sexta-feira, 19 de maio de 2017

HEart na comunicação social | Diário Insular #17

Na Terceira abrimos a época das touradas, neste sentido dediquei o meu ultimo artigo no DI acerca da "tolerância dos intolerantes"!

O texto é um pouco longo (corajosos os que leram!) mas mais do que touros fala sobre a amizade, sobre as pessoas incríveis que tenho na minha vida, que me ajudam a ser uma pessoa mais apaixonada pela nossa cultura, pela nossa ilha!


(Diário Insular | 19 de Maio de 2017)



(para ler melhor)
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Começou a época das touradas e eu lembrei-me de reactualizar um artigo que escrevi em tempos no meu blog, sobre a (antiga) polemica da liga nacional contra o cancro e as touradas. Para mim o tema não está assim tão desatualizado, pois é um artigo que fala de touros, cultura e amigos… tema simples e familiar para qualquer terceirense, mas pelos vistos não é totalmente compreensível para os “tolerantes”.
“Ai tal tourada” foi o artigo que no meu blog teve mais visualizações e mais comentários negativos, acreditem que já escrevi muitas coisas politicamente incorretas, mas nunca pensei que este tema tivesse tanto impacto. Depois da sua publicação recebi ameaças, chamaram-me de “besta” (entre outros nomes) e ainda me rogaram pragas, por isso achei que era uma boa altura de transcrever, agora no “Diário Insular”, a minha opinião sobre as touradas e sobre as associações que tem coragem (ou não) de receber ajudas dos toureiros e, sobretudo, a minha opinião sobre a amizade.
Apesar das intimações aqui fica:
“Ai tal Tourada”
Margarida B. Martins Machado – Crónicas da rapariga do sótão

Nunca gostei de touradas. Nunca apreciei tal espetáculo e confesso que, nos meus tempos de jovem adolescente, era uma ferranha anti-taurina. Até que me apercebi de uma comum e tremenda incoerência destes grupos de jovens (como eu): um enorme amor aos animais e um normal desprezo ao amor humano. Isto, com consequências muito práticas e correntes: os casais modernos perceberam que é muito melhor ter um cãozinho do que um bebé, que o zigoto de elefante é vida e está protegido por leis, mas um embrião humano é somente um conjunto de células…
Apercebi-me que havia uma mudança de paradigma, e eu não queria cooperar nessa “nova ordem” em que os valores estão invertidos. Assim sendo, passei de anti-taurina para pró-humana (e acreditem que é uma tarefa mais árdua).
Confesso que, nesse processo de desconversão tive algumas influências, sobretudo a grande influência da amizade. Nunca na minha família se apreciou touros, mas sempre se apreciou a compreensão e a diferença. Por isso, desde criança que tenho amigas que pensam e vivem de maneira diferente da minha, e tenho muitas amigas aficionadas ou não seria da Terceira.
Eu não percebo nada de touros, só sei que sou Rego Botelho (RB). Sei porque tenho verdadeiras amigas RB, que foram companheiras nas alegrias e que nunca falharam nas tristezas da minha vida e por elas eu sou RB.
Durante um dos muitos passeios que dei à caldeira RB, vi que aquela gente sabe verdadeiramente cuidar dos touros. Eles até chamam o animal pelo nome, percebem quando estão doentes, dão de comer, gostam mesmo do bicho. Compreendi que, para esses toiros, é preservado o interior da ilha – a natureza torna-se intocável, porque esse território pertence ao animal.
O Senhor José Faveira cuida daquelas bestas como nunca vi ninguém cuidar! Disse ao José Baldaya, patrão e amigo, que aquele touro precisava de uma vista de olhos e ele levantou-se da mesa, deixou o comer e até o copo de cerveja, para lhe meter a vista em cima. Sim, os aficionados cuidam dos animais. Nesse dia, cheguei a casa e disse à minha mãe que me ia assumir uma verdadeira RB e a minha mãe respondeu-me que era José Albino (JAF). A minha mãe também não percebe nada de touros – acho que na sua vida, tal como eu, nunca foi a uma tourada de praça – mas percebe muito de amizades, por isso é JAF porque é amiga da Fátima Albino. Porque admira a sua forma de trabalhar e porque sabe tão bem que a Fátima tem um coração do tamanho do mundo, com uma enorme capacidade de ajudar o próximo. Por isso, ela respeitava a minha decisão: gosta das minhas amigas, mas tem um compromisso com a casa JAF.
E foi esse grupo de boas pessoas que decidiu fazer uma legítima angariação de fundos para ajudar uma grande causa: a luta contra o cancro. Mas a Liga Nacional não quis aceitar esse dinheiro porque é fruto de uma tourada. Só esta atitude daria muito conversa, pois não deixa de ser uma atitude desproporcionada, para não dizer hipócrita. Contudo, o que me deixou perplexa, foi a forma como o caso foi mediatizado.
A Liga Nacional Contra o Cancro, numa forma inconveniente, pois aquele não é o meio, anunciou com um comentário no Facebook, que é anti-touradas (como se esta instituição pudesse falar em nome de todos seus sócios nesta matéria, e como se as touradas fossem tipo o genocídio do Ruanda). E não fica bem a uma instituição desautorizar os seus diretores em público, muito menos no Facebook. Há outras formas mais convenientes de o fazer, principalmente quando se tratam de homens e mulheres com valores, que deram muito à causa e que os terceirenses conhecem e admiram os seus trabalhos, sabendo do seu empenho contra esta maldita doença, que tem sido um flagelo nos Açores.
Mas as consequências que este anúncio no Facebook gerou, foram graves. Quem passou pela página do Facebook da Liga Nacional Contra o Cancro não pôde ficar indiferente aos comentários que surgiram nessa notificação - eu sei que os comentários do FB são um antro vazio de conteúdos, são simplesmente palavras de ofensa e cheias de sujidade, que valem pouquíssimo. Mas, quando repetem religiosamente que “preferem morrer do que aceitar ajuda de um toureiro”, como se pode ler, ou é porque a sociedade está doente (não de cancro mas do juízo), ou porque vivemos completamente adversos à nossa dignidade, aos direitos do homem. É dizer àqueles heróis, que na nossa história lutaram pela nossa liberdade, pelo fim da escravatura, tempos em que o homem era comparado com os animais que as suas causas foram em vão. O que eu li não foi a defesa dos animais, foi um ataque ao homem, um ataque à grandeza da vida humana.
Não pouparam ofensas aos que apreciam as touradas, insultaram aqueles que são meus amigos e que fizeram e fazem muito bem na sociedade. Não só foram ofendidos, como as suas famílias foram atacadas - até reduziram o povo da Terceira a um grupo de “bestas” medievais. Afinal os animais somos nós os terceirenses.
Amar os animais é fácil, isso é para meninos. Difícil é tolerar as pessoas e amar o homem.
Não gosto da atitude destes cibernautas, que para defender os seus ideais, utilizam baixos argumentos. São os hooligans da ideologia, hipócritas nos sentimentos: adquirem a dor dos animais que comem ao almoço e muitas vezes fecham os olhos às imagens que nos chegam da Síria ou da Nigéria.
Fico com pena que a Liga Portuguesa Contra o Cancro, que é uma instituição que eu tanto admiro, para a qual sempre contribuí, tenha criado esta situação e tenha considerado imoral o contributo de muito boa gente.
Acima de tudo, temos de ser pró-humanos, temos que lutar contra esta terrível doença que tanto ataca a sociedade açoriana. Por isso, em nome dos terceirenses, eu peço desculpa a todos os doentes oncológicos, que necessitam de auxílio, e que ficaram sem ajudas.
Tenho a ousadia de dizer que conheço pouca gente que gosta de animais como eu gosto, mas sei que a diferença entre o homem e um animal irracional é enorme, mesmo que a minha cadela Xixinha seja bem mais simpática do que muita gente que anda por aí.
Há muitas outras instituições que me fazem ter fé na humanidade. Como me disse a Presidente da ACM-Terceira, Filomena Santos –  uma mulher que lida com situações mais difíceis que muitas touradas e com as pessoas mais incríveis que eu conheço, e nos dá uma enorme esperança – “Eu sou amiga dos animais e, ainda mais amiga das pessoas.”
http://no-teu- coracao.blogspot.pt/
margaridabenedita@gmail.com

