]

Razões do coração (que a razão desconhece, literalmente) fizeram com que me cruzasse com a A. Detentora de um gosto incrível (a todos os níveis) muito calma e que ao primeiro contacto marca a devida distância, mas que depois nos faz sentir como família. Com uma fortaleza que leva todos a ela recorram para ser "salvos de uma aflição". Seguiu o seu sonho e estudou na área das artes. Após várias tentativas teve a coragem de arriscar num projeto próprio, contra tudo e contra todos. Entretanto, o coração foi traiçoeiro, mas a nossa ligação manteve-se e fui ajudando a A. em alguns aspetos jurídicos (e não só) do seu projeto.

Agora sim e finalmente o motivo que me levou a escrever pela primeira vez no blog: há uns dias em conversa a A. confidenciou-me (espero que não leves a mal) que estava a surgir aquele "medo" de todo o trabalho ser em vão e o projeto não ter pernas para andar. É humano. Também eu estaria com um miaufa tal que acho que nem sequer tentava. Mas como a A. tem um coração grande arriscou e não desistiu. Sozinha fez tudo. Qual empreendedora! E eu que sinto o projeto um bocadinho meu disse-lhe que vale a pena. Fiz mal?! Qual era a outra hipótese? Não fazer nada? Não tentar? O mundo está cheio e farto de wannabes que nunca chegam a Ser. Farto de expressões do tipo: se eu fosse... Se eu pudesse, se não vivesse em Portugal, se tivesse dinheiro lalalalala. É mais fácil ficar parado. Temos de ser realistas com os pés bem assentes na terra, mas com o coração e a cabeça no imenso céu. “Podes tudo. Basta quereres”. Cada vez mais vemos surgir as tão conhecidas “startups” lideradas por jovens guerreiros que põem mãos à obra e criam uma “inveja boa” aos que assistem.

“Como custa – Bem sei. Mas para a frente! Só será premiado – e com que prémio – aquele que pelejar com bravura.”

A 8 dias da grande apresentação da Zizzi Art Gallery (galeria de arte online 3D com exposição de obras de artistas em emergência que nos levam a uma experiencia visual maravilhosa) achei por bem dar a conhecer o teu projeto querida A.

Caros leitores (soa muito bem escrever isto) e eu na primeira linha: “Não tenhamos coração provinciano – Dilatemos os nossos corações até que sejam universais, «católicos». Não voemos como ave de capoeira, quando podemos subir como águias”.

E como alguém que escreve muito melhor que eu afirmava: tudo vale a pena quando a alma não é pequena!


O avô da Carolina

Naquele dia a Carolina tinha mandado uma mensagem aos amigos, a avisar que o seu querido avô tinha partido para junto de Deus, pediu as nossas orações.
Eu não conhecia o avô da Carolina, mas conheço a Carolina, por isso tinha a certeza que só podia ser alguém muito bom - penso que existe um provérbio que diz que conhecemos a arvore pelo fruto e, eu, fiz uma dessas deduções.
O facto é que no outro dia deparo-me, nas notícias, com a história do avó da Carolina e, a minha dedução, não só foi certa, como conheci uma vida ainda mais rica.
Por vezes precisamos de ler estas histórias de pessoas "normais" para percebermos que está no nosso alcance marcar a diferença no nosso país. Deixar rasto e de viver uma vida cheia, depende de nós e da nossa entrega aquilo que fazemos. Foi tudo isso que senti quando conheci o avó da Carolina (podíamos ter tido muitas boas conversas, afinal ele apreciava um dos meus escritores de predileção)
 
 
 
 
Jorge Colaço, Observador | 29/8/2016
 
 


 

Nunca foi tão bom ser "pobre"

NiT faz o apanhado das 10 coisas fantásticas para provar em Lisboa até 2€
[[[ AQUI ]]]
 
 

segunda-feira, 29 de agosto de 2016

Quando os Apóstolos atiram as "redes" ao "mar"

Zuckerber esteve hoje no Vaticano com o Papa Francisco (pela primeira vez vejo o fundador do Facebook com fato e gravata, sem aquele conjunto  (t-shirt e calças de ganga) que são a sua marca), O que será que o Papa Francisco possa ter dito ao Mark.....
Por outro lado podemos ler as bonitas palavras do fundador do Facebook, na sua página do Facebook, sobre a visita ao Santo Padre:

Priscilla and I had the honor of meeting Pope Francis at the Vatican. We told him how much we admire his message of mercy and tenderness, and how he's found new ways to communicate with people of every faith around the world.
We also discussed the importance of connecting people, especially in parts of the world without internet access. We gave him a model of Aquila, our solar-powered aircraft that will beam internet connectivity to places that don't have it. And we shared our work with the Chan Zuckerberg Initiative to help people around the world.
It was a meeting we'll never forget. You can feel his warmth and kindness, and how deeply he cares about helping people.

|||Uma mudança de mês penosa|||

Fica A-G-O-S-T-O!!!!!!!!
 