segunda-feira, 1 de maio de 2017

NÃO à eutanásia e ao suicídio assistido



Dia 1 de Maio vamos dizer Não à eutanásia e suicídio assistido em Portugal! 


CONCENTRAÇÃO E MANIFESTAÇÃO – Largo de São Bento, em frente à Assembleia da República 

Programa:
15h00 às 17h00 - Manifestação junto da Assembleia da República

17h30 às 18h00 - Vigília de Oração pela Vida na Basílica da Estrela

Marque a sua presença activa aqui !!!


domingo, 30 de abril de 2017

Never stop - Ainda existe boa publicidade (XXIV)


Com a certeza de passar a verdadeira mensagem do anúncio, por palavras,  tornar-se

impossível.

Deixo só um comentário:

Grande publicidade!!







Com saudades de "vir" a este blogue!
(Never Stop)

sexta-feira, 28 de abril de 2017

Sacos Azuis há muitos

Se há coisa que esteve presente na minha vida de estudante foi o saco azul do IKEA, nas primeiras mudanças da casa nova em Lisboa, para levar os apontamentos e as fotocopias da faculdade, depois para ir aquelas compras no Pingo Doce já sem a companhia doa Mãe....
Nos Açores, no dia que deixei aquele trabalho enfiei o material todo da secretária no saco azul do IKEA (sei que com a caixa à filme americano dá muito mais estilo!) O facto é que este saco é tão util - e ecológico - que tornou-se presente.
Por isso acho encantadora a resposta do IKEA à -  polémica- imitação da Balenciaga:

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Imitações há muitas, mas assim tão óbvias é raro encontrar. A mais recente é aquela levada a cabo pela Balenciaga que deixou o mundo digital em sobressalto ao copiar o famoso saco azul da IKEA — sim, aquele que usa para ir às compras. 
O choque aqui não é a imitação — ou a falta de originalidade, já que sob este aspeto muita água podia rolar— da maison de origem espanhola, mas sim o preço. A carteira azul da Balenciaga chama-se “The Carry Shopper” e custa 1395€, ao contrário do saco da marca sueca que fica por menos de um euro, mais concretamente, 0,70€. 
A IKEA, que na altura do lançamento da carteira, tinha admitido ficar “muito lisonjeada” com a imitação da Balenciaga, lançou agora uma resposta formal à imitação. A marca sueca criou um anúncio para o seu tão famoso saco com uma mensagem que não deixa confusões. 


No anúncio é possível ler:
“1)  Abane. Se fizer barulho, é o verdadeiro.
2) Multifuncional. Pode carregar equipamentos de hóquei, tijolos e até água.
3) Atire-o para a terra. Para um verdadeiro FRAKTA basta passar água e fica limpo.
4) Dobre-o. Se for capaz de o dobrar até ser do tamanho de uma bolsa pequena, então parabéns.
5) Olhe para dentro. O original tem uma etiqueta da IKEA no interior.
6) Etiqueta de preço. Apenas 0,70€.”

Se ainda tinha dúvidas quanto à marca do saco azul que lá tem em casa basta repetir os passos do anúncio para ficar super esclarecido. 

quinta-feira, 27 de abril de 2017

Ainda sobre viagens dos finalistas


"Todos os anos também, na mesma época das férias da Páscoa, milhares de jovens europeus aproveitam para ir a outros países, visitar museus e participar em actividades culturais. Muitas centenas de estudantes liceais espanhóis fazem, há já vários anos, o percurso inverso ao dos finalistas portugueses e rumam em direcção a Fátima, onde passam a semana santa. São alunos de colégios católicos, que dedicam o seu tempo livre a actividades de formação cristã e de solidariedade social, com alguns colegas portugueses, nomeadamente no centro de deficientes profundos da União das Misericórdias Portuguesa. Para além das actividades de natureza religiosa, a cargo dos capelães dos seus colégios, também realizam trabalhos de índole cultural e desportiva: por uma estranha mutação genética, as suas hormonas não os levam a atirar com televisões para banheiras, mas a ajudar os outros, sobretudo os mais necessitados. Se não fossem alunos de colégios privados, que contam com a assistência espiritual de padres da prelatura do Opus Dei, decerto que seriam notícia. Se houvesse mais hormonas, álcool e drogas, a cobertura mediática estaria decerto garantida."

quarta-feira, 19 de abril de 2017

Marca n'Agenda 26 de Abril

É já no dia 26 de Abril, o concerto da Cuca Roseta, para celebrar os 18 anos do Apoio à Vida!