 

sexta-feira, 26 de agosto de 2016

Porque hoje é dia 26 de Agosto | dia de Częstochowa


"Em Caná, como aqui em Jasna Góra, Maria oferece-nos a sua proximidade e ajuda-nos a descobrir o que falta à plenitude da vida. Hoje, como então, fá-lo com solicitude de Mãe, com a presença e o bom conselho, ensinando-nos a evitar arbítrios e murmurações nas nossas comunidades."

Homilia do Papa Francisco na Santa Missa por ocasião do 1050º aniversário do Batismo da Polônia, no Santuário de Częstochowa.
Jornadas Mundiais da Juventude

quarta-feira, 24 de agosto de 2016

Foi ontem o dia de (re)lembrar uma das memórias mais duras para nossa Europa

 
 

Contudo a dialética "tolerante" voltou!!!
Mas mais uma vez a "União Europeia" a ser muito pouco clara em prol de uma tolerância, tolerância a um regime criminosos, ainda estamos na fase pouco histórica que não-se-pode-falar-mal-do-marxismo-porque-aceitamos-os-comunistas-nas-nossas-escolas-ocidentais-como-uma-corrente-livre.
 
Leia de novo e com atenção ao post do Facebook do Parlamento Europeu (imagem a cima), é o dia de relembrar as vitimas de Stalinismo e do Nazismo, peço desculpas senhores comissários, é sim o dia de relembrar as vitimas do Marxismos e do Nazismo! Porquê ocultar o regime por detrás de Staline? Ou porque não dizem que é o dia de relembrar as vitimas do Hitlerinismo....
 
Se querem relembrar as vitimas, louvar as suas vidas com todo o respeito merecido e devido, sejam livres e não tolerantes com o mal.
 
Ontem foi o dia de relembrar a vitimas dos regimes mais monstruosos que a Europa teve no século XX: o Nazismo e o Comunismo.
Por isso ontem foi o dia de enchermos de coragem e de declaramos (novamente) luta ao despotismo e à injustiça, seja ela nacional socialista ou marxista, de esquerda ou de direita, vermelha ou amarela, sempre pela (verdadeira) liberdade, sem preconceitos económicos e falsas tolerâncias.
Acorda Europa e assume os teus erros do passado (e do presente!)
(*) a chamada de atenção a este post tolerante foi feita pelo meu professor de teoria politica




Ser honesto é aceitar e apontar o erro e a injustiça:

Próximos Jogos Olímpicos em 2020 serão no Japão

Vamos festejar com comida japonesa????? 
(desta lista do NiT eu recomendo o sushisan e o sushitime)
 
 

terça-feira, 23 de agosto de 2016

Porque somos todos Emigrantes

Os Emigrantes, Domingos Rebelo
 
Com os refugiados estamos a ganhar uma visão sobre a imigração, infelizmente muitos caíram no erro da arrogância e, ouso em dizer, da estupidez, do discurso racista. Afinal de contas nós também somos um povo de emigrantes. Sempre cresci com a máxima, há mais açorianos na América do que nos Açores, isso ajudou-me a ser uma pessoa aberta: muito patriota e pouco nacionalista.
Os Açorianos são um povo de aventureiros e por vezes as ilhas tornaram-se pequenas, a ida para os EUA era não só uma fuga para a aventura como uma tentativa de melhorar a vida das suas famílias.
Hoje li a histórias de Evaristo Gaspar e de Vítor Caetano e não consegui deixar de ver algumas histórias contemporâneas de quem foge do seu país e de quem é bem recebido.

#OrgulhoDeSerAçoriana #OrgulhoDeSerUmPovoDeEmigrantes
 
 
 
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Açoriano Oriental,


Dois açorianos construíram há 65 anos um barco para emigrar para os Estados Unidos da América (EUA), conseguindo obter a cidadania deste país com a ajuda de John F. Kennedy, que viria a tornar-se presidente.
"John F. Kennedy tinha-se empenhado na construção da igreja portuguesa de Cambridge e promoveu uma grande festa para assinalar o aniversário da instituição, num dos maiores hotéis de Boston, onde também estive presente e lhe fui apresentado", disse à agência Lusa Vítor Manuel Caetano (na foto), de 91 anos, o único sobrevivente desta aventura.
Evaristo Gaspar, já falecido, e Vítor Caetano, partiram de Ponta Delgada, na ilha de São Miguel, a 28 de junho de 1951 e chegaram a 23 de agosto aos Estados Unidos, onde foram recebidos como heróis, depois de terem sido dados como mortos.
Os dois foram recolhidos ao largo das ilhas Bermudas por um navio, quando a sua embarcação se encontrava à deriva e estavam sem alimentos há cerca de uma semana.
Vítor Caetano, que tinha 26 anos, afirmou que quando se encontrou com John F. Kennedy este encontrava-se de muletas na sequência de uma cirurgia à coluna, da qual "muito se queixava".
Segundo o açoriano, John F. Kennedy, à data congressista pelo estado de Massachusetts, ficou fascinado com a sua aventura marítima e assegurou-lhe que iria empenhar-se na sua legalização para ficarem no país.
"Ele ficou admirado com a nossa história. Ele próprio contou-me como ficou ferido durante a II Guerra Mundial, num barco de patrulha. Todos os anos, graças a JFK, eu renovava os meus documentos e, quando faltavam sete dias para os cinco anos (período necessário para obter a cidadania), tornei-me cidadão americano", declarou Vítor Caetano, recordando que o congressista "mandava sempre cumprimentos" por via de um português que trabalhava numa das residências do clã Kennedy na Nova Inglaterra.
Quando o político de origem irlandesa chegou à presidência dos EUA, Vítor Caetano enviou-lhe uma carta a dar os parabéns "por ser presidente de um grande país como a América", tendo este retribuído com um agradecimento.
John F. Kennedy, cuja relação com a comunidade de emigrantes açorianos na costa leste dos Estados Unidos é conhecida, foi um dos responsáveis pelo 'Azorean Refugee Act', em 1958, a par de outro senador, John Pastore.
Esta foi uma legislação aprovada pelo Congresso dos Estados Unidos que permitiu às vítimas do vulcão dos Capelinhos, ocorrido na ilha do Faial em 1957, emigrarem para os Estados Unidos.
Vítor Caetano teve de abdicar do seu barco quando foi recolhido pelo navio, mas não antes de retirar de bordo a bandeira portuguesa, uma imagem da Virgem de Fátima e outra de São José, nome com que foi batizada a embarcação.
Mais tarde construiu uma réplica em miniatura, que ostenta "com orgulho" na sua residência.
A aventura dos dois açorianos inspirou uma obra de ficção do escritor Manuel Ferreira, denominada "O barco e o sonho", que foi adaptada para televisão
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Podem ver o filme: "O Barco e o sonho" AQUI

segunda-feira, 22 de agosto de 2016

Histórias (para)olímpicas (VII)

 
Ana Margarida Filipe, já todos nós a conhecemos.
 
É (mais uma vez) o orgulho dos Açores e de Portugal. 
Escrevi em Dezembro, num artigo para o Diário Insular, sobre a sua história (podem (re)ler, basta clicar na imagem a baixo!).
É uma história inspiradora, de muito empenho de uma atleta, de uma treinadora e de uma instituição: o verdadeiro significado do teamwork.
Agora Ana Margarida Filipe vai ser uma das nossas atletas das Paraolimpíadas, esta presença já é uma vitória e eu posso dizer com muitíssimo orgulho que ao ver uma açoriana, terceirense, na competição dos melhores do mundo, dá-me uma enorme felicidade.
Go Ana Margarida!
 
 
 

(para ler melhor clique na imagem)

Histórias olímpicas (VI)


Feyisa Lilesa, sabe quem é?
 
A sociedade de hoje perdeu os homens com a coragem para mudar o mundo, perdeu aqueles que não se importam com as consequências das suas atitudes, homens que se incomodam com as injustiças e com a falta de liberdade, homens que dão a vida.
 
O atleta da Etíopa Feyisa Lilesa é um destes raros homens, que dão a vida pela justiça, pela liberdade pelo seu povo:
Lilesa fez um gesto que vale mais do que uma medalha de prata, é um alerta para nós, para nós percebermos o que se passa neste país africano, para nós despertarmos para a Etiópia: AQUI.