!Vale a pena ouvir a Cuca Roseta e apoiar a VIDA!

segunda-feira, 10 de abril de 2017

Parabéns Pi

Hoje a nossa PM está de parabéns!
Quando alguém faz anos não é somente um nome na agenda ou uma lembrança no Facebook ou aquela mensagem (im)pessoal standard.
O dia de aniversário é o dia para pensarmos naquela pessoa, agradecer o dom da sua vida e perceber a falta que nos faz.
O que seria do #BlogHEart sem a descontracção, a pertinência, a arte e a frescura da PM?
Parabéns querida Pi, obrigada pelo teu tempo!




O casamento não traz felicidade | Por Henrique Raposo

Henrique Raposo fala da grande maratona da vida: o Casamento, claro e pertinente: o que é o amor, o que é a entrega e o que é a paixão: vale a pena ler:


Não há casamento sem sacrifício pessoal. Os primeiros anos dos filhos, por exemplo, são anos de trincheira.O amor não é fofura, é ringue de boxe.

Pensar que o casamento é sinónimo automático de felicidade é talvez o grande erro da minha geração. O “feliz para sempre” é um equívoco, porque transforma o casamento numa sala de chuto de afectos, fofuras e sonhos. Pior: transforma o casamento real num prolongamento de um casamento idealizado ao longo do namoro. Ou seja, o “feliz para sempre” é a eternização da paixão adolescente. Um sarilho, pois o casamento é outra coisa, é uma aliança entre duas pessoas que se amam para lá dos afectos flutuantes.

Quem é casado sabe do que falo: há anos bons e há anos maus. Se pensarmos apenas na nossa emoção, no nosso prazer, na nossa realização pessoal, há momentos muito duros no casamento. Não há casamento sem sacrifício pessoal. Os primeiros anos dos filhos, por exemplo, são anos de trincheira.

A relação do casal e o próprio trabalho vão para o banco do pendura, ao volante ficam as fraldas, os banhos, as birras, as noites mal dormidas, a inexistência de férias ou viagens, etc. Mas são estas alturas sacrificiais que definem a força de um casamento. O amor não é fofura, é ringue de boxe.

Hoje procura-se a felicidade no sentido do prazer imediato e pessoal. E espera-se que o casamento seja um fornecedor desse prazer centrado no “eu”: os filmes e as séries da HBO que o casalinho vê no sofá, o sexo, as viagens que o casalinho anuncia no Facebook, os concertos e festivais de verão, etc. Sucede que o casamento não é esta passerelle.

Como diz Tiago Cavaco no livro “Felizes para Sempre e outros equívocos”, o casamento implica “abdicar de coisas que nos agradam”. O casamento não é sobre nós, é sobre os outros que nos rodeiam. Nós não casamos para sermos felizes, casamos para fazer os outros felizes. O casamento não é um espelho do nosso prazer, é um pilar de outras pessoas: é um pilar dos filhos que geramos e criamos, por exemplo. E, se é um pilar de infâncias, também é um pilar de velhices: um matrimónio também é um amparo dos sogros que se herdam.

Ora, ser este pilar implica um espírito de renúncia que é a negação perfeita da nossa cultura centrada numa felicidade entendida como prazer. É por isso que temos uma taxa de divórcio de 70%. É caso para perguntar: apenas 30% dos casados da minha geração compreendeu que o casamento é o início da vida adulta e não um prolongamento da adolescência?

Moral da história? É importante refazermos o conceito de felicidade. O casamento ensina-nos a procurar a felicidade nos outros, nos filhos que crescem, na ajuda que se dá aos sogros, na ajuda que se recebe dos sogros, nas provações que se superam em conjunto – as ânsias profissionais, o aperto na carteira, as querelas familiares, a unha do pé encravada, a quimio, aprender a lidar com o feitio do outro, etc. Se quiserem, o casamento comporta a felicidade tal como o maratonista a entende.

Quem já fez ou faz atletismo sabe do que estou a falar: correr longas distâncias não dá prazer; ver um filme, ler um livro, estar na praia, beber um vinho – tudo isto dá prazer. Mas correr 40 km não dá prazer, dá dor. Porém, quando acabamos uma corrida assim, sentimos algo que está para lá do prazer, sentimos uma força que vem do princípio do tempo, sentimo-nos abraçados por uma força que vem do tempo em que coisas ainda nem sequer tinham nome.

quinta-feira, 6 de abril de 2017

Isto também é acção cívica, participação, poder local, cidadania, rebeldia, bairrismo e democracia:

Um dos melhores jantares que tive em Lisboa foi no bairro de Carnide, pitoresco, familiar... Lisboa no seu melhor, agora juntar isso à liberdade e rebeldia dos bairristas dá-me um prazer enorme.

Hoje posso dizer: Je suis Carnide



terça-feira, 4 de abril de 2017

My body is not for sale | A prostituição é um trabalho? por Pedro Afonso

O psiquiatra Pedro Afonso falou-nos das consequências das medidas lunáticas ou ingénuos dos nossos insolentes políticos. Digamos, que ninguém melhor que um psiquiatra, para nos fazer reflectirmos sobre essas consequências:

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Já nos vamos habituando a assistir com regularidade a iniciativas legislativas, imbuídas de um certo “delírio de grandeza”, que prometem levar as massas a um caminho de felicidade e progresso. De tempos a tempos surge no palco mediático uma personagem política a proclamar, com o ardor próprio dos profetas, um pacote de medidas salvíficas destinadas a serem implementadas na sociedade. E foi o que aconteceu recentemente. De uma rajada, o Conselho Nacional do PS aprovou a legalização do suicídio assistido (eutanásia) e a criação de legislação para elevar a prostituição ao estatuto de “trabalho legal”.
Esta extraordinária hiperatividade legislativa, talvez sirva para para distrair o povo dos graves problemas que o país atravessa, mas não serve seguramente para melhorar a dignidade da vida humana. Os argumentos que suportam estas iniciativas legislativas estão repletos de eufemismos demagógicos: dignidade, liberdade individual, progressismo legislativo, etc. Mas se nos libertarmos desta “narcose demagógica”, percebemos que afinal estas medidas políticas, que nos tentam agora impingir, não servem o bem comum, nem tão-pouco irão ajudar a criar o tão desejado Paraíso terrestre.
Um dos argumentos usados para a legalização da prostituição assenta na opinião de que esta atividade deve ser considerada um trabalho; um “trabalho sexual”. Se julgarmos que a prostituição é uma atividade laboral, é legítimo que esta se legalize e que seja sujeita às regras do código do trabalho. Mas, convém sublinhar que, a prostituição não é um trabalho. A prostituição transforma o corpo de seres humanos em mercadoria transacionável, passando a ser objeto de aluguer de curta duração. A situação tem tanto de ridículo como de absurdo, já que um cliente insatisfeito com o serviço poderia usar o livro de reclamações, ou porventura pedir a devolução do dinheiro pago, alegando má qualidade do serviço.
A ideia de que a legalização da prostituição é uma forma de proteger a mulher e de lhe dar mais dignidade é falaciosa. A prostituição martiriza o corpo da mulher, corrompe a sua mente e rouba-lhe o futuro. Por razões profissionais, conheço algumas histórias de mulheres que passaram pela prostituição. Nunca escutei uma palavra que fosse no sentido de reclamar a legalização da atividade ­— essas encontram-se apenas nas cabeças de algumas luminárias políticas ­—, mas testemunhei vidas destruídas por um percurso que está muitas vezes associado ao consumo de drogas, aos abusos e maus-tratos, à perda da sanidade mental e à destruição da dignidade da pessoa humana. Por conseguinte, a legalização de uma atividade intrinsecamente má não vai fazer dela uma coisa boa ou respeitável. Do mesmo modo, a legalização do consumo das drogas não leva a que a sua utilização seja recomendável. Não serve de consolo para ninguém que um ser humano se autodestrua de forma higiénica e legal.
A iniciativa legislativa de elevar a prostituição ao estatuto de trabalho sexual revela ingenuidade política e uma grande falta de conhecimento das razões que levam as mulheres (e homens) à prostituição. Além disso, considerar a prostituição como uma via profissional seria um péssimo sinal para os mais jovens, já que são aqueles que estão mais expostos a este caminho, onde o corpo se transforma num mero instrumento de prazer sexual e nada de positivo se constrói. Os jovens ­— principalmente os provenientes de meios sociais mais desfavoráveis — ficariam mais vulneráveis aos abusos sexuais, e à manipulação por oportunistas perversos, já que passando a ser legal “vender serviços sexuais” a sua compreensão, sobre aquilo que é um comportamento ajustado, ficaria afetada por uma legislação imoral.
Vivemos uma época viciosa que, em nome da liberdade, consagra falsas virtudes. A prostituição não promove relações humanas saudáveis, fomenta uma visão distorcida da sexualidade humana, desumaniza as pessoas convertendo-as em objetos de uso, e alimenta uma cultura do descartável: “usar e deitar fora”. A legalização da prostituição é na verdade uma infâmia, configura uma desonra ao mesmo tempo que corrompe a civilização humana.

quarta-feira, 29 de março de 2017

Este tempo é TEU!


----------------Tempo de AGIR----------------

(tocar para ouvir)



HEart na comunicação social | Diário Insular #16

A RAPARIGA DO SÓTÃO VOLTOU AO DIÁRIO INSULAR

No meu recomeço nas crónicas no jornal DI, inspirei-me no pensamento do Papa Bento XVI, quando numa das suas mensagens, expôs  o paradoxo da nova comunicação, dos seus meios e das suas tecnologias. 
Estes nos aproximam de quem está longe, mas também nos afastam de quem está mais perto:
Sim que coisa estranha é ser-se VIZINHOS na geração das tecnologias.

(Diário Insular | 29 de Março de 2017)


(para ler melhor clique na imagem)

terça-feira, 28 de março de 2017

O exercício de questionar

Nós portugueses temos o hábito de ler estudos, sobretudo os estudos dos nossos sociólogos da moda (confesso que uma prova do meu cansaço, é que para mim basta ouvir o nome da Maria Filomena Mónica, e fujo a 7 pés).
É importante não ficar apático perante as conclusões sociais dos dados científicos: questionar, esmiuçar e meter as ideologias à parte: as correntes utilitarista e a falta de crença na raça humana, eis as questões que devemos levantar e responder, quando se fala da crise da instituição do casamento, em território nacional: 
"O conhecimento não se reduz ao sociológico. E a ética, a filosofia ou a psicologia? Qual o sentido do casamento e da fidelidade na pessoa e na sociedade? Apenas capricho “conservador” dos tempos? Qual o lugar do casamento e da família na estabilidade emocional dos cônjuges e dos filhos? Qual o lugar da complementaridade dos sexos nesta equação? Qual, ainda, a influência do compromisso na construção do amor e do cuidado com a descendência? Que futuro queremos se já metade das crianças nascem fora do contexto de qualquer união, seja ela casamento ou outra? Que estabilidade queremos dar às famílias e às crianças?"
António Pimenta Brito, A crise do casamento em Portugal

sexta-feira, 24 de março de 2017

Marca n'Agenda: FAMÍLIAS NUMEROSAS

Como já sabemos: aqui, aqui e aqui: Chema Postigo foi para o Céu no dia 6 de Março.
Contudo Rosa quer manter os seus compromissos e virá com um dos seus filhos a Portugal. ---» Obrigada «---

Conferência no Planalto 31 Março 2017| 21.30



quinta-feira, 23 de março de 2017

Há mulheres e mulheres

Li este antigo episódio, que resume bem o que acredito: mais do que uma ida à casa de banho!!!!!