Histórias olímpicas (V)

 


Nikki Hamblin conhece?

A atleta da Nova Zelândia não ficará para a história como aquela que bateu o recorde mundial na corrida dos 5000m mas será sempre um símbolo de grande humildade e espírito desportistas (- isso vale mais do que o ouro!)


Que grande!



sábado, 20 de agosto de 2016

Histórias olímpicas (IV)


Usain Bolt, todos sabemos que é.

Bolt é um máquina no desporto, para mim, é um enorme prazer vê-lo competir.
Mas o que Bolt me ensinou nestes dias dos Jogos Olímpicos foi também uma lição de respeito e de fé.
Sabia que Bolt para além de ser o homem mais rápido do mundo é também um homem cheio de fé?
Já deu uma conferência no Vaticano.
Humildade e simplicidade é o que caracteriza este atleta e a sua relação com Deus.
O que admiro mais neste campeão é que essa humildade e simplicidade faz-lhe ter um caracter enorme. Vejam esta atitude, durante entrevista, Bolt interrompe a jornalista por respeito ao hino nacional, quem nem era o do seu país:

--- Vejam o momento: AQUI ---
 
 

Histórias olímpicas (III)


Santiago Lange, sabe a sua história?

É o mais velho velejador nos Jogos Olímpicos, 54 anos, é muito raro ver um desportista com esta idade, o que por si já é fantástico, mas Santiago foi mais longe, na ultima terça-feira foi o vencedor da medalha de Ouro nos Jogos Olímpicos.

Que exemplo....
"“A vida é uma maravilha. Sou um privilegiado por ter a família e os amigos que tenho, mas sobretudo por fazer algo que é a minha paixão. Não meço as coisas pela idade mas sim pela forma como as vivo”, disse citado pelo jornal argentino Clarín."


sexta-feira, 19 de agosto de 2016

wake up Europe

 
(O cartoon de Khalid Albaih mostra as imagens de Aylan Kurdi e Omran Daqneesh)

Margarida Sousa Uva

Eu tenho uma filosofia, que pode parecer um cliché e dos baratos, contudo eu penso que tenho uma certa razão um grande político tem sempre uma grande mulher, posso estar a exagerar ou até mesmo a circunscrever uma enorme realidade, mas o facto é que eu vejo muito de Eleonor em Roosevelt, e o que seria de Reagan sem Nancy como é impossível ler a história de Balduíno da Bélgica sem perceber que ele foi quem foi graças à Rainha Fabíola...
 
Quando percebi que Margarida Sousa Uva, mulher de Durão Barroso morreu, veio à cabeça esse raciocínio: uma grande mulher, apesar de estar à sombra de um marido político. Margarida morreu a lutar, como era típico da sua personalidade.
Aqui gostava de escrever sobre o seu caracter, a sua pessoa, as suas lutas, mas acredito que o melhor mesmo é citar palavras próprias, que refletem tudo isso, uma artigo escrito por Margarida sobre a  morte da Maria José Barroso.
 
Com as suas palavras podemos conhecer a grande alma, a sensibilidade e a feminilidade de Margarida Sousa Uva e perceber que perdemos uma grande mulher.
 
 
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Minha querida Senhora
(Margarida Sousa Uva, DN 2015 07 16 )

É não apenas difícil mas talvez absurdo até escrever--lhe agora que já não está entre nós. A verdade é que, tendo podido, não fui ao seu funeral. Não foi o cancro, que já é do domínio público, o cansaço ou os quilos a mais, o cabelo mais embranquecido e curto que me travaram. Mas sou muito avessa a enchentes desta natureza e, embora nada tenha seguido nem pela televisão (também não a ligo muitas vezes), estou certa de que havia uma multidão a acompanhá-la. Também não sou próxima da sua família, apesar de conhecer o seu marido, melhor, os seus filhos, menos bem. Não me pareceu ser lá o meu lugar. Não tive vontade de a chorar diante de outros. E a verdade é que só ontem, dias depois da sua partida, se abateu com toda a força sobre mim a verdade dura de que não mais a verei, nem ao seu sorriso, não mais ouvirei a sua voz nem as palavras amáveis que sempre me reservava ao ver-me "Gosto muito de si", enquanto a suas mãos, calorosas, apertavam as minhas com força. Acabou. Foi lendo um jornal do passado fim de semana que me dei realmente conta desse facto irreversível. Acabou. Não mais a verei, nem à sua frágil silhueta dos últimos anos. Julguei-a eterna, imortal, uma rocha firme, uma árvore estranhamente alta tendo em conta a sua pequena estatura física, árvore de raízes fundas, que, vagamente sentia, havia de nos sobreviver a todos.