Quando vi a marcha das mulheres e a marcha pro-life, nos EUA, vi 1 país mas 2 realidades diferentes, não só 2 maneiras de pensar em confronto, mas também vi 2 maneiras de agir: ódio vs amor, ofensas vs compreensão, intolerância vs tolerância.


Entretanto se não acredita em mim:






terça-feira, 21 de março de 2017

Escolho viver | Marta d'Orey

Eu sei, eu sei que este texto já surgiu há muito tempo, vi em muitos perfis do Facebook de muitos amigos, muitos desses muitos amigos conhecem a Marta e não só partilharam o texto, como uma experiência de alegria e de fé.
Tenho ouvido tantas -como se diz na minha terra- tolices  sobre a vida e sobretudo sobre a morte, nestes debates fracturantes, por isso apeteceu-me (re)publicar o testemunho da Marta, que pelos vistos, só com 19 anos sabe muito sobre vida e sobre a morte.

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Marta d’Orey, 19 anos, estudante de publicidade e marketing no IADE. Moro no Estoril com dois pais à maneira e três irmãos menos maus. Quanto a mim, sou a balança desequilibrada do meio. Gosto: de areia quente e gelados para refrescar; de mar salgado e de ondas com caminho para passear numa prancha; de pastéis de nata com canela, queijo da ilha, da serra, e do rio, massa pizza e massapão, e chocolate de todos os tamanhos e feitios; do clique do botão de disparo de uma máquina quando o dedo manda contar histórias com imagens; de livros com cheiro a papel e palavras rabiscadas na ponta de um guardanapo.
Esta é a minha história. Não toda, mas um capítulo de mim: Em janeiro de 2016 fui para Londres fazer um ano sabático. Pus a mochila às costas porque quis enchê-la com bocadinhos de chão pra lá da porta de casa, aprender a crescer sozinha e correr pelo mundo sem me desorientar na falta de GPS. Tinha 6 meses traçados em planos. Ia conhecer pessoas, trabalhar, fazer um curso aqui e ali, ir a museus onde a arte cresce dentro de quem a olha, passear em ruas desenhadas em tijolo, beber chá e comer scones fora d’horas, fugir do céu cinzento da cidade e escalar as montanhas verdes que trepam Reino Unido acima. E, em julho, fazer uma mala mais cheia de mim, e voar até Lisboa com a certeza de ter feito casa num planisfério maior.
E voltei. Com a mesma mala a transbordar em excesso de peso, com o estômago confortado em scones e panquecas, e a lista de contactos preenchida com nomes novos. Voltei, mas deixei dias por viver com o regresso antecipado. Começou por ser só uma gripe. Depois vestiu-se de pneumonia com passe direto para um internamento de duas semanas. Comecei a perceber que alguma coisa não estava bem quando dei por mim a subir um lanço de escadas para acabar a arfar como se tivesse corrido a maratona; quando apanhava táxis em vez de andar de transportes ou mesmo quando não ia a lado algum porque o sofá era um destino mais agradável. Qual quer que fosse o nome da praga tinha o apelido de parasita porque veio para ficar.
Assim, tomei as medidas entre o certo e o errado, e o bom senso fez as malas para Portugal. Quando cá cheguei fui imediatamente internada, sem perceber bem o que se passava, e, verdade seja dita, pouco confiante de prolongar a estada para lá da primeira semana. Mas possibilidades de diagnóstico estavam contra mim e o leque de exames a fazer era infindável. Foram dias a especular suspeitas para deixar de as ter quando os resultados tornavam claro que o caminho era no sentido oposto.
E a primeira semana passou, e depois veio a segunda, a terceira e a quarta. E o nome não era mais do que “o problema”. Vários médicos o viram, vários opinaram, e poucos acertaram. Depois vinte e cinco dias riscados no calendário, saí pelas portas do hospital para encontrar uma vida totalmente diferente da que tinha deixado cá fora. Sem diagnóstico e qualquer tipo de certeza.
Era verão, mas eu tinha indicações apertadas que não me davam férias. Não podia ir à praia sozinha, mergulhar era a cuidado, o surf estava a aguardar vez, e os passeios tinham início num sinal de STOP. Cansava-me rápido, sim, mas em que parte é que o cansaço deixava de ser resposta natural do comum mortal ao estímulo físico e passava a ser a doença a falar? Onde não podia ir eu sabia, mas afinal qual podia ser o caminho? Ficar parada não era resposta.
Como nunca fui muito dada a máscaras, não me quis vestir de doença, e, por isso, brinquei aos “elásticos”. Com inteligência ora para não pisar a linha ora para não me esconder na sombra, aprendi a ser flexível quando readaptei as prioridades. Respondi à vida com jeito de cintura, e um “não” vinha sempre acompanhado de um ponto final, parágrafo, travessão. Se não podia fazer surf, podia apanhar ondas com o olhar; se não podia andar sozinha, podia estar rodeada de amigos; se não podia sair à noite, podia comer gelados ao fim do dia. Passou a ser um contrato com negociação inerente. Costumo dizer que tenho uma costela marroquina.
Entretanto, o diagnóstico continuava anónimo e, na ausência de respostas, fiz mais perguntas. Encontrei um médico que me soube falar com nexo, e me escreveu um nome que explicava a minha incompetência no que toca ao simples ato de respirar. Bronquiolite obliterante pós-infecciosa. Uma sequela da pneumonia que veio a reboque da Gripe A. Uma doença rara, difícil de apanhar em falso. Uma doença sem tratamento específico, porque os casos registados foram poucos e as estatísticas quase nulas. Uma doença que me reduziu a função respiratória a números ridículos (menos de 15%), e sugou o oxigénio que me alimentava os pulmões e os deixou rendidos ao esforço insuficiente da súplica ignorada. Uma doença que tornou o imprevisível visível num curto-circuito estremecido na escuridão apalpada às cegas, e trocou o certo garantido pelo incerto adquirido. Uma doença que me trocou as voltas e os pesos, no dia em que arrumou os livros na prateleira para dar lugar à botija de oxigênio embalada na mochila presa às costas. Uma doença que me apresentou a morte pelo nome sem me dar tempo para o “passou-bem” quando dispensei o “prazer em vê-la”. Uma doença que fez com que tivessem de me reanimar quando abrandou o ritmo do coração que me bate no peito.
A primeira resposta foi um transplante pulmonar, indicado para doentes com funções respiratórias tão comprometidas como a minha. A segunda, para fugir à primeira que não é de todo tão agradável como parece, foi um tratamento que, no meu caso, apesar de viável, não tinha qualquer expectativa de resultado fosse ele positivo ou negativo.
E, por isso, estou às cegas. À espera de dar tempo à semente para se fazer árvore, a deixar que os dias se vivam à vez e a vivê-los como se fossem os primeiros. Mas as minhas pegadas marcam-se firmes na areia deserta. O terreno é incerto, mas o caminho é feito com pés e cabeça.
Escolho escolher. Passei a saber onde posso ser agente, e onde tenho voz passiva. Aprendi que pouca é a opção que temos, para além da resposta que damos às questões que nos põem. Não decidimos se cá estamos, mas sim, como estamos. E se assim o é, eu escolho estar a 1000%. Escolho andar no hospital como se passeasse na serra de Sintra, e abrir a porta do quarto para quem se quiser juntar à festa do pijama. Escolho que a relação com os enfermeiros não tenha direito a título e se espelhe no ecrã de uma selfie enquadrada entre a palhaçada e o riso fácil. Escolho chamar “casa” às paredes brancas e “família” ao pessoal vestido de azul. Escolho brindar o pôr do Sol com amigos e conversas triviais, e abraçar a noite sem todas as certezas do mundo, mas com a sede nunca hidratada de beber mais amanhãs.
Porque tenho um metro e oitenta e sou maior do que isto; porque sou a Marta d’Orey, tenho 19 anos, sou estudante, sou a balança desequilibrada do meio, gosto do mar e de pastéis de nata, e acordo de manhã irritantemente bem-disposta para gritar ao mundo um segredo ao ouvido.... Sabem uma coisa? A vida é extraordinariamente maravilhosa. E sabem outra coisa? Não dura para sempre. E sabem que mais? É quando concebemos o fim que encontramos o nosso início.

quinta-feira, 16 de março de 2017

Tratar cada filho como se fosse único

Como já noticiamos por AQUI e AQUI  Josemaria ou Chema Postigo, partiu e deixou a sua história a sua família, deixou o seu exemplo de esperança.
Hoje lembramos novamente Chema com um texto escrito pelo pai da nossa Ni - Raul Bessa Monteiro. Vale a pena ler:





"Com uma simplicidade impressionante, e sem qualquer preocupação publicitária, um casal da Catalunha esteve de visita a Lisboa, Porto e Braga no final de 2016, para orientar conferências relacionadas com o tema “A alegria de construir famílias felizes”.

Não fora o magnífico exemplo de felicidade na família dados por Rosa Pich e Josemaria Postigo, e esta visita passaria despercebida. Parece-me no entanto que o conteúdo da mensagem que trouxeram e as experiências que apresentaram merecem divulgação.

Os Postigos, Rosa e Josemaria, têm 15 filhos vivos de 18 que nasceram. Encontram na família o ambiente propício para a sua realização como pessoas, através da ajuda mútua e da comunhão de objetivos, tarefas e interesses.

Na conferência a que assisti, Rosa, ao bom estilo feminino apurado com a origem catalã, quase monopolizou a conversa; contou histórias, anedotas e incidentes divertidos, com um bom humor e um entusiasmo contagiantes. Descreveu com graça, referindo-se à luta diária de cada um para ultrapassar as dificuldades, que Pepa, a 12ª, tem por meta rir-se pelo menos uma vez de manhã e outra à tarde, que Tomas, o 14 º, só pode fazer birra uma vez por dia, e que, quando se esgota algum produto de mercearia, na sequência da compra que é feita on line e apenas uma vez por mês, “no passa nada” se tiverem que beber o leite sem chocolate durante três ou quatro dias.

Josemaria, mais sereno, explica que não são apenas questões práticas, são formas de fortalecer a vontade, estimular o auto controle, mostrar respeito pelos outros, em suma, de se aperfeiçoarem como pessoas. É educação na sua formulação mais genuína e mais natural.

Se Rosa conta todas estas coisas com um entusiasmo indescritível, Josemaria alerta que também têm problemas, falhas e contratempos que vão resolvendo com espírito desportivo, não desanimando.

Colocando a relação conjugal no topo das suas preocupações humanas, Rosa e Josemaria têm uma disponibilidade total para os filhos. Essa disponibilidade, que tem como objetivo tratar cada filho como se fosse único, não se manifesta apenas no plano afetivo. Com esforço e dedicação de tempo e recursos, a família Postigo organiza-se com simplicidade, procurando que cada um assuma responsabilidades e tarefas concretas desde as mais tenras idades, habituando-os a não terem tudo o que querem, mesmo quando os colegas têm e exibem, articulando entre todos aspetos de melhoria geral do contexto familiar, e com cada um metas de aperfeiçoamento pessoal.

Jantam habitualmente todos à mesa. A família e os amigos ou parentes que sempre aparecem, esgotam a lotação da grande mesa redonda da sala de jantar, servindo diariamente mais de 20 refeições; um pequeno restaurante no qual se fala, se discute, se opina, e se ganha o hábito de respeitar os outros e de saber escutar.

Os mais velhos ajudam a tratar dos mais pequenos e estes, a partir do momento em que fisicamente lhes é possível, fazem as suas camas todas as manhãs, forma de aprenderem a colaborar e a assumir responsabilidades, mantendo arrumados os quartos mobilados com vários beliches de quatro camas feitos à medida para cada quarto.

Dedicar tempo, mais de qualidade do que em quantidade, um ao outro e ambos aos filhos, exige ordem, organização, desprendimento, virtudes que todos absorvem por osmose.

Como são pontuais nas entrevistas de trabalho com os professores dos filhos, vão 157 vezes por ano aos colégios.

Poderia dizer muito mais coisas sobre o que aprendi com a família Postigo. No entanto a impressão mais profunda foi causada pela extraordinária tranquilidade e serenidade com que abordam os temas da família. Mesmo o facto de já terem morrido três filhas por doença cardíaca congénita e Lolita, a 15ª, viver em risco, esperando a oportunidade de uma cirurgia que não sabem se vai chegar a tempo.