Primeiro contou-me o meu marido que, numa ocasião recente em que estiveram lado a lado, tinha sido ele a segurá-la, a impedi-la de cair. A seguir ao "obrigada" (por ter impedido a queda), seguiu-se o "Sabe que gosto muito da sua mulher". Depois chegou a notícia do coma irreversível. Eu estava então em Bruxelas atarefada com mil coisas, médicos, fisioterapeutas, papelada que restava de uma mudança a que não conseguia vislumbrar o fim. Chegada de longe, a notícia parecia um boato. Não seria assim, ela resistiria, pensava um tanto distraidamente enquanto corria de um lado para o outro com a ajuda de um familiar. Veio-me à cabeça o "São loucas! São loucas!", grito de Amália. E agora mesmo, sentada neste fim de tarde numa bonita varanda diante de dois gigantes, uma araucária e um cipreste, que se dividem entre o mar e o céu que têm por fundo, vejo claramente quão grande é a sombra que projeta ainda a diminuta figura que os anos lhe conferiram e como nos fará falta a todos. Aqui, preciso de lhe fazer uma confissão. Vezes houve em que julguei existir uma pontinha de vaidade a motivar algumas aparições públicas suas que fui presenciando de há tempos para cá. Julguei-a mal. Não queria ficar sentada em casa, como uma inútil, a ver televisão. Tinha toda a razão. Velhos são os trapos. Nós, quando a lucidez não nos deserta, somos sempre os mesmos, no princípio e no fim. O corpo velho contém ainda todos os desejos, todos os entusiasmos da juventude. Só o sonho se esbate por sabermos que o tempo que nos resta é menor e, assim mesmo, há quem continue a sonhar até ao fim.

Dou-me mais uma vez conta de que tendo, durante muito tempo, invejado terrivelmente a posição do homem, ser masculino, na sociedade em que vivo, sinto hoje um particular orgulho pelo facto de ter nascido mulher. Foram mulheres que ao longo de milénios e de incontáveis gerações cuidaram dos outros, cuidaram dos seus, cuidaram da família, dos amigos e dos doentes e dos mais velhos, sem disso fazerem alarido, como a minha amiga soube fazê-lo. E se me consola ver que lentamente (quão lentamente e a que preço!) nos aproximamos de uma igualdade de direitos efetiva relativamente ao homem (o respeito, esse pequenino pormenor, por aquilo que é uma mulher, esse ainda tem léguas para andar...), se me apraz ver um cada vez maior número de mulheres a desempenhar funções com impacto no nosso viver comum e no dia-a-dia de todos, sofro com e preocupa-me o abandono em que vivem tantas crianças e tantos adolescentes. E pergunto--me: como podem as sociedades ser tão estúpidas a ponto de não perceberem que crianças e adolescentes entregues a si mesmos, ou a quem não os ama, não poderão senão crescer ervas daninhas ou plantas tortas e doentes, que a comparação com um jardim se aplica? O que impede a compreensão por parte de quem decide (governos, empresas) que crianças e adolescentes não são "eles" mas sim "nós"? Que os mais velhos, a quem devemos respeito e uma vida digna por tudo o que entretanto fizeram, não são apenas os "eles" de hoje, serão (não é claro?) os "nós" de amanhã? Não, não estou, afinal, a dizer que as mulheres têm de ficar em casa a tratar dos filhos que os casais decidem ter e mais tarde também dos pais que vão envelhecendo. A função de cuidador pode ser desempenhada tanto pela mulher como pelo homem, é uma questão de cultura, uma questão de hábito, uma questão de legislar em conformidade com esse princípio. Mas quero agradecer a todas as mulheres que amaram o suficiente para se conformar, quando isso se tornou necessário, com aquela que é ainda vista como uma função menor e tão subvalorizada. A si, muito em particular, o meu obrigado por, tão só e tão sofridamente, ter cumprido esse dever que todos temos de ajudar o ser humano no começo da sua vida a crescer "direito", a crescer saudável, a descobrir os seus talentos, a compreender o sentido e a importância do amor. E recordo o que um dia, num avião rumo a África em que todos viajávamos, um amigo que vos é próximo me confidenciou: "Se soubesse o que esta senhora sofreu, o marido exilado em Paris, ela sozinha em Lisboa com os filhos, o colégio, as compras na praça às cinco da manhã para gastar menos..." Via-se que sabia do que falava e não mais esqueci esse curto relato.