Uma família alegre, feliz, exemplar, mas normal; que enfrenta o dia-a-dia com fé, com coragem, com confiança. Rosa diz que tem um segredo. Josemaria afirma que esse segredo não é nada de especial, é apenas visão sobrenatural, generosidade e esforço por corresponder à responsabilidade de terem uma família numerosa.
Como se fosse pouco!"

Raul Bessa Monteiro
Professor da AESE Business School

quarta-feira, 15 de março de 2017

Marca n'Agenda: CURSO THOMAS MORE

[é de aproveitar]
O curso Thomas More está de volta: Filosofia, Política, Ideias, Debate, Fazer Pensar....

Mais informações clique AQUI


[literalmente] Assisted Suicide




"Em Janeiro desde ano estreou em Londres, um musical chamado : "Assisted Suicide: The Musical" (Suicídio Assistido- o musical ). O espectáculo tem vindo a receber elogios e ovações de pé, apesar do tema ser tão dramático. 
Por isso antes de assumir que é crítico da perspectiva pró-vida, saiba que a criador do musical - Liz Carr -é uma mulher que sofre de uma doença genética que a impede de se mexer, pois é uma doença que ataca os músculos, bem como provoca outras limitações. Mas apesar dessas suas limitações físicas, ela sente-se tão frustrada com a atitude agressiva da cultura promovendo o suicídio assistido, que decidiu escrever um musical para oferecer uma outra perspectiva.
Entrevistada pelo Wall Street Journal, Liz Carr ridicularizou todos os clichês que podemos encontrar em filmes e documentários típicos que promovem a agenda do suicídio assistido: "A música é sempre usada de maneira muito manipuladora. A música alimenta o nosso estado emocional. E pode dizer-lhe: 'Isto é uma tragédia e tem um caminho a optar: O objetivo é normalizar uma escolha que era impensável há uma geração, com o resultado que leva as a concluir:" Sabe, minha vida não vale a pena viver ".
Assim, em vez de organizar um debate, escrever um artigo, ou participar numa conferência, ela decidiu criar um musical onde expõe a hipocrisia e a tragédia do movimento a favor de suicídio assistido. Ela contraria a ideia de "morte com dignidade", porque nada tem a ver com dignidade."

terça-feira, 14 de março de 2017

Marca n'Agenda: Meeting Lx 2017 - 23 a 26 de Março, Campo Pequeno




São conferências, são exposições, e são encontros improváveis: o Meeting Lisboa nasceu há 5 anos e não parou desde aí. Já passou pelo CCB e este ano regressa ao Campo Pequeno, com o tema "Do amor ninguém foge".

De onde vem o tema? É o lema da APAC, uma associação brasileira de recuperação de prisioneiros sem prisões. Sim, leu bem, estes presos são livres e é assim que se sentem recuperados e voltam a tornar úteis para a sociedade, com taxas de reincidência baixíssimas quando comparadas com o sistema prisional.
Sobre a APAC, pode encontrar no Meeting uma exposição permanente e pode ouvir o seu fundador, o juiz Carlos Alexandre, dia 24 às 19h30, à conversa com Maria João Sousa Leitão (neonatologista) e Aura Miguel (jornalista da RR e presidente do Meeting).

Haverá ainda conferências sobre música, sobre política, sobre a fé. É ver o programa e aparecer - a entrada é livre.

Saiba mais em meetinglisboa.org


Métodos Naturais: é ecológico, é sem barreiras, é total, é livre e é natural. why not?

Mais uma vez a Associação Família e Sociedade apresenta o Curso de Métodos Naturais, mais uma vez o Blog HEart - sendo HEart e adepto desta incrível forma de amar- apoia e disponibiliza as informações.  Vale a pena perceber mais sobre o tema!




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A Associação Família e Sociedade vai realizar mais uma edição do Curso de Métodos Naturais de Planeamento Familiar, nos dias 25 de Março e 1 de Abril de 2017 (das 14h30 às 19h), em Lisboa - Colégio Planalto.
A inscrição inclui, para além do curso teórico: documentação, entrevista com monitor de PFN e aconselhamento durante 3 meses para reforço da aprendizagem.
Inscrição: 50 euros (Casal); 40 euros (Profissionais da área da saúde) (Se o factor económico for impeditivo para frequentar o curso, queira contactar-nos.)

Caso seja necessário alguma informação adicional poderão contactar a Associação preferencialmente por email: familiasociedade@sapo.pt ou pelo telefone 21 314 95 85.

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Planeamento familiar natural
O Planeamento familiar Natural torna o casal apto a reconhecer, pela auto-observação, em que momentos é fértil ou infértil, de modo a orientar as suas relações conjugais conforme deseja conseguir ou adiar a gravidez.
Estes métodos são totalmente inócuos pois não interferem no normal funcionamento do aparelho reprodutor da mulher ou do homem.
Estudos científicos atribuem uma eficácia teórica ao Método de Billings de 97.2% e de 99,6% ao Método Sintotérmico.
A sua eficácia pratica é elevada e tanto mais próxima da teórica se presente : motivação, aprendizagem, acompanhamento e aplicação adequada.


VANTAGENS
* Não são difíceis de aprender
* São seguros
* Não implicam despesas
* Fortalecem a relação do casal
* Estão ao alcance de todos
A Felicidade e Harmonia conjugal estão relacionadas com opções que o casal faz no campo da Regulação da Fertilidade

Vale a pena tentar!

Para saber mais, ligue-se a: AQUI, também pode ver AQUI,  a apresentação sobre Planeamento Familiar Natural. Mais informações também AQUI. Sobre o Método de Billings AQUI. Sobre o Método Sintotérmico AQUI.

Frequente o CURSO DE MÉTODOS NATURAIS DE PLANEAMENTO FAMILIAR.
Conteúdos do curso:
  • O que é a Regulação natural da fertilidade
  • Anatomia e fisiologia do aparelho reprodutor feminino e masculino
  • Indicadores de fertilidade
  • O Método Billings
  • O Método sintótermico
  • Sexualidade responsável
  • O papel do marido e da mulher

ASSOCIAÇÃO FAMÍLIA E SOCIEDADE
Facebook AQUI
Evento AQUI

IPSS - Instituição Particular de Solidariedade Social
Rua do Lumiar 78,  1750 - 116 Lisboa
Contactos:  21 314 95 85; familiasociedade@sapo.pt

aprendi uma nova palavra #5


con·fi·an·ça sf
1. Coragem proveniente da convicção no próprio valor.2. Fé que se deposita em alguém.3. Esperança firme.4. Atrevimento.5. Insolência.6. Familiaridade.

Mais ou menos isto: AQUI






segunda-feira, 13 de março de 2017

Centenário de Fátima 1917-2017

Daqui 2 meses vamos festejar a alegria, a grande Graça, que Portugal recebeu em 1917: O centenário das Aparições de Fátima.
Sabendo da importância de Fátima para Portugal e para o Mundo, o #BlogHEart vai tentar acompanhar com artigos, divulgações, iniciativas....



O #Desafio para hoje é o Estandartes de Fátima - porque não? AQUI



quinta-feira, 9 de março de 2017

Com o nosso dinheiro NÃO






Porque o fiz? Não podia explicar melhor que o Francisco Alvim, num artigo para o Observador no dia 28 de Fevereiro, por isso aqui fica - vale muito a pena ler - :

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Para muitos terá passado despercebido, mas tudo aconteceu esta semana: na segunda-feira, o Público noticiava que vários países se juntaram à campanha She Decides (“Ela Decide”) que pretende servir como um fundo para promover o aborto em todo o mundo e, em particular, nos países em vias de desenvolvimento.

A iniciativa foi lançada há precisamente um mês pela ministra do Comércio Externo holandesa, Lilianne Ploumen, e surgiu como resposta à recuperação da Mexico City Policy (“Política da Cidade do México”) imposta por Donald Trump nos Estados Unidos, que levou ao corte do financiamento concedido por este país a organizações não-governamentais internacionais que realizam abortos ou prestam aconselhamento sobre o tema.

Sem aviso prévio e evitando o debate na opinião pública, eis que a iniciativa holandesa recolheu quarta-feira mais um apoio: o de Portugal.

A fazer fé no comunicado enviado às redacções e entretanto divulgado, “o Governo português, através da Secretária de Estado dos Negócios Estrangeiros e da Cooperação, informou as autoridades holandesas do seu apoio à iniciativa global She Decides”.

Vejamos então com mais atenção o que pretende este Governo apoiar:
Em traços gerais, a She Decides apresenta-se como uma iniciativa global que quer que as mulheres em todo o mundo possam exercer o direito de decidir se querem ter filhos, quando os querem ter e com quem.

Estranhamente, a ideia de saúde sexual e o modelo de planeamento familiar propostos assentam exclusivamente no direito (dito) fundamental da mulher a matar os próprios filhos.

Esquece-se que, pelo menos na maioria dos casos – porque, infelizmente, sempre existirão excepções –, a mulher pode decidir se quer ou não ter relações sexuais, quando as quer ter e com quem. O resultado é simples: permite-se a desresponsabilização, com o intuito de evitar as consequências naturais decorrentes de uma decisão que já se encontra, à partida, na esfera da mulher. É querer decidir a posteriori o que se fez antes.

Ao invés, os esforços deveriam concentrar-se na preparação e adopção de medidas para apoiar os casos de maternidade precoce e vulnerável, bem como os abrangidos pelas excepções referidas em cima, como sejam as gravidezes resultantes de relações sexuais forçadas ou não consentidas. É aqui que o trabalho tem de ser feito.

De igual modo, a proposta negligencia em absoluto o elemento masculino, o que não deixa de ser revelador da agenda ideológica por detrás de tal narrativa. Não fará mais sentido investir na formação em modelos de paternidade responsável, envolvendo globalmente as populações e membros de ambos os sexos? Ou será que só as mulheres é que têm direitos? E os direitos das crianças?

Por outro lado, convém esclarecer que a promoção do aborto seguro apenas leva uma ideia de relativa segurança à mãe que decide matar o seu filho. Para o ser indefeso que morre, não só se trata de um procedimento pouco seguro e doloroso como significa um vil ataque ao seu direito – esse, sim, fundamental – à vida. E as consequências psíquicas e físicas para a mulher que aborta?

Quanto ao apoio do Estado português, importa perceber se se trata apenas de apoio moral ou se há dinheiro dos contribuintes envolvido nesta simpatia lusitana. É que, mais do que granjear apoios políticos, o fundo She Decides tenciona angariar avultadas quantias para suprir as necessidades de organizações afectadas pelo recuo do financiamento americano. Se for o caso, com quanto pretende o Estado português contribuir? E nesse cenário, como será feito o controlo da aplicação desse dinheiro?

Os nossos impostos não podem servir para matar inocentes lá fora, além dos que já morrem cá dentro com medidas idênticas. Nem pode isso ser imposto aos portugueses por um governo minoritário e sem mandato para o efeito, já que – com excepção do fim das taxas moderadoras para quem recorre a aborto em Portugal – o programa de governo do PS não continha uma única palavra sobre este tema.

Já sabemos que vários países apoiam a iniciativa. E sabemos que muitos deles o fazem com uma intenção clara: para retaliar perante a tomada de posição de Trump. Sendo esse o caso, e numa fase em que a situação geopolítica mundial atravessa um período tão interessante quanto difícil, quererá o Estado Português ficar associado a um protesto internacional contra um presidente democraticamente eleito? Há coisas em que não convém mesmo ser uma maria vai com as outras.

Ou será que estamos perante mais um caso de favor à cartilha ideológica imposta por uma certa esquerda que vive agora deslumbrada com o poder? Será este o preço a pagar a Catarina Martins pela conivência hipócrita do Bloco de Esquerda no caso da CGD e dos SMS de Centeno? Se assim for, é triste, mas é o irónico desgoverno que temos: ela decide; ele sujeita-se.

Em qualquer dos casos, Costa não fica bem na fotografia. E isto é tão mais grave quando estamos a falar daquela que devia ser a primeira preocupação de qualquer estado de direito democrático: a defesa da vida.