Vejo-a ainda, e também com nitidez, no tempo em que me foi dado conviver consigo em funções oficiais, particularmente fora de Portugal. Lembro-me de me ter impressionado a sua energia e a frescura com que, de manhã à noite, sabia reservar um sorriso amável a quem vinha ao seu encontro. Nessas ocasiões, e em conversas que fomos tendo, mais de uma vez a vi indignar-se e perguntar: "Mas porque hão de dizer que atrás de um grande homem está sempre uma grande mulher? Porquê atrás? Porque não ao lado?" Mas... o povo lá sabe o que diz. Eu era nova na altura. Hoje ter-lhe-ia respondido assim: ao lado é só para a fotografia. Na realidade é mesmo atrás, atrás das cortinas, fora do palco, que o amor atua e o mais importante se passa. O amor que, como dizia São Paulo na sua carta ao Coríntios (13), "tudo desculpa, tudo crê, tudo espera, tudo suporta". Por mais de uma vez a vi chorar, na igreja do Campo Grande, enquanto se dirigia à comunhão. Custou-me vê-la assim. E se é mais fácil compreender o sentido do amor, já é um desafio bem maior procurar compreender o sentido do sofrimento e aceitá-lo.

Nesta ilha portuguesa onde descanso uns dias, oiço o mar e as gaivotas, vejo as nuvens deslizarem no céu empurradas pelo vento e penso em si como estando aqui presente enquanto escrevo, entre o jardim, as aves e o céu. Também gosto muito de si. É tarde para lho dizer. Não sei se o seu coração me consegue ainda ouvir. Gosto de pensar que sim.

Alzheimer (I)


 
 
Combater o  Alzheimer com musica: contudo para mim o melhor deste filme é o carinho do filho para com o pai. Penso que vem daí o seu sucesso nas redes sociais, nós não estamos habituados a ver as gerações mais novas a cuidar dos seus, o discurso e as agendas politicas demonstram o contrário, aqui o amor prevalece. Obrigada Simon por mostrares que é possível e é muito bom!
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

O momento em que te apercebes que o tempo passa

!Robert Redford fez 80 anos!
como assim????
 

quinta-feira, 18 de agosto de 2016

Conheça espaços em Lisboa que nunca ouviu falar!



Hoje partilho um blog que congela o olhar pelas imagens levadas ao pormenor e pelas histórias que nele se escrevem e o descrevem. Eye Lisbon criado por de duas amigas, Joana Quintanilha e Pilar Malheiro. 

Ideia que começou há mais de 2 anos. O nome do blogue - Eye Lisbon - sugere uma visão atenta por espaços mais escondidos e cheios de histórias, no coração de Lisboa. Por isso, só mesmo a junção de imagens com textos a emoldurá-las consegue trazer a autenticidade e curiosidade de visitar os espaços escolhidos. Fique a conhecer este projecto e viaje, agora, no Eye Lisbon através do blog (aqui), ou ainda, na página do facebook (aqui). 

Aproveito para o convidar a ver uma das últimas visitas que as criadoras fizeram. Uma visita a uma Retrosaria, onde a história começa em forma de novelo de lã. Não vou adiantar mais nada. Espreitem o blog, deliciem-se com as histórias e revejam os espaços em apanhados fotográficos únicos.























Fotografias e textos tirados do Eye Lisbon

segunda-feira, 15 de agosto de 2016

Verão e o conto das 1001 noites!



No verão todos somos Xerazade. Damos por nós em conversas que se espreguiçam, sem cronómetro nem pressas de ver o fim, deslumbradas pela aparente falta de propósito, por não terem requerido, como é habitual nas outras estações, um fito, um lugar e um tempo exatos. Conversas que são, na sua quase ligeireza, uma espécie de navegação sem rumo, mas onde mais depressa, e não raro de um modo surpreendente para nós próprios, nos reencontramos. Não sei se é um privilégio dos caminhos do estio, se são os seus dias mais longos e os afazeres mais breves, ou se é a limpidez da praia e a frescura resguardada da varanda que, de repente, nos permitem recontarmo-nos uns aos outros, capazes subitamente de evocações, relatos e confidências.

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